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Capitalismo consciente para iniciantes

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Danielle Mafra
Executiva ESG

Quando começo a escrever meus artigos para o público seleto do sistema Tribuna, penso que talvez conceitos tratados aqui possam ser amplamente difundidos entre os nossos leitores. E exatamente por isso, considerando uma massa crítica formadora de opinião, a qual é responsável por grandes transformações sociais (e eu acredito que a maioria, transformações positivas!), é que valido que conceitos simples possam ser transmitidos de forma simples e multiplicada por todos! Assim espero contar com você!


Ainda que fatos históricos descrevam pitadas do conceito de Capitalismo Consciente na idade média, foi em 2009 com o livro Conscious Capitalism de John Mackey que o termo começa a ganhar força. Por aqui, Thomas Eckschmidt, diretor geral do Instituto Capitalismo Consciente do Brasil, descreve o termo como uma “prática que usa a força das empresas para servir ao desenvolvimento da humanidade”.


Cultura e liderança conscientes, negócio desenvolvido a partir de valores e propósitos maiores do que simplesmente gerar lucro são os conceitos por trás do capitalismo consciente. Empresas que aderem ao conceito e seus pilares são aquelas que se preocupam com o impacto que causam no mundo e elas podem agir tanto para fins econômicos quanto para o bem-estar social.


Então por que os negócios num mundo competitivo e de crises globais da economia podem se beneficiar verdadeiramente da adoção desse conceito? Porque a mão de obra consciente e qualificada de millenniais (nascidos entre 80 e 90) preferem trabalhar em empresas que têm algo a oferecer à comunidade e não apenas naquelas que buscam lucro, sendo assim essa empresa atrai e retém mais talentos e porque um estudo da Havard Business Review, descreve que empresas que praticam o capitalismo consciente performam 10x melhor seja na área econômica, de logística e no relacionamento com sua cadeia de valor (fornecedores, clientes, colaboradores e comunidade em geral).


Contudo, apesar de ser um conceito simpático e conectado com as tendências contemporâneas do mundo dos negócios, realizar mudanças no modelo de gestão e na cabeça dos colaboradores e da alta liderança, pode ser um desafio aparentemente insignificante, irrelevante e não prioritário. Mesmo assim, atentos ao comportamento de consumo cada mais consciente e à necessidade de fazer parte de um grande ecossistema de prosperidade e de adaptação às irreversíveis mudanças climáticas e seus impactos, certamente seja a hora de começar uma transformação. Assim, minhas contribuições são para que não se busque copiar receitas que deram certo para outros negócios, pensem que essa tem que ser uma mudança PEP (do porteiro ao patrão), seja fiel aos seus valores pessoais e à expectativa dos seus clientes, avalie o que é realmente relevante para o seu negócio e sua marca, busque profissionais para te ajudar nessa construção e principalmente aproveite a jornada! Pois na minha opinião é a jornada o processo de maior aprendizagem e transformação e que muitos serão os pontos de chegada e de novas largadas.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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