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Acidente abre confronto político

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Brasília (AE) – O desabamento do viaduto Guararapes em Belo Horizonte, obra do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) prometida para a Copa do Mundo, abriu um confronto político entre o governo federal e a oposição acerca da responsabilidade do episódio. Ontem, a ministra do Planejamento, Miriam Belchior, responsável pela coordenação do comitê gestor do PAC, saiu a campo para dizer que a responsabilidade pela fiscalização da obra é da Prefeitura da capital mineira, governada por Márcio Lacerda, correligionário do candidato a presidente Eduardo Campos (PSB), adversário da presidente Dilma Rousseff na sucessão presidencial.”Nós, aqui de Brasília, não temos condição de saber como foi o desenvolvimento da obra, muito menos sobre as causas que fizeram com que ocorresse essa queda do viaduto”, afirmou.

A ministra ressaltou que a responsabilidade do governo federal é garantir os recursos necessários para a execução da obra. “A elaboração do projeto de engenharia, a licitação, a contratação e a sua fiscalização são tarefas de quem está executando a obra, que no caso é a prefeitura”, disse. A ministra ponderou, entretanto, que ainda é cedo para apontar qualquer responsável pela queda.

#SAIBAMAIS#Na noite após o acidente, Lacerda (PSB) afirmou que houve erro na construção, mas evitou levantar hipóteses sobre responsabilidade do caso. “A obra teve seu projeto acompanhado por nós. O projeto não foi feito pela Prefeitura. Foi feito pela empresa que ganhou uma licitação para isso, um empresa renomada, de muita tradição, de grande porte e de sucesso no mercado”, disse.

O presidente do PSB em Minas Gerais, deputado Júlio Delgado, disse que não se pode culpar o prefeito de Belo Horizonte ou o partido. Ele defende que o caso seja apurado para responsabilizar as pessoas certas, sejam autoridades, técnicos da prefeitura ou a empresa contratada. “Responsabilidade, alguém tem que ter. Não adianta todo mundo querer lavar as mãos agora”, afirmou.

A fala de Belchior levou o PSDB também a se manifestar, uma vez que o Estado é o reduto eleitoral do senador Aécio Neves (MG), também candidato a presidente contra Dilma. O candidato a vice na sua chapa, senador Aloysio Nunes (PSDB-SP), disse que a ministra foi precipitada ao frisar que a responsabilidade pela obra é da prefeitura. Ele defende a apuração rigorosa dos fatos antes de qualquer conclusão. “Ela perdeu a oportunidade de ficar quieta”, disse.

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