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George (the) Best

[Instagram @alexmedeiros1959]

Hoje é uma data mais que especial na Irlanda do Norte e em todo o Reino Unido. E principalmente para a grande torcida rubra do Manchester United, que festeja o nascimento do seu mais talentoso, emblemático e polêmico ídolo, o craque inesquecível George Best, um filho de Belfast adotado por todas as famílias e torcidas inglesas.

Até hoje, nos muitos estádios da Inglaterra, placas com o número 7 e fotos do craque são exibidas nas arquibancadas, cadeiras e camarotes com a mesma efusão sentimental, o mesmo fanatismo dos tempos em que George Best fazia maravilhas nos gramados com as camisas dos Reds e da Irlanda.
Nenhum craque conseguiu reunir em torno de si um culto tão apaixonado. A loucura por Best extrapolou a torcida do Manchester United, onde reinou nos anos 1960 e foi eleito melhor do mundo em 1968. Duas dezenas de livros contam sua vida e carreira.
Em 1970, o cineasta Hellmuth Costard, um dos pais do cinema experimental alemão que marcou as décadas 60/70, espalhou oito câmeras de 16mm no estádio Old Trafford, do Manchester, para imortalizar o craque no documentário “Futebol Como Nunca”.
É o único jogador a ter um filme sobre sua vida, no longa-metraem “Best” em que o ator John Lynch, de “O Jardim Secreto”, interpreta o gênio. E também único a ser estampado em cédulas, na nota de 5 libras irlandesas. Dos muitos livros, quatro são autobiográficos.
Amigo de Pelé, brincou na primeira vez em que posaram juntos para a imprensa europeia, propondo aos repórteres a legenda da foto: “Best e o segundo melhor jogador do mundo”. Arrancou risos e gargalhadas do rei e dos plebeus.
Mas por duas vezes Pelé repetiu a brincadeira: ao declarar numa pesquisa da Fifa que George Best era o melhor de todos e, em 2005, quando enviou ao hospital em que o amigo se internara para não mais sair, uma bola com a frase “Do segundo melhor jogador do mundo para the Best”.
Separados pela rivalidade histórica de seus países e pelo fanatismo de seus súditos, Pelé e Maradona tinham em George Best um ponto em comum, um sentimento de unidade e cumplicidade. O argentino também revelou admiração: “ele é meu ídolo”.
Primeiro pop-star do futebol mundial, o irlandês foi chamado de Elvis Presley dos gramados e depois perpetuado como “O Quinto Beatle”. No auge da sua carreira e da fama dos Beatles, a mídia europeia dizia “John e George tocam guitarra, Paul toca baixo, Ringo bateria e Best joga bola”.
Entre centenas de produtos editoriais, cinematográficos e souvenires com a estampa do jogador, a camisa número 7 do Manchester – no modelo dos anos 1960 – é a que mais vende em toda a Inglaterra. Cult é a ilustração com Best junto ao quarteto de Liverpool na travessia da famosa esquina de Abbey Road.
O seu futebol afinado e arrebatador, a rebeldia comportamental, as roupas e cabelos beatlemaníacos, o carisma, tudo fazia uma ligação com a conjuntura cultural e a revolução musical que ocorriam no mundo a partir da Europa, de Londres, de Liverpool, de uma Paris em chamas.
George Best jogava como um diabo em ebulição, encarnando todos os deuses do futebol na vermelhidão da camisa do Manchester. Produzia nos estádios a mesma alegria que um anjo de pernas tortas produzia em gramados brasileiros.
O talento e o álcool formaram uma mistura perigosa tanto para Best quanto para Garrincha. Ambos atuaram e morreram em situações semelhantes. A diferença é que na Europa os ídolos nunca são esquecidos, e Best se mantém vivo na memória das multidões.
Na Inglaterra, o escritor Ivan Lessa sentiu e viu o culto a George Best, e escreveu: “o registro visual de suas grandes jogadas e gols estão passando e repassando na TV”. Não só isso, pelo portal YouTube a genialidade do irlandês se espalha e surpreende quem não conhece a sua gloriosa e trágica história.

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