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Europa pela Direita

[Instagram @alexmedeiros1959]

Mais de 370 milhões de pessoas votaram domingo na Europa para renovar as 720 cadeiras que compõem o renomado e tradicional Parlamento Europeu, a grande casa legislativa que mantém em estado legal e prático a unidade geopolítica, econômica e social do velho continente.

E os resultados apurados ainda na noite de domingo confirmaram os prognósticos das pesquisas de opinião que davam ampla vitória aos partidos de direita e uma desidratação na esquerda. Já os partidos verdes praticamente sumiram.
Desde a quinta-feira, dia 6, que os cidadãos de 27 nações da União Europeia iniciaram a missão cívica de redesenhar com seus votos o novo mapa de poder dos partidos políticos que ocuparão os assentos do Parlamento Europeu.
E o que saiu das urnas é uma realidade com influência decisiva e fundamental para o futuro da unidade continental, hoje diante de grandes desafios nos diversos aspectos civilizatórios. O crescimento da direita e extrema-direita é um escarro na esquerda.
A Europa tem sido sacudida pelas consequências da crise econômica, da guerra na Ucrânia, da ameaça russa, do conflito Israel vs terrorismo, da incerteza quanto ao afastamento financeiro do Reino Unido e da influência direta das eleições nos EUA.
E sem falar nos debates sobre as questões climática e energética que colocam a região no centro nevrálgico das divergências que atropelam as negociações entre as partes. E ainda o lobby de globalistas e da imprensa engajada na cultura woke.
No quadro da apuração ascendeu o domínio dos grupos de direita, liberais, sociais-democratas e de centro. Nos resultados oficiais houve um aumento das forças de direita, principalmente na França, onde o partido do presidente Emmanuel Macron sofreu a maior derrota da história em se tratando de um governo.
A vitória do partido Renaissance, de Marine Le Pen, foi tamanha que levou Macron a dissolver a Assembleia Nacional e convocar eleições urgentemente. Na Espanha, a derrota da esquerda fez a ministra do Trabalho, Yolanda Diaz, se demitir ontem.
Na Alemanha, a direita solapou o segundo lugar do partido do chanceler Olaf Scholz (SPD) e se aproximou dos Democratas-Cristãos. Já na Áustria, a direita assumiu a dianteira e ultrapassou os democratas-cristãos, enquanto a esquerda se esborrachou.
Na Itália, o partido da primeira-ministra Giorgia Meloni se manteve na frente e segue forte como referência da direita no continente. O mesmo ocorreu na Hungria, onde o partido Fidesz, do primeiro-ministro Viktor Orbán, alcançou quase 50% dos votos.
Na Holanda a direita surpreendeu e encostou nos dois maiores partidos, o Trabalhista e o GroenLinks, atingindo 18%. Na Polônia que já tem a direita no poder, o partido de extrema-direita Lei e Justiça ficou em segundo num empate técnico de 37% x 35%.
Nos EUA, grande parte da imprensa destaca que o quadro político no Parlamento Europeu terá mudanças com a ascensão da direita, mesmo que a bancada de centro se mantenha firme como predominante. A campanha de Trump festejou o resultado.
No Brasil, o jornalismo mainstream tenta desde diminuir a vitória da direita conservadora usando o termo “extrema-direita” em desavergonhado cinismo de quem nunca usou “extrema-esquerda” para o movimento “Internacional Socialista”.
Faz tempo que intelectuais marxistas e pensadores democratas europeus alertam do perigo que corre a esquerda ao abraçar a cultura woke e teses escatológicas de agressão à moral cristã e aos preceitos ocidentais. O troco vem no ultranacionalismo.
Nas eleições de domingo, os grupos conservadores obtiveram fortes ganhos, como previsto nas análises. E os partidos centristas continuarão maioria no Parlamento Europeu, onde cada vez perdem mais cadeiras os comunistas e os ambientalistas.

Nas urnas A onda da direita que vem avançando pelo mundo está provocando sete pulos de ódio dos analistas e comentaristas do jornalismo mainstream. A direita avança no voto democrático das urnas apuradas pelo povo. Só um algoritmo freia essa onda.

Demissão Não foi apenas a ministra do Trabalho da Espanha quem pediu o boné após a vitória da direita no PA. O primeiro-ministro da Bélgica, Alexander De Croo, renunciou com os apenas 5,8% de votos do seu partido. Ele é um crítico voraz do governo de Israel.

Economia Do jornalista econômico Carlos Sardenberg, uma referência da big press: “Todas as expectativas pioraram. Esperam-se agora mais inflação e mais juros para este ano e para o próximo”. Aí, logo depois ele escreve “e se o B… (Bolsonaro) estiver certo?”.

Financiamento Telefones e redes sociais da campanha de Donald Trump não param de ser contatados por milhares de cidadãos querendo bilhetes para fazer arrecadação de fundos. Os coordenadores já querem dar um tempo nos rallys e passeios de apoio.

Candidato O ex-deputado Rafael Motta (Avante) surpreendeu quem apostava em seu nome como vice de alguns dos pré-candidatos já postos. Alguns guaxinins observadores da luta acreditam que ele tire votos dos três oponentes, principalmente entre os jovens.

Polêmica Não tenho lembrança de um processo de escolha de desembargador no Tribunal de Justiça do RN ter seu resultado questionado na alçada do Conselho Nacional de Justiça, que agora vai julgar uma suspensão da posse do escolhido já empossado.

Racismo Que bom que os agressores de Vinícius Jr. foram penalizados pela justiça espanhola. Eu continuo buscando uma explicação ao fato de não ter nenhum dos mais de 200 jogadores negros de La Liga fazendo denúncia de ataques racistas nos estádios.

Apostas Confusão de investimentos no Corinthians e suspeita na final da Copa do Nordeste estão atiçando a imprensa e as redes sociais. Já disse aqui que a enxurrada de “bets” no futebol brasileiro pode repetir o que ocorreu na Itália entre os anos 1980 e 1990.

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