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Brasil para brasileiro

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Rubens Lemos Filho

[email protected]

Jânio Vidal
Jornalista


O Brasil tem que montar uma seleção com jogadores que jogam nos times brasileiros. Levanta a torcida e cria uma nova motivação, essa fórmula com os ‘estrangeiros’ só dá dinheiro para eles e frustração para os brasileiros.

Anote: os grandes comentaristas vão começar a defender jogadores dos times brasileiros a partir do próximo tropeço da seleção. E na próxima copa, se conseguir vaga – com muitos jogadores de times brasileiros – o Brasil vai voltar a ganhar títulos.


Não tem outro caminho. Essa fórmula atual morreu por inanição, falta de títulos e, the last, but not the least, falta de vitórias em jogos com adversários que sempre foram derrotados.


E os jogadores de times brasileiros na seleção vão aumentar substancialmente a torcida nos estádios brasileiros, a audiência na TV, no rádio, em postagens nas redes sociais, no faturamento para os times brasileiros e bons resultados econômicos para os patrocinadores.


PS. A coluna sente-se honrada pela presença do jornalista, professor universitário e superintendente da TV Tropical(Record) no Rio Grande do Norte. E mais: a coluna assina embaixo tudo o que Jânio Vidal escreveu. A foto que ilustra o texto é do Brasil campeão de 1958, só com craques atuando no país.

Pegando carona O Brasil vai à Copa do Mundo com carranca de Matutão. São 48 seleções. Se nem pela repescagem for capaz de passar, a Fifa aumenta o número de participantes para 64 equipes. É horrorosa nossa situação.

Defender não é feio O sempre mal-humorado técnico Fernando Diniz é competente para atacar. Mas não sabe se defender. Acha feio. Feio é só se defender. A defesa é um recurso do jogo e o Brasil tomou vareio nos contra-ataques. Usa o Fluminense para não cair de vez no ridículo, Diniz. E convoca o potiguar Ayrton Lucas. Joga por meio time que você convoca(mal).

Na frente Reclamam tanto da Federação de Futebol, achando que ela deve ser mãe e não mantenedora e organizadora de campeonatos, que ela deu uma lição nos clubes. O torcedor já sabe, desde a semana passada, qual o calendário para 2024, com abertura no dia 10 de janeiro.

Letargia A letargia de ABC e América poderá custar caro aos dois. O ABC nem pode dar a desculpa da Série B porque dela é o lanterna, o pior time, o fiasco. Deveria ter dispensado os pernas de pau contratados à época dos técnicos enganadores Fernando Marchiori e Allan Aal e dado chance efetiva aos garotos da base.

Meninada Descoberto um ou dois talentos, seria lucro imenso para o ABC que vai disputar a Pré-Copa do Nordeste contra o Sousa(PB) e não pode obter outro resultado que não seja a classificação. Nem o treinador, o ABC sabe quem será.

Orçamento O ABC não deve cair na esparrela de cortar o orçamento em percentuais exagerados para não correr o risco de pular da Série C diretinho para a D, onde já está o América. O ABC, às vezes confunde bom senso com lentidão.

SAF O mínimo que o Grupo Hipe, novo dono do futebol do América, deve oferecer à torcida é montar um ótimo time. Afinal, chegou aqui com um lero de 174 milhões de investimentos. Até agora, ninguém sabe, ninguém viu.

Arturzinho Conversa longa com a lenda do futebol de salão de Natal, Artur Ferreira, Arturzinho. Na verdade, bater papo com Artur é uma aula. Viajamos dos dribles de Jorginho e Cezimar, passamos pela geração 1950 que ele tão bem acompanhou no Estádio Juvenal Lamartine e sobre o esporte que ele mais amou. Arturzinho não volta ao futsal. Tem suas razões. Concordo com todas.

Eurico O documentário sobre o polêmico ex-presidente do Vasco, Eurico Miranda, no canal Globoplay é bom, mas como se previa, aparece muito valentão depois de sua morte. Vivo, duvido que alguns o criticassem com tanto sarcasmo, caso do presidente eleito, ex-jogador Pedrinho, meia-esquerda apenas razoável.

Economia Esqueceram de mencionar que, a SeleVasco campeã brasileira de 1989, foi montada com a venda de dois gênios: Romário para o PSV(Holanda) e Geovani para o Bologna (Itália). Para se ter noção do quanto os dois foram espetaculares.

Quem chegou Geovani foi o jogador mais caro da década de 1980 – US$ 8 milhões e Romário custou 6 milhões de dólares. O Vasco, então, contratou, nível de seleção brasileira de verdade e não da atual: Luiz Carlos Winck, Andrade, Boiadeiro, Tita, Tato e delícia das delícias: tirou Bebeto do Flamengo. O equatoriano zagueiro Quiñonez não vale porque jogava nada.

Quem estava As feras trazidas por Eurico Miranda juntaram-se à base qualificada com o goleiro Acácio, o lateral, meia e cracaço Mazinho, o valente volante Zé do Carmo, os habilidosos meias Wiliam e Bismarck e o matador Sorato, autor do gol do título na vitória de 1×0 sobre o São Paulo de Ricardo Rocha, Raí e Edivaldo dentro do Morumbi. Época boa, de provocar suspiros.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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