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A Pintura do Teatro

woden madruga [ [email protected] ]

Na gaveta dos papéis desarrumados encontro uma carta do teatrólogo Meira Pires (1928/1982), datada de outubro de 1980. Vai inteira:
“Natal, 10 de outubro de 1980

Meu querido Woden:
O velho coração, ainda vibra. Apesar da permanente recomendação médica para não me emocionar, eu estou satisfeito e por demais feliz com a graça que Deus me concedeu de um dia ver o velho Teatro com a pintura da inauguração naquele longínquo 1904: branco e rosa. E tem mais: a tinta é lavável, de primeiríssima qualidade e não mais cal com óleo de linhaça. Tudo isso eu consegui com a Funarte, como presente do meu velho idealismo à glória da Casa de Alberto Maranhão, cuja Medalha de Honra ao Mérito você ostenta dignamente.
Pela manhã, mandei a carta de Ascendino Leite à espera de que a divulgue, no domingo. Parece-me muito sério para mim e para o meu trabalho. Agora, escrevo-lhe para confidencialmente informar o seguinte:

  • Vou propor ao Governo a concessão da Medalha do Mérito Alberto Maranhão para as seguintes pessoas: Prof. Jarbas Bezerra, Dr. Manoel Rodrigues de Melo, jornalista J. Epifânio, Dr. Roberto Daniel Martins Parreira, Diretor Executivo da Funarte, e a Noilde Ramalho. Cinco medalhas, apenas.
  • Rogo não divulgar os nomes, agora. Desta feita, a entrega será no Teatro por ocasião0 da inauguração da nova pintura com um grande show com Elizete Cardoso ou Dick Farney, que será patrocinado pela Funarte. Aliás, a respeito desse show eu gostaria de conversar com você, depois, reservadamente.
    Sim, tem mais uma Medalha: o ex-Governador Sylvio Piza Pedroza. São 6 ao todo.
    Só você conhece os nomes e estes planos. Venha ver a pintura. É uma coisa linda que consegui com o meu velho idealismo para o nosso Teatro apesar de contar, apenas, com uma banda do coração. O resto, a luta continuada e tenaz acabou.
    Confio na publicação na carta de Ascendino e, também, na sua vinda, aqui, para uma conversa sobre o show.
    Um grande abraço do velho amigo
    Meira Pires”

Café Filho Para não esquecer: sábado que vem, 3 de fevereiro, é o aniversário de nascimento de João Café Filho. Canguleiro legítimo, nasceu na Ribeira, rua 15 de Novembro, ano de 1899. Líder sindical, rábula, jornalista, político. Deputado federal por vários mandatos, vice-presidente e presidente da República. Primeiro potiguar a chegar lá em cima. Foi, também, goleiro do Alecrim Futebol Clube. Faleceu no Rio de Janeiro em 20 de fevereiro de 1970.

Livro Temos livro novo na praça: “Memórias do Palácio dos Esportes Djalma Maranhão – 60 Anos”, organizado por Jamilson Martins, Roberto Cabral e Kolberg Luna, com prefácio do Prefeito Álvaro Dias. Estão reunidos 58 depoimentos de atletas, jornalistas, torcedores e frequentadores da famosa quadra da Praça Pedro Velho. Fotografias, também. Ótimas lembranças de jogos e espetáculos musicais. Concursos de miss, também.
Em suas páginas estão anotados nomes de mais de mil atletas que passaram por lá. É muita gente, muito fôlego. Logo no começo da lista encontrei o nome de Alex Nascimento, o bardo da rua São João (Lagoa Seca). Jogava futebol de salão. Hoje joga bozó pela madrugada, quando tem tempo.

Mais livro Quinta-feira que vem, 1º de fevereiro, vamos ter no Bar 294, da Avenida Deodoro, o lançamento do livro “Bandagália: o reinado da irreverência”, que conta a história de um dos mais queridos e saudosos blocos do carnaval natalense, coisa dos anos de 1980. Saudades.
O livro é de autoria do jornalista Rafael Duarte, prefácio de Vicente Serejo, e tem o selo do Sebo Vermelho. A folia começa às 19 horas.

Revista Saindo novo número (77) da Revista da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras, correspondente ao último trimestre de 2023. Diretor: Manoel Onofre Jr.; editor: Thiago Gonzaga. São 195 páginas de boa leitura: artigos, contos, crônicas, poemas, discursos.
A revista presta homenagem aos 80 anos do poeta e artista plástico Falves Silva, que é o autor da capa.

Camões Deu na coluna “Portugal-Giro”, de O Globo, edição de quarta-feira, 24:

  • Uma rara primeira edição do poema épico “Os Lusíadas”, com 452 anos, é a estrela da exposição na câmara (prefeitura) no Porto em homenagem aos 500 anos do nascimento de Luís de Camões.
  • Com uma vida cerca de lendas e especulações, é possível que poeta português tenha nascido em 23 de janeiro de 1524. 0E, por isso, a exibição inédita começa hoje, um dia depois do “aniversário”.

Manga Segundo a cronista Miríam Leitão, de O Globo, “A exportação de frutas brasileiras ultrapassou a marca de 1,2 bilhão de dólares em faturamento, um aumento de 26,73% em comparação a 2022. Em termos de volume, registrou aumento de 6%, equivalente ao envio de mais de um milhão de toneladas de frutas para o mercado internacional”.
Acrescenta: “A manga continua a liderar as exportações, mantendo-se como a preferida nos mercados globais, aumento de 51,52% em valor e 15% em volume: 266 mil toneladas. O melão ficou em segundo lugar, com 228 mil toneladas. ”

Zito Saldanha Será amanhã, segunda-feira, às 19 horas, na Igreja de Santa Terezinha, no Tirol, a missa do sétimo dia do falecimento do agropecuarista José de Paula Saldanha, também conhecido como Zito Saldanha ou Galego Saldanha, uma referência na agropecuária do Rio Grande do Norte e da Paraíba. Tinha 82 anos.

Chuva De terça-feira, 23, a sexta, 26, tem registros de boas chuvas nos sertões potiguares. Pelos números da Emparn, as maiores chuvas foram em Parnamirim e Fernando Pedroza, 81 milímetros, Viçosa, 64, Martins, 59, Portalegre, 54, Brejinho, 46, Parelhas, 33, Jardim do Seridó, 30. Em Serra do Teixeira, na Paraíba, tem uma acumulada de 97 mm. Em Crateús, no Ceará, de uma tacada só, 100 mm.

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