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Internacional

Natal, 18 de Março de 2010 | Atualizado às 12:12

Dubai admite incapacidade de pagar dívidas e assusta mercados

Publicação: 26 de Novembro de 2009 às 10:28
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Dubai destacou a incapacidade para honrar suas obrigações financeiras ao pedir uma moratória da dívida da jóia de sua economia, a Dubai World, e a notícia agitou os mercados financeiros no mundo. O anúncio já afeta os mercados na Ásia, onde as obrigações islâmicas, conhecidas como Sukuks, recuaram 15% nesta quinta-feira. O emirado, atingido em cheio pela crise financeira após anos de crescimento ininterrupto, indicou na noite de quarta-feira sua intenção de pedir aos credores de seu conglomerado Dubai World seis meses de moratória para o pagamento de uma dívida.

A Najeel, uma das gigantes do setor imobiliário do emirado, que controla a Dubai World, deve pagar em dezembro quase 3,5 bilhões de dólares de dívida sob a forma de obrigações islâmicas. No dia seguinte ao anúncio, a agência financeira Moody''s baixou a nota de seis importantes companhias do governo de Dubai. A Standard and Poor''s também reduziu a classificação de cinco companhias do emirado, dizendo que o anúncio de quarta-feira representa o fracasso do governo de Dubai em dar apoio financeiro oportuno a uma companhia do primeiro plano.

O anúncio do governo de Dubai foi efetuado após o fechamento do mercado financeiro de Dubai por um longo fim de semana com a festa muçulmana Aid al Adha, o que não impediu que o valor das obrigações emitidas pela Najeel em 2009 caísse 27%, segundo o banco de investimentos EFG-Hermes. A dívida total de Dubai foi calculada em 80 bilhões de dólares em 2008, dos quais 70 bilhões correspondentes a companhias públicas. A Dubai World ficou com 59 bilhões de dólares deste total. Dubai deve pagar 13 bilhões de dólares de dívidas em 2010 e 19,5 bilhões de dólares em 2011. Paradoxalmente, o anúncio de Dubai foi feito após a venda de cinco bilhões de dólares em bônus do Tesouro do Emirado. Dubai indicou que estes bônus não seriam utilizados para apoiar a Dubai World, que deve ser reestruturada pela empresa britânica Deloitte.
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