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Direita em marcha unida

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[Instagram @alexmedeiros1959]

O domingo no Brasil foi marcado pela gigantesca manifestação do ex-presidente Jair Bolsonaro na Avenida Paulista, em São Paulo, e que repercutiu no mundo todo com manchetes em sites europeus e americanos e nas capas de jornais desde a segunda-feira.

Não cabe dizer que foi uma demonstração de força política, porque isso Bolsonaro já havia demonstrado quando se elegeu presidente da República e garantiu a vitória de governadores, senadores e deputados por todo o Brasil.


O que ele fez domingo reunindo aquela multidão foi comprovar mais uma vez sua enorme popularidade e sua dimensão de fenômeno de massa. É de fato um dos maiores líderes populares da América Latina. Isso é inconteste.

Foi um evento em que vimos literalmente a grande avenida paulistana faltar chão, porque as ruas paralelas, como a Alameda Santos, se abarrotaram de gente que não cabia mais na artéria principal.

Os grandes destaques foram os discursos do governador paulista Tarcísio Freitas e do pastor Silas Malafaia; este último mandando um duro recado ao presidente Lula e ao ministro Alexandre de Moraes, com adjetivos pesados e ferinos.

Jair Bolsonaro, por sua vez, optou pelo equilíbrio verbal num discurso destacando suas ações quando presidente e acusando a perseguição pessoal e dos seus seguidores investigados e condenados pelo julgo de Xandão.

A grande decepção do dia foi da esquerda, que torcia por chuva e esvaziamento, chegando a fabricar notícia falsa de que as torcidas organizadas de clubes paulistanos iriam para a avenida confrontar a militância de direita.

E o outro grande derrotado foi a velha grande imprensa do Sudeste, que tentou num malabarismo risível diminuir a força da massa humana que tomou conta da Paulista. No sábado já divulgava previsões de muita chuva na capital.

Publicou também que não havia impacto da manifestação nos hotéis em torno da avenida; que não se tinha notícia de caravanas de outros estados; que diversos políticos e lideranças conservadoras desistiram de participar do ato.

Quando o sucesso da manifestação já corria o mundo (sem precisar da repercussão dos grupos Folha ou Globo) se decidiu dar ouvidos aos militantes da USP, que reduziram o número da multidão numa suposta pesquisa.

A velha USP, estrutura fabril de militância marxistas e similares, é aquela mesma que realiza palestra para mulheres com próstata e homens com útero. De lá brotam teses de mestrado e de doutorado embasadas na filo-escatologia.


Ontem bem cedo, disseram que a multidão perdeu para a transmissão do futebol, num misto de decepção e de catalisação do ato realizado numa rua de São Paulo e comparado à audiência de um país continental. Que desespero.

Só faltaram uns gráficos do Datafolha e do Ipesp mostrando o “fracasso” de Jair Bolsonaro em relação aos públicos do comício das Diretas, do enterro de Senna, da parada gay de 2005 e das vigílias do PT, em 2018, na carceragem da PF em Curitiba. Concluí a coluna às 17h de ontem e o ato na Avenida Paulista continuava repercutindo pelo mundo.

Discurso
Quando se trata de eloquência, poucos se igualam à formulação verbal de padres e pastores. E o pastor Silas Malafaia deu o recado que ninguém ao redor de Bolsonaro daria. Fez um discurso DDD – Duro, Direto e Didático.

Nazipetismo
Do portal polonês Visegràd 24 sobre a face antissemita e totalitária do governo Stalinácio Lula: “Nomeou o ex-governador comunista, Flávio Dino, ministro da Justiça em 2023 e depois em 2024 nomeou juiz do Supremo Tribunal Federal”.

Esquerda
Noutros tempos, quando a esquerda de Pindorama se movia pela razão e não pela afetação, seus líderes já teriam lido e debatido a análise do filosofo de esquerda Vladimir Safatle, “Como a esquerda brasileira morreu”, no El País.

Constrangimento
A interpelação do jornalista português Sergio Tavares em Guarulhos foi para constranger pela entrevista que ele fez dias antes com Bolsonaro. Mandaram a PF dar um troco por ele ter dito que o STF não tinha jurisdição em Portugal.

Oposição
De Almir Pazzianotto: “É impossível negar a importância da manifestação popular na Av. Paulista. Centenas de milhares de homens e mulheres, de forma pacífica, colocaram-se contra a esquerda petista que destrói o País”.

Faixas
A multidão atendeu a solicitação de Jair Bolsonaro para não levar faixas e cartazes com temas políticos e partidários. Mas um cearense exibiu: “Meninos usam azul, meninas usam rosa, ladrão usa vermelho e ditadores usam toga”.

Segurança
Poucos dias depois da fuga espetacular na prisão de segurança máxima de Mossoró e de diversos bandidos noutras regiões, um “potente” Ford Focus superou a barreira e os militares do Palácio da Alvorada e quase o invadiu.

Cocaína
Só ratificando a informação e o BO: no avião da Ethiopian Airlines em que um traficante tinha 96 cápsulas de cocaína no estômago, estavam os ministros de Lula, Anielle Franco, Sílvio Almeida, Vinícius de Carvalho e Wellington Dias.

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