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Resiliência financeira como prioridade para sobrevivência dos negócios

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Danielle Mafra
Executiva ESG

Em tempos de mudanças velozes e intensas, a capacidade de resiliência tem sido destacada em diversos segmentos da vida. No dicionário, resiliência é definida como a capacidade de certos corpos voltarem à forma original mesmo depois de se submeterem à grandes esforços. Transcrevendo para um sentido mais figurado, pode-se dizer basicamente que se trata da capacidade de nos adaptarmos ou nos recuperarmos facilmente após um forte estímulo degradante. O termo tem cada vez mais também se relacionado com a economia, diante de instabilidades econômicas globais tais como as provocadas pelo pela pandemia da COVID-19, assim como também com as situações provocadas em caso de grandes catástrofes ambientais.


A resiliência financeira pode ser definida como a capacidade de evitar dívidas e construir um relacionamento saudável com as finanças. É sobre conseguir se adaptar com o recurso financeiro disponível até que novas despesas apareçam e que através do desenvolvimento da capacidade de resiliência financeira as empresas possam passar por dificuldades financeiras e ter força, foco e estratégia para se reerguerem mesmo frente aos obstáculos que nunca cessam.


Esse tema ganhou destaque agora no início de 2024 quando a carta de Larry Fink CEO da Black Rock, a maior gestora de fundos e ativos do mundo com mais de 10 trilhões de dólares sobre sua administração, ressaltou que a prioridade da estratégia das empresas deve ser o foco na resiliência financeira em complementação às estratégias de sustentabilidade corporativa.


Esse ponto de vista é muito relevante diante da falta de regulamentação e construção de diretrizes quanto às estratégias de ESG que possibilitem parametrizar quais os indicadores reais de impacto positivo nas finanças, no meio ambiente, nos aspectos sociais e na governança. Somado a isso, a difícil percepção no mundo dos negócios da desassociação de aspectos ideológicos principalmente nos indicadores de sustentabilidade e responsabilidade social.


Por fim, estejamos atentos à globalização que coloca o mundo na palma da mão e nos transporta para um cenário macroeconômico e geopolítico sempre muito dinâmico, em que a prioridade parece ainda estar centrada no capital, seja por que somente ele que pode possibilitar a transformação necessária e urgente do percurso do planeta, ou seja porque ainda não conseguimos estar verdadeiramente conscientes de que não se trata de combater as mudanças climáticas, pois elas vão acontecer numa velocidade cada vez mais crescente, mas sim de nos adaptarmos ao novo modo de viver com mais resiliência.

*Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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