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Coluna trocada

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A coluna de domingo passado, o ano findando, foi trocada. Ao invés de sair a escrita na antevéspera, 29, o lugar foi ocupado por um Jornal de WM de dezembro de 2021, com o mesmo título: “Papai Noel de Cascudo”. Essas coisas acontecem até no New York Times. A coluna que não saiu começa assim: “Luís da Câmara Cascudo, que ontem completaria 125 anos, não era muito fã do velhinho Papai Noel. Está dito e revelado numa de suas crônicas (“Actas Diurnas”) reunidas em “O Livro das Velhas Figuras”, volume X. A crônica é datada de 09 de janeiro de 1960, publicada no jornal “A República”. Ótima leitura”. Bom, o que o Mestre Cascudinho escreveu foi lido gostosamente. Sempre.

Acontece que as notas seguintes do Jornal de WM estavam atrasadas dois anos. Faltaram as novas da coluna sumida. Vou publicá-las agora, começando com uma mensagem que me chegou de Paris:
“Na noite do dia 25 caiu no meu presépio desarrumado uma mensagem do seridoense Margones Barros de Figueiredo, nascido em São Rafael, mas morando há décadas em Paris. A Tribuna do Norte, como se vê, também é lida no Quai de la Loire! Vejamos:
“Caríssimo Woden,
Pegando carona na sua coluna do dia 23, falando sobre o aniversário, dia 30, do Mestre Cascudo, cabe registrar que o mesmo, menino de calças curtas, vindo da cidade do Coronel Cascudo (seu genitor), cidade de Campo Grande, para estudar na cidade onde nascera, ficavam ambos hospedados nos alpendres da Casa Grande da Fazenda Lágea Formosa, no município de São Rafael. Era a fazenda do Coronel Luiz de Barros (meu bisavô).
Lembro, também, que os dois grandes homens eram Coronéis da Guarda Nacional, com o mesmo título-patente: Tenentes-coronéis do Alto-Comando do 23º Batalhão de Infantaria. Quanto orgulho…
Abraços e mais abraços”
Margones Barros”


A outra nota sumida dava conta de um livro, assim:

“Destaque especial em todos os presépios para o livro “Estrelas de Couro – A estética do cangaço”, de Frederico Pernambucano de Melo, que sai agora em 4ª edição. Belo projeto gráfico, começando pela capa, páginas com ricas ilustrações. Viva a xilogravura, a cara e a alma do sertão nordestino. O prefácio é de Ariano Suassuna.

Na bibliografia são citados dois grandes autores potiguares: Luís da Câmara Cascudo e Oswaldo Lamartine de Faria.

Jornalismo setentão

Confiro na folhinha da parede que neste começo de 2024, este velho e já cansado escriba está fazendo 70 anos de jornalismo, carteira assinada. Faz tempo, gente. Sete décadas. Tudo começou em 1954 no Diário de Natal, redação na descida da Rio Branco, olhado para o muro dos fundos do Ginásio Salesiano, já no bairro da Ribeira. O jornal era dirigido por Edilson Cid Varela, gerente José Cavalcanti Melo, secretário da Redação (hoje, editor), Xavier Pinheiro. O articulista, Américo de Oliveira Costa. Edgar Barbosa, o cronista. Completo o trio com o cronista Aderbal de França, o Danilo. Três grandes prosadores.
Na redação, imprensada entre as salas da direção, gerência e oficinas, vou me lembrando de alguns nomes: Luís Maria Alves, Domício Ramalho, João Meira Lima, Sebastião Carvalho, João Neto. Comecei “traduzindo” (reescrevendo) telegramas das agências Meridional e United de Press. Depois, repórter policial. Apenas um ano no jornal. Em 1955 fui servir ao Exército. Liberado da caserna, começo de 56, vim para esta Tribuna do Norte, redação dirigida por Waldemar Araújo; José Gobat Alves, gerente. O principado de Aluízio Alves.

Foi uma temporada de apenas 2 dois anos, pois em 1958 voltava para o Diário de Natal/O Poti, onde permaneci até o começo de 1964, retornando de novo a TN, portas abertas para a Tavares de Lira. Lá se vão 60 anos de uma tirada só. Somando os dois períodos, são 62 anos de TN, e 8 de Diário de Natal. Ufa!
Saudades de muita gente querida.

Eleição

Além dos Jogos Olímpicos de Paris (julho e agosto), o ano de 2024 tem eleições no Brasil, 6 de outubro. Para prefeito e vereador. É muita emoção, muita. Basta acompanhar o que dizem, em suas colunas, os “analistas” políticos da aldeia. Especulações eletrizantes.

Augusto Severo

Para não esquecer: dia 11, quarta-feira que vem, noite de lua nova, é o aniversário de nascimento de Augusto Severo de Albuquerque Maranhão. Macaíba, ano de 1864. Pioneiro da aviação no Brasil, foi também jornalista, político, deputado federal, destacando-se na luta pela abolição da escravidão e no movimento republicano. Morreu em Paris, dia 12 de maio de 1902, quando da explosão do seu dirigível “Pax”. Tinha 38 anos de idade.
A praça, que tem o seu nome, localizada no bairro da Ribeira, que foi uma das mais bonitas de Natal, está completamente abandonada. Já faz muito tempo. A estátua dele ainda está de pé.

Carnaval

Deu na coluna de Ancelmo Gois, de O Globo:

  • A Decolar, empresa de viagens, acaba de analisar as tendências de viagem para o carnaval 2024. O estudo foi realizado com base na procura por pacotes de viagens nacionais e internacionais no site e no aplicativo da companhia.
  • Dos destinos nacionais, os brasileiros estão interessados em passar o carnaval em… Maceió, nas Alagoas. Depois do destino nordestino aparecem Rio de Janeiro e Salvador.

Chuva

Passagem de ano novo com chuvas nos sertões nordestinos. Mais foguetões no ar. No Rio Grande do Norte, as maiores chuvas foram nos municípios de Severiano Melo, 85 mm., Francisco Dantas, 81, Luís Gomes, 59, Tenente Ananias, 57, Caraúbas, 53, Portalegre, 44, Antônio Martins, 39. No dia 2, a chuva maior foi em Porto do Mangue, 130 mm. Em Macaíba, 113, São Gonçalo do Amarente, 80. Choveu em todas as regiões do Estado.
No Ceará vários municípios com mais de 100 milímetros, de uma tacada só: Missão Velha, 170, Pereiro, 165, Catunda, 157, Milagres, 143, Quixelé, 141, Mauriti, 116, Santa Quitéria, 114, Politerama, 113, Iguatú, 109. As maiores chuvas da Paraíba, no dia primeiro, foram nos municípios de Aparecida, 109, Uiraúna, 108, Vista Serrana, 96, Santa Terezinha, 86, Triunfo, 77, São José do Bomfim, 74, Taperoá, 54.

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