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A deputada e o macaco

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[Instagram @alexmedeiros1959]

Useira e vezeira na chata arte da patrulha ideológica, a deputada federal do PSOL, Sâmia Bonfim, subiu nas tamancas internéticas por causa de uma charge do cartunista e advogado israelense Jonathan Majburd, em que Stalinácio Lula é retratado como um chimpanzé na selva gritando contra um “holocausto” em Gaza. A mulher rasgou o verbo e o adjetivo “racista”.

Na sua conta da rede X (ex-Twitter) ela escreveu: “Quando a conta oficial do governo de Israel mente descaradamente sobre a posição do presidente Lula a respeito do genocídio em Gaza, é isto que autoriza e incentiva: Um “cartunista” sionista retratou Lula como um macaco”.


Dona Sâmia diz que o traço do desenhista “reafirma o caráter colonialista e racista do apartheid que Israel promove em Gaza”. E soleniza o besteirol do chefe petista como fazem seus discípulos: “o discurso de Lula incomodou porque colocou o dedo na ferida e obrigou a comunidade internacional a se movimentar pelo cessar fogo”.

Tadinha, nem percebeu o ridículo a que foi exposta a imagem já tão depauperada pela delinquência histórica do seu partido. A verborragia nazipetista só conseguiu o apoio dos canalhas comunistas que governam com tirania e corrupção Cuba, Venezuela, Bolívia e Colômbia.

Na ânsia ideopatológica do vitimismo esquerdista, ela acabou apresentando o chargista ao universo dos seus quase 700 mil seguidores na rede de Elon Musk, gerando uma enxurrada de críticas e ironias de causar gargalhadas.

Muitos questionaram o porquê de classificar como racismo uma charge dirigida a um homem branco. “Racista? Não entendi. Explique”, alguém postou. E logo seguido por uma picardia que se multiplicou na timeline da irada parlamentar.

“Concordo com você, Sâmia, isso é crime”, disse um, completando, “mas contra o macaco”. Outro disparou: “o que o macaco fez pra merecer isso?”. E mais um ajambrou na ironia: “Chama o Xandão. Isso já virou macacofobia”.

Uma garota foi direta: “eu sou contra o que fizeram com o chimpanzé. O pobre animal foi comparado com um corrupto, nazista e descondenado”. E um boy arrematou: “prisão nesse cartunista, cadê o Supremo? É golpe no macaco”.

Entre piadas e críticas desaforadas contra a própria feminista psolista, sobraram pancadas no presidente Lula, chamado de racista, antissemita e nazicomunista. E não faltaram colagens com ele de bigode e cabelo do Hitler.

Um perfil se dizendo estudante de ciências sociais declarou que “nem todo macaco é preto, mas todo macaco faz macacada e foi nisso que o artista pensou, quando fez a charge”. Isto posto, ele postou foto de um macaco albino.

Com ironia fina, uma mulher escreveu: “achei que você curtia desenhos, deputada… depende de quem ataca, né? Hipocrisia pura”. E inseriu charges que a mesma Sâmia Bonfim já havia publicado no Twitter contra Bolsonaro.

Até gozação inspirada no espiritismo apareceu. Um cara avisou que “em 1945 Hitler morreu e Lula nasceu. O diabo não dá trégua”. Foi a primeira vez que eu li insinuação sobre o demônio ter ingerência no sobe e desce da reencarnação.

“É só humor, mulher, manifestação artística. Lembra quando chutavam a cabeça do Bolsonaro de brincadeira? O pessoal adora brincar”, argumentou uma seguidora com uma bandeirinha de Israel no perfil. Deu pena da Sâmia.

Outra moça cutucou: “você tá muito nervosa, relaxe, coma um McDonalds”, no que foi seguida por um rapaz: “coma um nutritivo sanduba McDonalds Trump”.

Mas terrível mesmo foi a mensagem do próprio Twitter respondendo a acusação de imagem racista: “Nossa equipe de análise concluiu que a publicação não viola nossas diretrizes sobre símbolos ou discurso de ódio”.
Deu pena da Sâmia.

Barrado O primeiro presidente do Brasil, Deodoro da Fonseca, tomou posse em 15 de novembro de 1889. Desde então se passaram 134 anos e 3 meses até que um presidente brasileiro fosse proibido de entrar noutro país. Lula é outro patamar.

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