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Kajuru e as meninas

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Rubens Lemos Filhos

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Venho expressar minha solidariedade irrestrita às prostitutas agredidas em chilique desvairado pelo pateta de senador Jorge Kajuru(PSB/GO). Protegido pela nociva imunidade parlamentar.

Idiota-mor da televisão brasileira, quis fazer média com a torcida do Vila Nova, derrotado pelo ABC e eliminado da Série B, comparando os jogadores alvinegros às damas a quem, todo homem de verdade, dedica respeito, afeto, carinho.


100 Kajurus não valem uma puta em sua dignidade plena. Engana-se quem pensa: damas da noite apenas vendem o corpo. Não, nelas há uma ternura especial quase-materna, quando se transformam em confidentes bem mais confiáveis do que certas instituições milionárias ocupadas por sujeitos suspeitos.


Jorge Kajuru é daqueles cabrões frouxos que querem ganhar a discussão no grito e a derrota do Vila Nova caiu em seu colo demagógico. Quando procurado para tirar satisfações, corre léguas. Parece um sonso que conheço.


Em sua página na Wikipédia – a Wikipédia poderia selecionar melhor seus personagens -, consta que ele confidenciou ao repórter Roberto Cabrini – este é decente – sofrer de Transtorno Bipolar. Já enfrentou encrencas com o ex-centroavante Túlio Maravilha, ao duvidar da maternidade de um filho do artilheiro botafoguense.


Meu fantasma predileto, Nelson Rodrigues, lá do seu túmulo em forma de redação, manda no queixo proeminente de Jorge Kajuru, o preconceituoso: “A prostituta só enlouquece excepcionalmente. A mulher honesta, sim, é que, devorada pelos próprios escrúpulos, está sempre no limite, na implacável fronteira.”
Boêmio que não frequentou as velhas casas de recursos, boêmio nunca foi. Herdei do meu pai, que não me deixou um centavo, o afeto gentil às meninas.


Estou aposentado do convívio delas, mas já fui apaixonado e correspondido, uns 35 anos atrás. Me cobrou apenas uma vez e eu, dominado, arranhei versos paupérrimos: “Lá vai o meu anjo/anjo puro de branco/imaculada de encanto/ latifundiária de mim.”


Aqui, em desagravo, homenageio Dona Maria Barros, Maria Boa, uma instituição de Natal e de caráter mil vezes superior ao de Jorge Kajuru. Francisquinha no Arpege, Zefa-Paula, Aninha, Maria, perto do Cemitério do Alecrim e algumas mais modernas: Shirley, Marcela, Brenda, codinomes de Francineide, Francinete e Cledinaide.


A vida aceita a hipocrisia, a agressão do homem rico à sua mulher batalhadora, mas, por meio de espécimes abomináveis, condena quem debaixo dos lençóis, faz o equivalente a uma viagem em avião de primeira classe para Roma. Amantes remuneradas, todas as que conheci, acreditam em Deus. O Deus de Jorge Kajuru é outro, impublicável.


Insisto em repetir a performance de um rameiro com carteira de trabalho: o falecido vice-governador paraibano Raimundo Asfora, reduntantemente bebum e poeta, ao tentar entrar no Campinense Clube com duas mariposas, cada uma, com meio quilo de maquiagem ordinária e de batom comprado à representante de cosméticos.

O gigantesco segurança tenta barrar o político:

  • Doutor Asfora, o senhor um homem tão inteligente, acompanhado por duas suspeitas…

Depois do longo gole no uísque Old Parr, Asfora empurrou o armário humano e entrou abraçado nas bravas companheiras:

  • Suspeitas? Nada disso, essas mulheres são putas, são profissionais, as únicas trabalhando nesta festa. Suspeitas são as que estão aí dentro sem se revelar… O tribuno brilhante foi o último a sair do convescote por volta das 9 horas da manhã.
    Putas não são criminosas, são refúgios sentimentais, algo que o senador Jorge Kajuru certamente desconhece. Tenha um problema, conte a uma menina prendada e só na base do cafuné, tudo se acerta, em refrega sentimental por toda vida inesquecível.
    Os jogadores do ABC não são prostitutos, além de tudo há essa verdade. Formam um time ruim que deu um olé e acabou a festa do Vila Nova. Kajuru entrou em transe. Não sei se é caso de falta de decoro parlamentar. Minha dedução é de leviandade. Gratuita e asquerosa.

Motivo O fato é que o Vila Nova chegou a Natal como se viesse apenas comemorar a classificação. Torcedores exageraram pela cidade e o ABC fez uma partida impecável. Thony Anderson, que coincidência(é citado em venda de resultados), botou os goianos no bolso.

Viva o JL Do jeito que está mantido com sacrifício pela Federação do Rio Grande do Norte, o Estádio Juvenal Lamartine sediou este ano 125 partidas (sem público), nas categorias Sub-15, Sub -17 e Sub-20.

Ajuda A governadora Fátima Bezerra e o Secretário de Tributação e Planejamento, Cadu Xavier, único disposto a interagir com os contrários, ajudaram aos clubes de futebol com o Nota Potiguar. Fechando e demolindo o JL, o Governo Fátima sairia como exterminador de um monumento tombado para seus fins específicos.

Escritório Derrubado o JL, a facção criminosa que controla como quer os bairros do Tirol e de Petrópolis pode fazer do terreno o seu Escritório Central, porque é preciso coragem de doido para caminhar à penumbra nas imediações do JL. Pode virar Cracolândia.

Rocam Perfeito o trabalho dos policiais da Rocam(Rondas Ostensivas com Apoio de Motocicletas), na contenção e repressão aos marginais.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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