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Doidos uns pelos outros

Marcelo BarrosoBOTECO - Apesar da total falta de atrativos na decoração, casa tem bom atendimento, bebida gelada e petiscos
06/02/2009 - Tribuna do Norte


A cultura do boteco ainda não é forte em Natal como em outros centros - Rio de Janeiro, por exemplo - mas aqui e acolá surgem lugares que fazem do seu balcão um verdadeiro point. No caso do bar de Ednaldo Brito, o Naldinho, criou-se uma clientela não apenas fanática, mas “doida” pela casa. É tanto, que o boteco localizado em Ponta Negra foi batizado de Bar dos Doidos, sem o menor receio. “A própria clientela quis assim, e pegou”, conta o proprietário. Não à toa, uma placa figura na parede interna do bar, com os dizeres: “Aqui somos todos loucos uns pelos outros”.

O bar tem seis anos, mas só de três anos para cá recebeu a atual denominação. “Foi uma brincadeira que surgiu entre a clientela. Todo mundo que vinha aqui era ‘doido’ por alguma coisa, seja futebol, cerveja ou mulher. Então se chegou à conclusão que aqui era um bar de doidos!”, explica Naldinho sobre a origem do nome.  O bar em si é de uma total simplicidade. Pequeno, cercado por cadeiras de plástico, e ao centro uma televisão apoiada em engradados de cerveja, eternamente sintonizada em algum jogo de futebol. Os sábados e domingos são dias mais cheios – juntamente com as quartas. Dias de jogos badalados também enchem a casa. Vale ressaltar que o bar é território franco de torcedores do Fluminense. 

A receita para atrair tantos “doidos”, segundo Naldinho, foi a boa mistura de “atendimento, cerveja gelada e o melhor tira-gosto da cidade”, ressalta. Aliás, todo o cardápio foi montado pelo próprio Ednaldo – que, como caicoense nato, deu bastante destaque aos petiscos regionais. Uma cara nordestina à cozinha de botequim. Podem ser achadas iguarias como paçoca com feijão verde e arroz de leite; costeleta de porco com macaxeira; panelada com buchada; lingüiça do sertão; carneiro com macaxeira; arrumadinho de charque; tucunaré frito com salada e farofa; queijo na casca, e o carro-chefe, o caranguejo de Caicó no coco (chamado de “doidejo”). E há ainda os caldos, em variedades de cação, camarão, mocotó e ova de peixe.


Doidos no Carnaval

As bebidas mais pedidas para acompanhar são a cerveja estupidamente gelada ou uma quente dose de cachaça, segundo Naldinho. O culto dos “doidos” saiu das conversas entre as mesas e o balcão e até já ganhou as ruas; pelo menos no carnaval. O bar já tem até um bloco carnavalesco, chamado, é claro, Bloco dos Doidos. Este será o 2º ano em que eles ganharão as ruas de Ponta Negra, saindo domingo e terça-feira – com concentração no bar – e se dirigindo ao Ponto Sete. O bloco conta com camiseta e tudo mais. Tem doido para todas as horas.


Serviço:
Bar dos Doidos. Aberto diariamente, a partir das 8h. Ponta Negra, na rua do Praia Shopping.



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