PARALISAÇÃO - Fim da greve na Saúde foi votado pelo servidores estaduais em assembléiaApós 38 dias de paralisação, os servidores em saúde do Rio Grande do Norte votam pelo fim da greve. Na assembléia realizada na manhã de ontem, em frente ao pronto socorro do “Clóvis Sarinho”, a maioria dos servidores votou a favor do fim da paralisação. Às 10h55, a greve estava suspensa. Por mais de um mês, os grevistas denunciaram o desabastecimento nos hospitais, a falta de pessoal e as más condições de trabalho.
No dia 26 de novembro, o Governo do Estado enviou um ofício aos sindicatos dos servidores da saúde, SindSaúde, e dos médicos, SinMed, apresentando atendimento parcial à pauta proposta pelos grevistas. O Governo se comprometeu em pagar os salários atrasados a partir de dezembro deste ano. Serão dez parcelas mensais pagas, inicialmente, para os servidores com faixa salarial de até R$ 500,00.
A promoção de um nível para todos os servidores e os conseqüentes resultados financeiros, também foram aceitos pelo governo. Os servidores não serão prejudicados salarialmente neste período de paralisação, ou seja, não haverá descontos salariais referentes aos dias de greve.
As negociações em relação ao reajuste salarial de 23% serão retomadas somente em março de 2009. “Em março, devemos estar prontos para a luta. Temos que ter reajuste salarial. Se não acontecer a negociação, será necessária uma greve”, disse a enfermeira Simone Dutra.
Sônia Godeiro, coordenadora do Sindicato dos Trabalhadores em Saúde do Estado, esteve à frente da greve e se emocionou ao relembrar os 38 dias de luta dos servidores. “É a primeira vez que a gente luta contra o desabastecimento e más condições de trabalho. Pela primeira vez, também conseguimos colocar um juiz aqui dentro e a imprensa caminhou por dois dias no hospital. Isso é uma vitória”, afirmou Sõnia Godeiro no discurso que antecedeu à votação.
A coordenadora explicou que não estava completamente satisfeita, porém estava feliz com as conquistas. “É uma das maiores greves que já fizemos e estamos felizes por ter conseguido denunciar o caos na saúde pública. Nós nos unimos para ajudar a população também. E a nossa luta continua”, conclui Sônia.
Desabastecimento
José Wilson, diretor administrativo do Sindsaúde, relatou que “a greve é um instrumento de luta, mas não é um instrumento por si própria. Nós somos a vanguarda do movimento que mostra para a governadora que nós mudamos. Não devemos lutar só na greve”.
A falta de medicamentos na farmácia dos hospitais ainda é uma realidade. “O desabastecimento no Walfredo Gurgel continua e o material que tem chegado é de péssima qualidade. Continua faltando materiais essenciais, como o algodão”, comentou Nabucodonozor de Oliveira, auxiliar de infra-estrutura do Hospital Regional de São José de Mipibú. O diretor de comunicação do Sindsaúde, Paulo Martins, comentou sobre o problema da falta de espaço para atender os pacientes. “Ter pessoas nos corredores é um problema crônico e vai continuar”.
O sindicato dos médicos decidirá em assembléia na segunda-feira se continuam em greve ou aceitam as propostas do Governo Estadual.
Siga-nos Novo
VC Notícia
| JULHO | ||||||
| Q | Q | S | S | D | S | T |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| Outros meses... | ||||||