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Favoritismo

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“Em clássicos não há favoritos”. A frase não é de efeito, nem tampouco me coloca em cima do muro. Essa é uma realidade que se impôs com o empirismo, ou seja, com uma sequência histórica de resultados que pareciam improváveis ante a fragilidade momentânea de um rival em relação ao outro.

No entanto, se não há a previsibilidade de resultados, em se tratando de clássicos, existe sim a possibilidade de avaliar o momento vivido pelas duas equipes em determinados momentos da temporada.


América e ABC decidem o primeiro turno em jogo único, domingo na Arena das Dunas e, depois de pouco mais de 10 jogos de ambas as equipes, nas semifinais, o Alvirrubro apresentou um pouco mais de desenvolvimento tático e obediência ao que é planejado pelo treinador.


No primeiro tempo do jogo contra o tricolor mossoroense, a equipe comandada por Marquinho Santos fez uma marcação organizada e firme; posicionou bem Souza e contou com uma boa movimentação dos homens de frente na busca por espaços. Depois de abrir o marcador e dominar por quase 25 minutos o time caiu um pouco, cedeu na marcação, mas, pareceu controlar por quase 90 minutos o jogo até fechar no 3 a 0.


Do lado do ABC as conquistas estão vindo mais pela transpiração que pela inspiração. O técnico Rafael Lacerda já confessou que tentou de tudo e não consegue melhorar o desempenho em campo.


Na semifinal contra o Santa Cruz isso se repetiu. Desorganizado, o Alvinegro viu o Tricolor abrir dois gols de vantagem e poderiam ser três. Depois, com mudanças e uma pitada de injeção motivacional, o time se recuperou e empatou. Nas penalidades, deu ABC com duas defesas de Carlos Eduardo, o herói improvável.


Analiso tudo isso para fechar dizendo que o América chega para a decisão num melhor momento. Entretanto, o ABC já mostrou que pode vencer mesmo não jogando bem. Por isso, repito, clássico não tem favorito, mas tem quem chega melhor para o duelo.

Juventude
A juventude do ABC está mostrando personalidade. Gustavo e Randerson entraram muito bem na semifinal contra o Santa Cruz. Mais que isso, ambos pediram para cobrar as penalidades e marcaram seus gols.

Experiência
Apesar de aplaudir a personalidade dos garotos do ABC que cobraram os pênaltis contra o Santa Cruz, Wallyson mostrou liderança e disse: “O primeiro pênalti quem bate sou eu”. O atacante respondia ao ala Gustavo, que se propôs a abrir a contagem da sequência de penalidades no Frasqueirão.

Arbitragem
ABC x Santa Cruz me apresentou uma das melhores arbitragens que já acompanhei em nível local. Caio Max foi muito bem tecnicamente em quase todas as decisões tomadas. Disciplinarmente ele também cumpriu bem o papel, inclusive, repelindo o anti-jogo. Parabéns ao árbitro e seus auxiliares.

Surpresa

O meia-atacante Matheusinho saiu aplaudido do jogo entre América e Baraúnas, na Arena das Dunas. A boa participação do atleta no jogo foi uma grata surpresa para o torcedor americano que tanto o critica. Aliás, as críticas, nesse caso, são válidas pois todos conhecem o potencial do jogador, que não vinha apresentando um bom futebol.

Rally
A cidade de Mossoró receberá, neste ano, a segunda das oito etapas do rally Mitsubishi Motors Sport. O evento está agendado para o dia 27 de abril e a etapa inicial acontece dia 16 de março, em Itaipava/SP.

Feminino

A Seleção Brasileira Feminina se classificou para o mata-mata da Copa Ouro. Na madrugada deste domingo (25), o Brasil venceu a Colômbia por 1 a 0 e garantiu a liderança do Grupo B da competição. O gol da vitória foi marcado por Duda Santos, aos 4 minutos do primeiro tempo. O próximo compromisso da Seleção será contra o Panamá, às 0h15, na madrugada de quarta-feira (28), pela última rodada da fase de grupos. Além do Brasil, os Estados Unidos já estào garantidos nas quartas da Copa Ouro. As americanas venceram a Argentina, por 4 a 0, na sexta-feira (24), e também têm 100% de aproveitamento na competição.

Decepção
Quem esperou até altas horas para assistir a luta entre Popó e Bam-Bam deve ter ficado decepcionado com a velocidade da vitória do campeão mundial de boxe. No entanto, o resultado e sobretudo a forma como ocorreu mostram que o esporte não é só músculo, é também muita técnica.

Zico

O time de padrinhos e madrinhas do Time Brasil ganhou mais um reforço de peso. E esse chega para assumir a camisa 10: o ex-jogador Zico, ídolo do Flamengo e da seleção brasileira, é o novo membro confirmado do programa, com a função de embaixador. A intenção da criação da posição era ter um ídolo do esporte brasileiro, que nunca tivesse participado dos Jogos, mas que fosse uma “unanimidade” entre os torcedores. Assim, o Galinho foi o escolhido para acompanhar a delegação do Time Brasil em Paris durante os Jogos Olímpicos. Zico nunca teve a chance de disputar os Jogos Olímpicos. A ausência na edição de Munique 1972 é uma das maiores frustrações da carreira.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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