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Copa do Nordeste

Itamar Ciríaco
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Que linda festa dos torcedores alagoanos (foto). Somada isso a bela participação do CRB na Copa do Nordeste e o excepcional jogo na final contra o Fortaleza, no estádio Rei Pelé, em Alagoas. Confesso que senti um pouco de inveja. O nosso futebol potiguar também deveria nutrir o mesmo sentimento e, nem que pela força do ódio, se inspirasse um pouco nisso para crescer.

Eu sei que o Fortaleza foi o campeão, mas nada apaga o feito dos alagoanos. Eles deixaram Bahia e Ceará para trás. Ou seja, com organização, talento e garra foram até onde poderiam ir, superaram essa barreira e estiveram muito perto de erguer a taça de campeão regional.
No Castelão o Tricolor fez 2 a 0 e achava que tinha resolvido a parada. Nada disso. No Rei Pelé lotado foi a vez do CRB aplicar o mesmo placar. Decisões nas penalidades e o Fortaleza levou a melhor. Apesar da derrota, aplausos dos alagoanos. O Alvirrubro mereceu a homenagem.
Também agradeço ao CRB por comprovar minha teoria. Com um pouco de ousadia, clubes de menor investimento podem, eventualmente, furar a bolha dos clubes do Ceará, Bahia e Pernambuco na Copa do Nordeste. Dadas as diferenças financeiras, chegar na decisão e levar o ato final para a cobrança de pênaltis contra um clube que está na “crista da onda” técnica e financeira é um feito.
Tricampeão, o Tricolor cearense se junta a Sport e Ceará e se aproxima de Bahia e Vitória, maiores vencedores da competição, com quatro títulos. A equipe comandada por Juan Pablo Vojvoda também se classificou diretamente para a terceira fase da Copa do Brasil de 2025.

Recuperação

O empate heroico do ABC consolida o processo de recuperação da equipe na Série C do Campeonato Brasileiro. Os números provam isso. O Alvinegro deu um salto no aproveitamento e já não perde há quatro jogos. O gol, no finalzinho, contra o Figueirense, em Santa Catarina, também colabora para a recuperação da confiança de uma ídolo: Wallyson.

Matemática

A vitória do América sobre o Iguatu foi magra em campo, mas fundamental em termos matemáticos para a equipe passar de fase na Série D. Em determinados momentos da competição, a busca pelos três pontos supera o desejo do jogo bonito e da apresentação técnica perfeita. A bola na rede passa a ser o objetivo para evitar, inclusive, pressão sobre o trabalho que está sendo executado pelo técnico Marquinhos Santos.

Cerro Corá

Leio no blog do amigo Cesáreo (Terra da Xelita) que a equipe de Atletismo da cidade de Cerro Corá, disputou no final de semana em Niterói-RJ, o Campeonato Brasileiro de Atletismo categoria sub-20. O evento aconteceu nos dias 07, 08 e 09 de junho e com excelente participação dos atletas da cidade de Cerro Corá.

Os destaques de Cerro Corá:

João Arthur – 4º colocado no Decatlo sub-20 com apenas 16 anos. O mesmo ainda foi destaque no salto com vara, 100 e 400 metros, sendo escolhido a grande revelação na competição. Os outros destaques foram no revezamento 4×100 com Andrey Sebastian, Rafael Damasceno, Paulo Henrique e o garotoJoão Arthur, obtendo a 5ª posição entre os 16 participantes. Fechando as participações do Cerrocoraenses, Jorge Mizael obteve a 9ª posição nos 400 e 3º na categoria sub-18. Um verdadeiro celeiro de craques do atletismo.

Sub-15 E ainda dizem que não há interesse do público nas categorias de base. A TV FNF registrou 250 mil visualizações durante a temporada do Campeonato Potiguar Sub-15. Com 59 partidas transmitidas e mais de 60 horas de cobertura, a plataforma se tornou essencial para a difusão do talento local. Esse sucesso não só evidencia o interesse crescente pelo futebol de base, como também oferece uma janela de visibilidade sem precedentes para jovens atletas que buscam espaço no cenário esportivo.

Homofobia A homofobia é crime e os criminosos precisam pagar pelos seus atos. O amistoso Brasil x México, no Texas ficou marcado pela interrupção por três minutos da partida devido aos cantos homofóbicos entoados pela torcida enquanto Alisson, goleiro da Seleção Brasileira, cobrava tiro de meta. Assim que identificou o teor dos gritos, o árbitro da partida, Lukasz Szpala, paralisou o jogo aos 13 minutos da etapa final. O telão do estádio Kyle Field, em College Station, no Texas, exibiu o protocolo adotado. O passo inicial foi reunir as duas equipes, chamar os capitães e parar o partida, com o objetivo de que os cânticos cessassem e que os responsáveis fossem identificados. A tela mostrou também a hashtag Não Há Lugar para Homofobia. O protocolo faz parte do plano global de combate ao racismo no futebol anunciado pela Fifa no mês passado que envolve os 211 países filiados.

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