Agora você já pode ler a tribuna em versão FLIP
Ir para página inicial
  • Natal - 27°Natal - 27°

Natal

Natal, 24 de Maio de 2012 | Atualizado às 10:20

Z. Oeste lidera em número de casos

Publicação: 02 de Julho de 2011 às 00:00
tamanho do texto A+ A-

Valdir Julião
repórter

Em Natal, o último boletim epidemiológico da dengue, o de número 23, é datado de 22 de junho. Ele mostra que nove bairros da Zona Oeste continuam sendo aqueles com a "incidência muito alta de dengue: Alecrim, Bom Pastor, Cidade Nova, Dix-Sept Rosado Felipe Camarão, Guarapes, Nordeste e Quintas.
Júnior SantosPopulação coloca lixo em terreno baldio, ajudando a formar focosPopulação coloca lixo em terreno baldio, ajudando a formar focos

Além disso, o boletim da Secretaria Municipal de Saúde aponta que os bairros de Guarapes, Felipe Camarão e ainda Potengi, na Zona Norte, são os que apresentam o maior índice de infestação predial, acima de 4, quando o tolerável é abaixo de 1.

A chefe do Departamento de Vigilância em Saúde, Cristiana Souto, diz que apesar do trabalho dos agentes de endemia e estudos mostrarem "que 90% da população sabe se prevenir" contra a doença, nesses bairros "existe todo um contexto" que o fazem continuar como os bairros com mais incidência de dengue.

Um exemplo, segundo ela, é relacionado ao fato da população insistir em jogar lixo e entulhos em terrenos baldios. Ela admite que quando se realiza uma campanha de prevenção na mídia, a população até corresponde aos apelos e ao trabalho educativo, "mas depois ocorre um relaxamento natural" por parte das pessoas: "Existe todo um contexto ambiental, social e econômico".

José Roque Tavares recicla lixo vizinho a um terreno baldio em Felipe Camarão, próximo a antiga favela do fio. "Acho que 50% do problema é culpa da população mesmo", admite ele, enfatizando que sempre passa um carro coletor da Urbana na área, mas assim que sai, as pessoas voltam a jogar lixo na rua.

Em outra rua próxima, um morador fez o "muro" de sua residência com pneus. Levi Petrônio diz que população e poder público devem fazer a sua parte, mas entende "que não é só fazer propaganda e parar que ajuda", é preciso intensificar mais a presença dos agentes de saúde nos bairros.

Tavares disse ainda "que não sabe o que é dengue", porque nunca pegou a doença. Mas, informou que regularmente os agentes de endemia passam na área para borrifar a sucata em que trabalha com o veneno para matar o  mosquito da dengue.

 De acordo com a SMS, até a semana de número 23 foram notificados 1.560 casos de dengue na Zona Oeste, onde a população é de 187.376 habitantes e existe uma incidência de 832,55 casos por 100 mil habitantes. Das dez mortes registradas até o dia 22 de junho, duas tinham ocorrido na Zona Oeste.

Como tem uma população de 119.259 pessoas e lá foram registrados 1.009 casos de dengue, na Zona Oeste está a incidência maior da doença: 846,06 por 100 mil habitantes.

Os primeiros casos de dengue em Natal ocorreram em 1996, quando foram notificados 1.339 casos. Do ano de 1996 a 2003, a doença apresentou comportamento cíclico, com surtos epidêmicos em anos alternados. Em 2003 ocorreu o maior pico epidêmico, com 19.221 casos. A partir de 2004, segundo a SMS, essa característica cíclica não foi demonstrada. Mas, observou-se uma curva de crescimento que culminou com o surto de epidemia em 2009, com 15.584 casos. Em 2009 houve uma redução de 93,4% no número de casos em relação Aa 2008. Já em 2010 foram notificados 4.112 casos, com um incremento de 165% em relação a 2009.

Boletim

O boletim da dengue da Secretaria de Estado da Saúde Pública (Sesap) divulgado ontem, aponta que Natal acumula no primeiro semestre do ano 4.638 casos notificados de pacientes que contraíram o vírus da doença transmitida pelo mosquito aedes aegypti, de um total de 15.722 notificados casos em todo o Rio Grande do Norte. Desses, segundo a Sesap, foram confirmados 5.656 casos da doença.

Ao todo, dos 167 municípios do Estado, 99 estão com incidência alta em dengue.  Os outros municípios que apresentam altos números de notificações são: Mossoró (1.949), Parnamirim (1.237), Santa Cruz (623), João Câmara (575), São Gonçalo do Amarante (513), Macaíba (496), Nova Cruz (421), Pau dos Ferros (399) e São Paulo do Potengi (372).

Desde o início do ano até agora são 34 óbitos suspeitos causados pela dengue. Até o momento, 12 mortes foram confirmadas, duas foram descartadas e 21 ainda estão sob investigação.

Publicidade
  • 600 caracteres
  • separar os emails por vírgulas
  • 600 caracteres
  • Encontrou algum erro nesta matéria? Envie pra nós.

  • 400 caracteres

comentários

jacomegama@...02/07/2011 @ 16h05
Nao adianta somente a populacao fazer a sua parte. Na rua Ranieri Mazilli em Felipe Camarao existe uma sucata a ceu aberto, onde ate onibus sao desmontados no meio da rua, em frente as casas dos moradores. Alem de dificultar o acesso dos proprietarios, as pecas dos desmanches permanecem durante varios dias ao relento, juntanto água e transformando-se em criadouros do Aedes Egypt. Ja foram feitas varias denuncias atraves das emissoras de TV e jornais locais, mas nao surtiram nenhum efeito. Tudo indica que o dono da sucata tem muita influencia politica, ja que os orgaos competentes nao querem incomoda-lo.
yasmimemct@...05/07/2011 @ 14h28
O grande indice de dengue em cidade nova se dá ao fato dos proprios moradores provocarem o proprio lixão, na rua que eu moro, na av. norte eu posso comprovar isso diariamente, 3 vezes por semana passar a coleta do lixo, mais ainda sim, a populacão coloca o lixo no pé do morro,. fico indignada com isso. por causa de um todos pagam.
bo.stridsberg@...02/07/2011 @ 09h46
Bed net distribution rises dramatically as malaria rates drop | UN Radio www.unmultimedia.org A record 70 million bed nets were distributed in the past 12 months as the Global Fund to Fight AIDS, Tuberculosis and Malaria ramps up its efforts to fight the deadly disease. há 2 horas · Compartilhar
Publicidade
Tribuna do Norte