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Hediondos, 10 anos

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Difícil seria encontrar um estúdio interessado em transpor ao cinema os dez anos da derrota de 7×1 para a Alemanha, símbolo do pior futebol brasileiro desde a pedra lascada e dos dinossauros. Os Hediondos, seria o título ideal para sintetizar a trama.O roteirista teria pouco a pensar. Bastaria juntar o noticiário com as entrevistas alucinadas do ex-técnico Felipão(sim, obsoleto), cuja validade venceu em 2005 ou 2006.

Os Hediondos seria um filme sem atores consagrados. Nada de Rodrigo Santoro desfigurando a loucura neurastênica do craque maluco Heleno de Freitas. Rodrigo Santoro é muito refinado, homem para incorporar o ex-jogador cotoveleiro e genro ideal, Leonardo, das Copas de 1994 e 1998.


Os próprios jogadores fariam seus papeis abjetos. O que faltou em futebol, sobrou em marketing, merchandising, propaganda na televisão, grana alta faturada em proporção inversa ao desempenho do time dizimado pelos alemães e esbagaçado pela Holanda, que está quase superando a França no bulliyng sobre a seleção brasileira dos chorões milionários.


Reconheço. Produzi quase um tratado, somados os textos sobre o fracasso ululante. Vergonha de corar um circunspecto balcão em mármore. Ocorre que a cada menção feita por um amigo, algum leitor ou a repetição sacana das derrotas nos programas esportivos, faz aflorar a revolta. O Brasil mais Haiti do futebol.


Ao pé da letra, hediondo é aquilo que causa repulsa ou reação de horror. A pseudoseleção é hedionda por fazer menino inocente chorar, chorar feito menino inocente na hora do Hino Nacional, tratar a bola como se estivesse chutando bombas de napalm, os jatos incendiários despejados pelos norte-americanos nos inimigos do Vietnam do Norte.


O Governo Federal deve intervir imediatamente pondo tanques de guerra e a brigada do Parasar, tropa de elite da Aeronáutica, ocupando a sede da Rua da Alfândega, no Rio de Janeiro.


O terrorismo da Fifa, que pune países cujos governos se metem naquilo que é considerado privado e irrigado com o dinheiro dos pagadores de impostos, pode servir de pretexto para uma medida radical.


O Brasil não recomeçou do zero, nem ficou fora de competições para voltar quando parasse de servir de chacota internacional. Gente reclamou das gozações argentinas, os Hermanos que hoje mandam no planeta.
É pra ter raiva de argentino ou de um time cretino? Do time cretino. Piada é uma expressão do espírito e só sai quando há motivo. O Brasil dos hediondos produziu anedotário equivalente a dez anos de produção do saudoso Chico Anysio.


Aliás, por justiça, seus dois futebolistas famosos, Coalhada e Meinha, tomariam as vagas de qualquer dupla escalada no meio-campo ao lado dos volantes. Meinha, criativo. Coalhada, mais de chegada em tabelinhas e no peladeiro “um/dois”, impossível com o fim dos campos de várzea , Fred e Jô no ataque.


Os 7×1 da Alemanha, os preguiçosos 3×0 da Holanda – tinha caixa para uns seis a mais -, serão apagados em 80 anos, são o mínimo. A Bélgica deu olé, chocolate em 2018. A Croácia liquidou a parada nos pênaltis dois anos atrás. Os meninos pré olímpicos nada fazem.


Os hediondos cravaram, na pobreza lúdica das cavalgaduras, o ferrão traumático das desgraças. Você até convive. Mas é impossível aceitar, na passividade dos ufanistas em euforia de hienas. O filme nem foi produzido, já está virando uma série. De fracassos.

Adriano do ABC Parece que agora vai. O jornalista mais talentoso de Natal, Adriano de Sousa, está em ritmo de ataque com Marinho Apolônio, Silva e Sérgio Alves, trinca de sonhos, para finalizar aquele que será não mero livro, mas o compêndio de luxo sobre a vida do ABC.

VAR Falharam os clubes quando não exigiram o Verificador de Arbitragem na Copa do Nordeste. Com o VAR, seria impossível a marcação do pênalti Mandrake do Fortaleza contra o América.

No limite Até quando o ABC continuará na rabeira do ranking dos 10 maiores clubes do Nordeste, segundo pontuação estabelecida pela CBF? Os campeonatos estaduais são a força alvinegra.

O ranking Os 10 mais: Fortaleza, Bahia, Ceará, Sport, CRB, Vitória, CSA, Sampaio Corrêia, Náutico e ABC. É pouco para o Rio Grande do Norte. O América paga pelas bobagens recentes no futebol.

Renatinho Potiguar A ciranda cruel do futebol atingiu Renatinho Potiguar, dispensado pelo Sousa(PB) onde chegou a vice-campeão paraibano em 2023. Renatinho Potiguar conhece muito de bola. Foi craque na lateral-esquerda e na meia-esquerda. Talentosíssimo e bom caráter.

Dúvida cruel Há alguns dias venho com uma dúvida: se os melhores técnicos são portugueses, porque a seleção do país sempre acaba suas competições antes das finais? É, no mínimo, estranho. Os – supostos – sábios gajos não conseguem ensinar aos patrícios.

Sem torcida mista Projeto de Lei do deputado federal Júlio Arcoverde(PP/PI) determina a separação de torcidas rivais nas arenas esportivas para prevenir conflitos e garantir a segurança do público. O texto modifica a Lei Geral do Esporte. Nenhuma mudança legal conseguirá segurar a barbaridade dos insanos.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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