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Economia

Natal, 04 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 12:04

Vendas do segmento sobem 8,56% em janeiro

Publicação: 25 de Fevereiro de 2010 às 00:00
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São Paulo (AE) - As vendas reais nos supermercados cresceram 8,56% em janeiro em relação ao mesmo mês do ano passado, segundo divulgou ontem a Associação Brasileira de Supermercados (Abras). Em relação a dezembro, principal mês de vendas do setor, o faturamento dos supermercados, sem ajuste sazonal caiu 21,74%. Os números estão deflacionados pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Segundo a Abras, a alta nas vendas dos supermercados em janeiro foi considerada "expressiva, mostrando que a tendência de crescimento apresentada em 2009 continua ativa". A entidade acrescentou que o desempenho dos supermercados está sendo puxado pelo crescimento da geração de empregos e da massa salarial, o que deve se refletir ao longo de todo o ano de 2010. "Ainda existe no Brasil uma demanda reprimida muito grande pelo consumo de produtos alimentares", diz a Abras em comunicado.

O valor da cesta de 35 produtos considerados de largo consumo, medido pela Abras e pela GfK, como alimentos, limpeza e beleza, apresentou alta de 0,89% em janeiro na comparação com dezembro de 2009, para R$ 261,51. Em relação a janeiro de 2009, a cesta da Abras teve queda de 0,12%.

Os produtos da cesta que registraram as maiores altas em janeiro sobre dezembro foram batata (21,35%) açúcar (4,62%) e leite longa vida (2,73%), enquanto as maiores quedas foram tomate (-14,36%). cebola (-10,07%) e óleo de soja (-3,54%).

A Abras prevê tendência de crescimento das vendas em 2010 em linha com o desempenho de janeiro, quando as vendas reais subiram 8,5%. "O mês de janeiro, que apresentou uma alta expressiva, serve com termômetro das vendas anuais", afirmou Sussumu Honda.

O dirigente explica que o aumento de vendas vem sendo puxado pelo reajuste do salário mínimo e o crescimento do emprego, sobretudo da indústria. "Isso vai contribuir para o crescimento da renda, que impacta diretamente nas disponibilidades dos consumidores em gastar nos supermercados".

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