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Economia

Natal, 12 de Fevereiro de 2012 | Atualizado às 01:56

Volume de fusões e aquisições de empresas atinge R$ 116 bi

Publicação: 19 de Novembro de 2009 às 00:00
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Um levantamento feito pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima) mostrou que o volume de transações de fusões, aquisições, ofertas públicas de aquisição de ações e reestruturações societárias efetuadas no país até setembro totalizou R$ 116,7 bilhões. O aumento foi de 33,4% sobre o mesmo período de 2008, aproximando-se do resultado registrado em 2007, que alcançou R$ 141,2 bilhões.

Arquivo TNO setor de alimentos, em função das fusões, como a da Sadia com a Perdigão, movimentou R$ 116 biO setor de alimentos, em função das fusões, como a da Sadia com a Perdigão, movimentou R$ 116 bi
Para a economista Carolina Lacerda, responsável pela Subcomissão de Fusões e Aquisições da Anbima, a crise financeira internacional gerou oportunidades e necessidades que foram aproveitadas pelas grandes empresas nacionais. Em contrapartida, segundo ela, o clima de incerteza predominou entre as médias e pequenas companhias, fazendo-as postergar suas decisões de investimento.

A grande diferença é que houve um maior número de operações de fusões e aquisições entre empresas brasileiras e não de empresas estrangeiras adquirindo ativos no Brasil, como ocorria no passado, disse a economista Agência Brasil.

A pesquisa revelou ainda que 32,8% das operações foram de negócios superiores a R$ 1 bilhão. No mesmo período do ano passado, as mesmas transações representavam 19,3% do total. São operações grandes que continuam acontecendo na crise. As operações menores acabam ficando um pouco retraídas devido ao clima de incerteza, afirmou Carolina Lacerda.

O setor de alimentos, em função das fusões da JBS Friboi com a Bertin e da Sadia com a Perdigão, liderou o movimento de fusões e aquisições entre janeiro e setembro de 2009, respondendo por 45,5% do volume financeiro. Em segundo lugar aparece o setor de papel e celulose.

A expectativa da Anbima é fechar o ano com números similares aos de 2007. Para 2010, o otimismo se mantém, uma vez que a crise tornou os ativos mais baratos. Além disso, o bom momento da economia nacional comparativamente de outros países e a realização, no Brasil, de eventos como a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016 estimulam o consumo e a movimentação de recursos. Então, a nossa expectativa é de um crescimento ainda maior em 2010, afirmou.

Carolina Lacerda disse ainda que deverão ser realizadas no próximo ano muitas operações de fusão e aquisição no setor bancário, principalmente de bancos médios, e aquisição de bancos estrangeiros por bancos brasileiros.


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