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Jornal de WM

Cultura Nordestina

Na estante aposentada, mas não inativa, encontro o volume do “Anais da I Semana de Cultura Nordestina 78”, publicado pela Editora da UFRN, no ano seguinte, 1979.  Leitura (releitura) importante para se conhecer os caminhos (veredas e atalhos) de nossa cultura, livro que precisa ser reeditado pois está esgotado há muito tempo, lá se vão 40 e tantos anos. A Semana de Cultura foi promovida pela UFRN, gestão do reitor Domingos Gomes de Lima, coordenada pelo poeta e escritor Homero Homem. Teve o apoio do Governo do Estado (Tarcísio Maia), da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras e do Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte.
Participaram do evento grandes nomes da cultura nordestina/brasileira. Cito alguns deles, começando por Luís da Câmara Cascudo, Gilberto Freyre, José Américo de Almeida, Odílio Costa Filho, Osman Lins, Mauro Mota, Ledo Ivo, João Ubaldo Ribeiro, Moacir C. Lopes, Jaguar, Marcus Accioly, Eduardo Portella, Afrânio Coutinho, Paulo Dantas, Magalhães Júnior, Odilon Ribeiro Coutinho, Juarez da Gama Batista, Mário Câncio, Gerardo Parente.
Da prata da casa, além de Cascudo, estiveram nas palestras e debates, entre outros, Veríssimo de Melo, Nilo Pereira, Américo de Oliveira Costa, Aluízio Furtado de Mendonça, Newton Navarro, Sanderson Negreiros, Grácio Barbalho, Jaime Hipólito Dantas, Dorian Jorge Freire, Moacir Cirne, Oto Agripino Maia, Alvamar Furtado, Gaudêncio Torquato, Salviano Cavalcanti de Paiva. 
A Semana foi realizada no Teatro Alberto Maranhão (seus jardins ocupados por uma feira de livros), de 21 a 28 de maio. Houve também uma sessão especial na sede da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras para a entrega do Prêmio Juca Pato, da União dos Escritores do Brasil, ao mestre Luís da Câmara Cascudo, e o título de Doutor Honoris Causa, da UFRN, ao escritor e ex-governador paraibano José Américo de Almeida, e um almoço de confraternização na Escola Doméstica.
A Semana foi aberta com uma conferência de Gilberto Freyre sobre o tema “Cultura Nordestina e Desenvolvimento: o papel da Universidade”. O Mestre de Apipucos foi saudado por Américo de Oliveira Costa. Entre os debatedores estava Odilon Ribeiro Coutinho.  Destaco um trecho da intervenção de Odilon, que era amigo íntimo do grande sociólogo:  “Eu tive o privilégio de caminhar pela mão experimentada de Gilberto Freyre: ele rasgou o meu horizonte, sedimentou os meus conceitos, esclareceu a minha mente duvidosa, estruturou com os seus conselhos os meus conhecimentos. ”.
Outro destaque muito especial foi a mesa redonda sobre o tema “A Cultura Popular na obra de Luís da Câmara Cascudo”, conferência do escritor Manoel Diegues Júnior, lida por Bráulio Nascimento. Entre os debatedores esta Nilo Pereira. Eis um trecho da fala de Nilo: 
“Conheci Cascudo na fase áurea da sua vida. Bem vestido, elegante, bonitão, gravata plastron, jaquetão escuro debruado de cinzento, pérola na gravata, calças de listras e sapatos de verniz. Vi Cascudo escrever um artigo com esses trajes pouco tropicais. E hoje incompreensíveis nesta jornada quente. Desde que comecei a frequentar Cascudo, senti a força do gênio; senti que aquele homem arrebatava multidões. Fui aluno de Cascudo: ele dava aula, cantava, assoviava, imitava pessoas, era uma risadaria brutal na aula. Tudo ele ensinava e o fazia com a melhor comunicação, com a melhor pedagogia, com o melhor elan. ” 
Destaque também para a mesa “Comunicação Social e a Cultura Nordestina”, palestrante o jornalista Gaudêncio Torquato, tendo como debatedores Moacy Cirne, Dorian Jorge Freire, Lena Frias, Nei Leandro de Castro, Jaguar, Ledo Ivo, Audálio Alves e João Ubaldo Ribeiro. Um senhor time, janela aberta para Lena, das maiores jornalistas brasileiras, carioca que adorava Natal.

Bienal do livro A Bienal do Livro do Rio de Janeiro, realizada entre os dias 1 e 10 deste setembro, foi um sucesso superando todas as expectativas: 5.5 milhões de livros vendidos. Entre os autores mais procurados tem na lista um norte-rio-grandense, nascido em Mossoró: Pedro Rhuas. Seu livro, “O mar que me levou a você” (Companhia das Letras), está na lista dos mais vendidos.
Ao lado de Pedro Rhuas aparecem as escritoras Conceição Evaristo (“Lágrimas de mulheres” e “Olhos d’água”), Carla Madeira (“Tudo é rio”), e Rita Lee (“Box Rita Lee”). No time, o baiano Itamar Vieira Júnior (“Salvar o fogo”).

Mais livro Quarta-feira que vem, dia 20, a partir das 19 horas, na Capitania das Artes, tem o lançamento do livro “Jona”, do poeta e escritor Alexandre Abrantes.  É a sua estreia na prosa (novela). Noitada com música: a flauta de Carlos Zens e o piano de João Marcelo Galvão.

Noel Rosa Deu na coluna de Ancelmo Gois, de O Globo:
– A Penha de Noel: diferentemente do que supõe o senso comum, não foi a Vila Isabel que Noel Rosa (1910-1937) mais cantou, e sim a Penha: foram oito composições citando o bairro, enquanto a Vila apareceu em quatro.
– A história é contada no livro “Noel Rosa, um perfil biográfico”, na Coleção Culturas Cariocas, da editora Numa, que o historiador André Diniz lança em novembro. A obra sai com uma discografia feita pelo maestro Henrique Cazes.”

Festa do Boi Amanhã, começando às 8 horas, tem café no Parque de Exposição Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, para marcar o lançamento da programação da Festa do Boi, que será aberta no 7 de outubro. À frente do encontro estão a Anorc e a Secretaria de Agricultura e Pecuária do Estado.
Outra boa notícia: A Assembleia Legislativa aprovou, quarta-feira, 12, a lei que torna a Festa do Boi “Patrimônio Imaterial, Histórico, Cultural e Turístico do Rio Grande do Norte”. Projeto de autoria do deputado Taveira Júnior.

Do Sindi De 27 a 30 deste setembro na cidade paulista de São José do Rio Preto acontece a 20ª Exposição Nacional da Raça Sindi, na linha de frente das raças zebuínas. Na pista de julgamento um juiz potiguar: Rodrigo Coutinho Madruga. Tarefa dividida com o mineiro Arnaldo Manuel Machado Borges e o paulista Marcelo Ricardo Toledo.  Juízes da Associação Brasileira de Criadores de Zebu (ABCZ).
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