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Revista da ANRL

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Woden Madruga 


Saindo o novo número, 76, da Revista da Academia Norte-Rio-Grande de Letras, correspondente ao trimestre de julho a setembro. Dirigida por Manoel Onofre Jr. e editada por Thiago Gonzaga. São 185 páginas de boa leitura pelas veredas da literatura potiguar: artigos, ensaios, contos, crônicas, poemas e discursos, também. Entre eles, os dos dois novos imortais: Isaura Amélia Rosado e Álvaro Dias. Ela saudada pelo acadêmico Iaperi Araújo. Álvaro, pelo acadêmico Luís Eduardo Suassuna.
No time dos articulistas e ensaístas estão Diva Cunha, Diógenes da Cunha Lima, Marcelo Alves Dias de Souza, Sueldo Câmara, Gustavo Sobral, Thiago Gonzaga, Manoel Vilela de Magalhães, Jurandyr Navarro, Manoel Onofre Jr., Elder Heronildes e Ormuz Barbalho Sinonetti.
Contistas e cronistas: Polycarpo Feitosa. Iaperi Araújo, Clauder Arcanjo, Bia Crispim, Kalina Paiva, Manoel Matias, Francisco Sobreira e Crizeide Costa.  Na calçada da Poesia, o cordelista Mané Beradeiro (“Iaperinópolis – A encantada cidade dos contos) e Roberto Lima (“Três Poemas em Homenagem ao Bicentenário de Gonçalves Dias”).
Além dos discursos acima citados, mais três bonitos textos: a homilia do padre e escritor João Medeiros Filho na celebração da missa pelos 80 anos do Monsenhor Lucas, celebrada em 23 de junho passado; e dois discursos do acadêmico Valério Mesquita (“Evocações”), proferidos no Instituto Histórico e Geográfico do Rio Grande do Norte, saudando dois novos integrantes da Casa: o Padre Normando Pignataro Delgado e o jornalista Orlando Rodrigues.
 Destaque especial para o texto da poeta Diva Cunha: “A disciplinada paixão poética de Luís Carlos Guimarães”. Começa assim:
“Devo a Luís Carlos este testemunho. Conheci-o nos meados dos aos 60 do século passado em visita a sua casa com minha amiga Denise (Eudenise Lins de Albuquerque), que era prima de Leda, mulher do poeta. Eu levava uma pasta recheada com duzentos poemas, no mínimo, para mostrar a ele e saber se vali alguma coisa. Aquele encontro foi fundamental para a adolescente que eu era, apaixonada por literatura, poesia, e sem nenhuma orientação, muito menos bons livros. ”
“A partir daí, Luís Carlos sempre esteve no meu horizonte, me orientando e, corajosamente, em emprestando livros e estimulando a publicar. Levei tempo para enfrentar a insegurança que me podava os passos. Pelas suas mãos, enfim, um dia, cheguei à Clima Editora e enfrentei o público lançando, em 1986, meu primeiro livro, ‘Canto de página’”.
Mais adiante:
“Leitor infatigável, Luís Carlos tinha seus mestres, tutores, entre os quais destaco Rilke, leitura obrigatória naquela época, começando pelo pequeno manual ‘Cartas a um jovem poeta’, livro que, por indicação dele, eu fui presenteada, no meu aniversário de dezoito anos, por minha amiga Denise. As outras paixões literárias do poeta foram muitas, mas Frederico Garcia Lorca, Verlaine, Manuel Bandeira, Cecília Meireles tinham lugar cativo no seu coração. ”
Livro Anote em sua agenda: terça-feira que vem, 10, tem o lançamento do livro de Manoel Onofre Jr, “MPB Principalmente”. Vai ser no Conselho Estadual de Cultura (sede da Academia Norte-Rio-Grandense de Letras), ás 17 horas. É uma segunda edição, ampliada. A primeira foi em 1992. Em suas páginas, o melhor da música popular brasileira, incluindo a nossa querida Ademilde Fonseca. Viva o Chorinho!
A FLIP Já saiu a programação da Festa Literária Internacional de Paraty (FlIP), Rio de Janeiro, abertura dia 22 de novembro, este ano homenageando a escritora Patrícia Galvão (Patrícia Pagu). Entre os palestrantes e expositores convidados, 26 são brasileiros, 14 estrangeiros.
No time brasileiro, seis escritores são nordestinos: cinco da Bahia e uma do Ceará (Socorro Acioli).
Na FLIC Por estas bandas natalenses está acontecendo a Feira de Livros e Quadrinhos (FLIC), montada no Parque das Dunas (Bosque dos Namorados), com encerramento hoje. Vai até ás 17 horas. Destaque para os autores potiguares.  Bons livros e muitas sombras. Ótimo para ler e para passear.
Nísia Floresta Para não esquecer:  quarta-feira que vem, dia 12, é o aniversário de nascimento de Nísia Floresta Brasileira Augusto. Foi na aldeia de Papari (que hoje tem o seu nome) no ano de 1810. Morreu na cidade francesa de Rouen em 24 de abril de 1885.
Em uma de suas “Actas Diurnas”, Luís da Câmara Cascudo escreveu: “Escritora, poetisa, educadora, viajante, a mais notável mulher de letras do Brasil, como a chamou Oliveira Lima. Dionísia é conhecida por seu reboante pseudônimo: – Nísia Floresta Brasileira Augusta. ”
Imortal indígena A Academia Brasileira de Letras tem agora em seus quadros o primeiro imortal indígena, eleito quinta-feira para a cadeira 5: Ailton Krenak. Poeta, escritor, professor, filósofo, ambientalista, líder indígena. Teve 23 votos a favor contra 12 dados a escritora Mary Del Priore. Vai suceder ao acadêmico José Murilo de Carvalho.
Nobel O dramaturgo, romancista e poeta norueguês, Jon Olav Fosse, pouco citado nos becos literários desta aldeia natalense, é o vencedor do Prêmio Nobel de Literatura, 2023. Tem sua obra publicada em mais de 50 idiomas. No Brasil foram editados dois de seus romances: “E a Ales” e “Melancolia”. 
Festa do Boi Aberta, ontem, no Parque Aristófanes Fernandes, em Parnamirim, a Festa do Boi, promovida pela ANORC, segue até o dia 14. Festa do boi, também de caprinos, ovinos (ao redor de 3 mil cabeças) e equinos (cavalos Quarto de Milha). Todos currais e galpões cheios. Previsão de negócios acima dos 70 milhões de reais.
Destaque especial para o pavilhão do Sebrae, que está comemorando seus 50 anos. Palestras, boas conversas ao redor do mundo dos  negócios, do nosso artesanato e também da gastronomia sertaneja (o espaço Terruá). Nesse variado cardápio estão os nossos deliciosos queijos. Sem esquecer a cachacinha. Ótimos goles.
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