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Economia

Natal, 04 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 12:49

Vendas do comércio crescem 8,6%

Publicação: 17 de Junho de 2010 às 00:00
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O crescimento da economia, do salário mínimo e a retomada das contratações no mercado formal de trabalho ajudaram o comércio varejista do Rio Grande do Norte a crescer 8,6% em volume de vendas em abril, sobre o mesmo período de 2009, mas não foram suficientes para manter o ritmo de caminhada registrada até março deste ano, com resultados na casa dos dois dígitos. A desaceleração é apontada na Pesquisa Mensal do Comércio, divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), mas está longe de significar retração para o setor, garante o presidente da Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas do estado, Marcelo Rosado. "As pessoas continuam e deverão continuar comprando, só que sem a euforia que existia quando o IPI estava reduzido. O momento, agora, é de acomodação", diz.

Marcelo BarrosoFim do benefício do IPI reduzido para o setor de móveis e veículos novos em março ajudou a desacelerar o setor no mês seguinteFim do benefício do IPI reduzido para o setor de móveis e veículos novos em março ajudou a desacelerar o setor no mês seguinte
De acomodação, mas também de recuperação, observa o chefe do IBGE no Rio Grande do Norte, José Aldemir Freire, analisando que a retomada do setor vem sento sustentada pelos ventos favoráveis que sopram na economia. Ele estima que, mesmo sem o IPI reduzido o setor deverá se manter aquecido este ano. "Mas o que vai haver agora é um crescimento dentro da realidade. O momento é de estabilização", completa Marcelo Rosado.

Pesquisa

O crescimento de 8,6% apontado pelo IBGE para o comércio do Rio Grande do Norte foi apenas o sétimo entre os estados do Nordeste e não considera as vendas de materiais de construção e veículos. Leva em conta, porém, os setores de móveis e eletrodomésticos, hipermercados, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo, tecidos, vestuário e calçados, artigos farmacêuticos, médicos, ortopédicos, de perfumaria, cosméticos, combustíveis e lubrificantes, outros artigos de uso pessoal e doméstico, equipamentos e material para escritório, informática e comunicação, livros, jornais, revistas e papelaria.

Com as vendas desses setores, a receita nominal do comércio do estado cresceu 12,3% em abril. Se considerado o comércio varejista ampliado, que inclui materiais de construção e veículos, o crescimento do volume de vendas foi de 10,9% e o da receita nominal atingiu 14% no período.

De acordo com a pesquisa, todas as Unidades da Federação registraram crescimento na comparação entre abril de 2010 e o mesmo mês do ano anterior. As principais altas foram verificadas em Tocantins (47,4%); Roraima (36,0%); Acre (27,8%); Maranhão (21,8%); Mato Grosso (20,2%) e Alagoas (18,7%). No varejo ampliado, os maiores desempenhos no volume de vendas ocorreram em Tocantins (35,7%); Maranhão (31,1%); Rondônia (29,1%); Espírito Santo (25,0%); Mato Grosso (22,1%) e Ceará (18,7%). Nacionalmente, o movimento foi parecido, com alta de 9,1% sobre abril de 2009 para as vendas do comércio varejista. Houve queda, porém, de 3% em abril em relação a março, na maior redução em um mês em relação ao mês anterior desde o início da série histórica da pesquisa mensal, em 2000.

O técnico da coordenação de comercio e serviços do IBGE, Reinaldo Pereira, também analisou que a queda recorde representa uma "acomodação" após três meses de expansão e "não significa uma inflexão" na trajetória de crescimento do setor.

Segundo Pereira, o varejo deverá ser estimulado, nos próximos meses, pelos mesmos fatores que estão garantindo os aumentos nas vendas ante iguais períodos de ano anterior, como aumento na renda do trabalho, redução do desemprego e oferta de crédito. De acordo com ele, o reajuste de 7,7% para os aposentados, confirmado ontem, também deverá contribuir para a continuidade da expansão nas vendas.

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