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Grande imprensa critica demissão de Lina Vieira

14/07/2009 - TN Online

Publicada às 13h12


A secretária da Receita Federal, Lina Vieira, se encontra reunida nesse momento, em Brasília, com os dez superintendentes do órgão. Sete deles apresentaram à Secretária pedido de demissão dos seus cargos em solidariedade à demissão de Lina pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega.

Lina Vieira agradeceu o apoio e pediu que os superintendentes permanecessem nos cargos, ressaltando que todos vêm realizando um trabalho na Receita Federal.

Até o final da tarde de hoje Lina será recebida pelo ministro Guido Mantega, quando será comunicada oficialmente de sua demissão.

Hoje os jornais da imprensa do sul e sudeste, nos editoriais, destacaram o trabalho realizado pela Secretária da Receita Federal.

O jornal Estado de São Paulo disse, em editorial, sob o título “Receita Perigosa”,  diz que,  “Se esperava uma secretária mais discreta e mais obediente às suas orientações, Mantega certamente se decepcionou. Lina Maria Vieira anunciou e pôs em marcha uma fiscalização mais severa das instituições financeiras. Não desagradou só aos banqueiros. Empresários de outros setores se queixavam de ter pouco acesso à Receita para discutir as questões de seu interesse.”

O jornal conclui o editorial afirmando que “Restam, portanto, poucas explicações críveis para a demissão de Lina Maria Vieira. A nova secretária não se mostrou dócil e disposta a viver à sombra do ministro. Com personalidade própria, criou atritos dentro e fora do governo. Um desses atritos foi com certeza decisivo. Ao contestar o critério contábil da Petrobrás, a Receita colidiu com a maior estatal brasileira, responsável pela maior parte do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) e um dos itens favoritos da retórica político-eleitoral do presidente Lula. O conflito surgiu porque a empresa mudou a escrituração, trocando o regime de competência pelo de caixa. Com isso, poderia expurgar parte de seus ganhos do lucro tributável e ganhar cerca de R$ 4 bilhões. A Receita contestou a mudança. A empresa, segundo o Fisco, deveria ter mantido o sistema adotado no começo do período fiscal. Esta é uma discussão para especialistas, mas o ministro da Fazenda condenou publicamente, e sem demora, a ação da Receita. Consequência inevitável: se a Petrobrás pode, por que não qualquer outra empresa? O ministro parece nem ter percebido esse pormenor. Com a demissão da secretária, a CPI da Petrobrás, com instalação prevista para hoje, tem mais um motivo para incluir aquele episódio em sua pauta. É um bom assunto para discutir com o ministro da Fazenda.”



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Comente esta notícia | Ler Comentários (2)
jms.barros@... | 14/07/2009 - 17h20
O Presidente Lula era para ser condenado por roubo, fraude e formação de quadrilha.

nisiagalvao@... | 14/07/2009 - 17h40
Pois é... Quem tem competência não consegue se estabelecer no governo do PT! Lina, vc. é motivo de orgulho para nós!!!!!

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