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Ministro reconhece dificuldades

PETRÓLEO - Chávez oficializa acordo com governo bolivianoBrasília (AE) – O ministro das Relações Exteriores, Celso Amorim, reconhece que uma das limitações do Mercosul até hoje foi não ter conseguido atender de maneira mais dinâmica as expectativas das economias menores do bloco – Uruguai e Paraguai. “Nós e eles acreditávamos que com instrumentos tarifários resolveríamos isso. Mas infelizmente não foram suficientes”, explicou.

Para o ministro, faltam políticas industriais e de compras governamentais para esses países. “Seja para vender para o exterior ou para os países maiores do Mercosul. Mas isso é uma verdadeira revolução cultural na própria burocracia e no empresariado que leva tempo”, disse, depois de participar de uma reunião da Organização Internacional do Trabalho (OIT).

O ministro adotou um tom mais evasivo, contudo, ao comentar a ameaça do presidente uruguaio, Tabaré Vásquez, de deixar o Mercosul. Amorim ressaltou, no entanto, a importância da permanência do parceiro no bloco. “O Brasil valoriza muito o papel do Uruguai por ser um país com uma consciência jurídica importante para a personalidade do Mercosul. O Brasil acha que o Mercosul só é o Mercosul porque tem os países pequenos.

Não é apenas uma união econômica, é uma união política. E nesse sentido, a presença dos países menores é fundamental como foi na Europa”, disse.

O ministro, no entanto, garantiu que o Brasil não interferirá em problemas bilaterais, como a disputa entre o Uruguai e a Argentina para a construção de uma fábrica de celulose na fronteira entre os dois países.

“Nós entendemos que há um forte sentimento que este é um tema bilateral. Acho que é preciso deixar as partes se entenderem porque não é um problema que decorra da própria mecânica do Mercosul”, argumentou. Para Amorim, a integração sul americana é “a única maneira” de garantir a presença efetiva dos países da região no mercado internacional. “Na América do Sul se não formos capazes de construir este bloco nós vamos agir de maneira fragmentada e em prejuízo nosso”, alertou o chanceler. “O Brasil é um país grande mas, do ponto de vista das grandes economias, não é tão grande quanto necessário para enfrentar esta luta.

Por isso, é do nosso interesse, e dos outros (da região) também, sermos capazes de agirmos juntos, somar forças e ter sinergia”, afirmou.

A falta de interesse de países como o Uruguai, que está de olho na Alca, enfraquece o pacto econômico dos países sul-americanos.

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