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Bela porrada

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Rubens Lemos Filho

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Cometi equívoco com o técnico do ABC, Argel Fuchs. Quando questionei se ele deveria permanecer ano que vem com base em estatísticas comparativas com os seus lamentáveis antecessores, Fernando Marchiori e Alan All. Argel – sem ter me procurado para reclamar -, me faz agora, por dever de consciência, reformular meu ponto de vista.

Argel, no empate com o Juventude por 0x0, aparece sendo xingado por um torcedor e desabafa na dignidade dos homens verdadeiros, sem filtro, com força e a fibra do ótimo zagueiro que foi. O alambrado do Estádio Frasqueirão é separado apenas por uma grade do banco de reservas e Argel é um estressado gaúcho típico. Daqueles de mandar refazer o churrasco se pedir bem passado e a carne vier gordurosa. Ao ouvir o xingamento, rebateu na canela da orelha do autor: “Tá, vou botar a minha mãe para jogar!”.


Poucas vezes -e foram raríssimas -, faço uma autocrítica pública com tanto prazer. Argel explodiu por ser um sujeito claro, legítimo, sem precisar de portador de recados e na minha trajetória de três décadas e meia de jornalismo, nunca me achei, porque não sou, inquilino da verdade, porque dono mesmo só Deus.


É bobo quem acha profissional de mídia acima do bem e do mal, sobretudo aqueles que querem ensinar médico a medicar, prefeito e governador a administrar sem ter o menor tino para as funções.


É claro, a comunicação também é uma atividade poluída, para ser educado, de analfabetos e arrogantes querendo ensinar aos que são preparados – de verdade – para o ofício.


Muitos, muitos, também em meu teclar bondoso, dos escribas de Instagram e Facebook dão facadas no idioma em tempo real e formam em tropas de choque de politicalha do litoral ao sertão.


Argel, pela fúria sincera com a qual se manifestou, provavelmente não foi bem informado sobre os jogadores (alguns apenas na titulação da Carteira de Trabalho), do pior time do ABC, seguramente, dos últimos dez anos, ainda sendo tolerante.


O ABC precisa dar a Argel a chance de montar seu time para 2024. Limpem a área, agora que o alvinegro perdeu um dos seus raros talentos, Fábio Lima e entreguem a Argel, que é aquele bruto que combina com sinceridade, a chance de montar um time decente.


Currículo, Argel tem. Jogando, de beque sem medo do estalar de divididas, foi campeão mundial Sub-20 de 1993 pela seleção brasileira, bicampeão gaúcho(1992/94) pelo Internacional, campeão da Copa Comenbol pelo Santos(1998), bicampeão português pelo Porto(1998/99), do Torneio Rio-São Paulo e da Copa dos Campeões pelo Palmeiras(2000), Taça de Portugal(2003/04) e Primeira Liga(04/05) pelo Porto.


Para quem diz que ele é perdedor como técnico, informo que Argel venceu o Campeonato Gaúcho e a Recopa Gaúcha pelo Internacional, o Campeonato Baiano pelo Vitória e o Catarinense pelo Figueirense.


Argel, ainda com essas barangas à mão, conseguiu, ao menos, devolver respeito ao ABC. Perdendo, perde lutando. A cova de 2023 é dos seus dois predecessores. Não vou perder a chance: bela porrada, Argel. E aqui, a coluna exulta pela reavaliação.

Jogo maldito Guarani x ABC domingo, em Campinas, ainda vale, em remotas chances, para o Bugre. É uma história que mistura grandes jogos com uma vergonha até hoje inexplicável em 2016 no Brinco de Ouro onde as equipes voltarão a se enfrentar.

Inexplicável O ABC enfiou 4×0 no Guarani em Natal pelas semifinais, os dois times já classificados para Série B. Quando todos pensavam na disputa contra o Boa Esporte na decisão, o ABC tomou inexplicáveis 6×0 em Campinas.

Frangos e expulsão Ficou ridículo o goleiro Edson tomando ao menos três frangos e o atacante Jones Carioca – destaque da campanha -, sendo expulso escandalosamente – ele fez o escândalo. Ninguém de dentro do clube na época fala sobre o assunto. Faz ouvido de mercador. Alguns insinuam que futebol é assim mesmo. Só se for em campeonato de penitenciária.

Imitação portenha Comparo aquele Guarani 6×0 ABC à marmelada de Argentina 6×0 Peru na Copa de 1978.

Triste A Argentina precisava fazer quatro gols de diferença para tirar o Brasil da final e, se fosse necessário, teria feito quarenta. Até hoje, fala-se em suborno de diversos peruanos. O goleiro Quiroga era Hermano naturalizado. A Copa 1978 foi imoral.

Brasileirão e apostas A reta final do Campeonato Brasileiro tem chamado atenção de muitos apostadores. Isso porque a competição segue em aberto, sem tendência definida e com Palmeiras, Botafogo, Grêmio e Bragantino mantendo disputa firme pela taça (Palmeiras meu palpite), deixando em polvorosa aqueles que gostam de realizar apostas online antenados até a última rodada.

Quase 80% Não por acaso, um estudo realizado por um site de apostas online, detectou que o Brasileirão é o campeonato preferido de 78,9% dos que gostam de fazer apostas. O torneio é o que possui a maior quantidade de jogos no calendário, o que é também um fator de satisfação para 65,5% dos entrevistados.

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