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Crise governo; PSDB cai; o “drama” de Trump

Ney Lopes
Jornalista, advogado e ex- deputado federal

semana começou com dores de cabeça para o presidente Lula, que enfrenta grave crise de relacionamento da sua área política com o poder legislativo. O presidente da Câmara, Arhutr Lira, chamou o ministro Alexandre Padilha de “desafeto pessoal” e “incompetente”. A raiva do presidente da Câmara é que Padilha permite o PT ter influência direta no Ministério da Saúde e tomar espaços que eram do PP.
O presidente saiu em defesa do ministro Alexandre Padilha e demonstrou proposito de mudar o “tom” com o presidente do Legislativo. O estilo de Lira é a defesa total da Câmara dos Deputados, o que lhe garante apoio generalizado no plenário.
O maior prejuízo será a paralização da agenda economica, a qual tem no deputado Lira o seu maior defensor. O petróleo pode chegar a US$ 100 o barril, se a crise no Oriente Médio se agravar. O cenário eleva a pressão sobre Petrobras, por reajuste dos combustíveis. O conflito também tende a ameaçar o dólar e as reduções da Selic no Brasil.
A grande causa dos desencontros internos, são as pressões do PT por hegemonia ampla, em todas decisões do governo. Verdadeiro “cock tail” partidário. Neste tumulto, não é possível colocar na “gaveta” o Perse (Programa Emergencial de Retomada do Setor de Eventos), a desoneração dos municípios e a desoneração de 17 setores da economia. São janelas a serem abertas para construção do Brasil futuro.

PSDB encolhe
Tem razão o jornalista Elói Gaspari: o PSDB definhou e não teve choro nem vela. Perdeu todos os oito vereadores que tinha em SP, a cidade onde nasceu e governou por 27 anos. Não terá candidato em 2024, em 11 capitais, inclusive SP.
É lastimável a ausência do PSDB do processo eleitoral do país. Em passado recente, sob a liderança de FHC, estabilizou o valor da moeda, modernizou a economia e consolidou o regime democrático brasileiro. No RN figuras expressivas compuseram no passado seus quadros, tais como, João Faustino Ferreira Neto, Geraldo José de Melo e tantos outros. Em 2024, elegeu a maior bancada estadual do país: deputados Ezequiel Ferreira, Kleber Rodrigues, Bernardo Amorim, José Dias, Dr. Reginaldo Jácome, Gustavo Carvalho, Tomba Farias, Nélter Queiroz e Galeno Torquato.
O PSDB-RN tem a meta de ampliar-se ao “litoral ao sertão” e consegue filiações pela força do presidente da Assemble a Legislativa Ezequiel Ferreira de Souza, que adota política de aproximação ao governo. O PSDB-RN conta com mais de 50 pré-candidatos a prefeitos, dezenas de nomes para vice-prefeitos, 10 deputados estaduais e supera 250 vereadores com mandatos. É uma exceção no processo de encolhimento de quadros no país.

Começa o “drama” de Trump
Começou ontem, 15, pela primeira vez na história dos Estados Unidos, o julgamento de um antigo presidente dos EUA, Donald Trump, não encontrado similar nos livros de história. Ele é acusado de 34 crimes de falsificar documentos para esconder escândalos.
São diversas investigações, tanto em nível estadual quanto federal, sobre assuntos relacionados à sua carreira empresarial e política O juiz, Juan Merchan é um veterano da magistratura, conhecido como sensato e equilibrado. O júri decidirá se Trump é culpado.
O que acontecerá se Trump for eleito na prisão? Legalmente continuará elegível. A Constituição não diz nada em contrário. Criaria uma crise jurídica, que necessitaria ser resolvida pelos tribunais. O Presidente Biden, ao sair, poderia perdoar Trump com base no fato “do povo ter falado e ser preciso perdoar para que ele possa governar”. Mas isso, não se aplicaria aos casos de Nova Iorque ou da Geórgia, porque o presidente não tem poder de perdão para acusações nos estados. Um “nó” difícil de ser desatado”!

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