MUSEUS VIRTUAIS - Professor Aquiles Burlamaqui diz que o site é auto-explicativo Já está no ar em fase experimental o site do Grupo de Trabalho - Museus Virtuais (www.natalnet.br/gtmv), que tem a proposta de criar ambientes virtuais em três dimensões para todos os tipos de museus, bem como para acervos pessoais. O projeto é fruto de uma parceria entre a Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN) e das Universidades Federais do RN e da Paraíba (UFRN e UFPB).
A proposta é criar um portal onde os visitantes, mais que obterem informações gerais sobre os museus brasileiros, possam entrar e percorrer um ambiente virtual criado pelos curadores e administradores dos acervos, conhecendo cada peça em exposição, inclusive com a opção de fazer uma visita guiada.
Outra novidade desse projeto pioneiro no Brasil e no mundo é que, ao entrar no site, o visitante pode criar um avatar (representação virtual de si mesmo, escolhendo as características da animação, como sexo, cor do cabelo e da pele, entre outras) para andar pelos corredores dos museus virtuais e conversar com outros visitantes que também estejam no mesmo ambiente virtual, visitando uma exposição.
O professor Aquiles Burlamaqui, docente do curso de Ciência da Computação do Campus de Natal e gerente do GT-MV na UERN, conta que o programa do site é auto-explicativo para que os curadores possam cadastrar seus acervos, criando seus ambientes virtuais, seguindo as instruções passo a passo.
Na versão que já está no ar, o visitante encontrará acervos do Núcleo de Arte e Cultura (NAC) da UFRN e alguns museus pessoais, e também poderá criar seu próprio ambiente virtual com fotos ou obras de arte, por exemplo.
O que está no ar é fruto do trabalho de uma equipe de cerca de 15 alunos e professores de graduação, mestrado e doutorado das três instituições de ensino superior parceiras, coordenada pelo professor Luiz Marcos Garcia Gonçalves, do Departamento de Computação e Automação da UFRN. O representante da UFPB é o professor Guido Lemos. O GT-MV é financiado pela RNP – Rede Nacional de Ensino e Pesquisa, organização social ligada ao Ministério de Ciência e Tecnologia.
Segundo o professor Aquiles, tudo o que foi feito até agora é resultado da primeira faze do projeto, que durou aproximadamente um ano e custou cerca de R$ 100 mil. Mais R$ 100 mil já foram aprovados pela RNP para o desenvolvimento da segunda fase. “Agora, pretendemos adquirir um scanner 3D, para gerar cópias virtuais tridimensionais dos objetos reais que compõem os acervos dos museus cadastrados”, revelou o pesquisador da UERN.
“Também poderão ser criadas versões virtuais para imortalizar exposições que passaram pelos museus cadastrados”, explica Aquiles.
Outras ferramentas que deverão ser desenvolvidas nessa segunda fase do projeto é o que os pesquisadores chamam de edição colaborativa, que permitirá que um mesmo ambiente virtual seja editado a quatro mãos, mesmo por pessoas que estejam em cidades, estados e até países diferentes.
Nessa próxima etapa, os pesquisadores também planejam melhorar as representações virtuais dos visitantes. “O avatar deverá sorrir, cantar e falar com uma voz virtual ou com a voz real do visitante”, conta Aquiles, acrescentando que, na versão que está no ar, as conversas no ambiente virtual se dão pela escrita.
“Fizemos o protótipo na primeira fase. Agora faremos um piloto. Para isso, o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) está em contato com um museu do Rio de Janeiro que, provavelmente, será o primeiro a ser cadastrado”, explica o professor da UERN, ressaltando que, no momento, o GT-MV tem foco nas instituições nacionais, mas com seu desenvolvimento pode vir a abrigar ambientes virtuais de museus internacionais também. No entanto, Aquiles destaca que esse cadastro deve ser de iniciativa dos curadores e administradores dos museus. “No Brasil existem mais de duas mil instituições museológicas. Não temos condições de cadastrar esses acervos, por isso estamos desenvolvendo um software livre e auto-explicativo”, alega.
Divulgação
Um dos pontos a serem trabalhados com prioridade nessa segunda fase do GT-MV pelos pesquisadores é a divulgação do projeto.
“Recentemente participamos de uma reunião no Ministério da Cultura, que nos pôs em contato como o Iphan. O Instituto será nosso parceiro, nos fazendo chegar aos museus”, conta Aquiles e continua: “Também esperamos que os internautas acessem o site, criem seus ambientes virtuais e nos dêem o feedback sobre o que podemos melhorar para tornar a edição ainda mais acessível”.
“O avanço do projeto é o que dirá se o site será dividido entre a parte institucional e de acervos pessoais ou se criaremos outro portal apenas para museus individuais. diz.
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