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Estórias do fusca (239)

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É muito vasto o folclore em torno da figura de Amador Aguiar, fundador do Bradesco, personagem de destacada importância no cenário financeiro nacional, tanto pela argúcia, como pela modéstia…

Conta-se – por exemplo – que ele, já presidente do banco onde começou varrendo o chão, apanhava um clipe caído e o colocava na caixinha do funcionário mais próximo, sem dizer uma palavra, mas com a plena certeza de que esse gesto, partindo dele,  valia mais do que o discurso…

Tinha excentricidades, como o costume de não usar meias – o que não combinava com  terno e gravata, seu traje do dia-a-dia –  mesmo em ocasiões solenes, quando geralmente estava cercado de autoridades, banqueiros e grandes empresários.

Mas, tem uma estoriazinha – na qual não acredito, porque duvido muito que ele tenha chegado a tanto – pretensamente ocorrida nos anos setenta, durante um período de fusões entre bancos, no país: tinha corrido a notícia de que estava em vias de se concretizar uma nova fusão entre gigantes na área financeira, dessa vez, envolvendo o Bradesco e o Unibanco, este, alguns milhões de depósitos e operações de crédito menor que aquele, razão pela qual a informação era de que o conglomerado paulista estaria “engolindo” o  banco da família Moreira Salles…Uma operação dessa magnitude não é decidida duma só vez. A “batida do martelo” sempre é precedida por várias discussões entre os interessados, geralmente ocorridas em “campo neutro”. Um hotel, por exemplo. Dessa forma, consta que teve mais de um encontro entre os dirigentes das duas casas de crédito e foi por ocasião de uma dessas reuniões, que surgiu o comentário segundo o qual o poderoso, porém modesto chefão do Bradesco  – diferentemente do staff do Unibanco, que compareceu à bordo de seus carrões, como motorista fardado e tudo – teria chegado sozinho, sem auxiliares, sem guarda-costas e dirigindo seu próprio carro, um modesto Fusquinha…Que não era nem “do ano”, conforme a “resenha” na época.

Como se vê, é melhor deixar esta na área folclórica mesmo…
É DIFÍCIL IMAGINAR,
“SEU” AMADOR NUM FUSQUINHA…
P´rum banco inteiro, comprar,
Com financeiras e o resto,
Vir num carro tão modesto,
É DIFICIL IMAGINAR.
Prefiro considerar,
Como mito, essa notinha.
Vida regrada, ele tinha,
Mas, acho surrealista
Andar só,  sem motorista,
“SEU” AMADEU, NUM FUSQUINHA…

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