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Lições do Fortaleza

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[email protected] (Vicente Estevam – Interino)
O futebol do RN vem mostrando um longo caminho a percorrer para voltar a poder rivalizar com clubes como Bahia, Vitória, Fortaleza, Ceará e Sport, que voltaram a nadar de braçada na região e estão muito além dos demais clubes. O caminho da SAF pode ajudar a encurtar essa distância, mas no caso dos nossos clubes, o dinheiro não é tudo. Vide a situação do América.

O processo de organização de nossos clubes deve seguir em linha reta, senão continuaremos a ver ABC e América realizando grandes campanhas numa temporada e na outra, apresentando desempenhos bizarros.
Creio que o maior exemplo a ser seguido pelos potiguares é o do Fortaleza, que com um bom projeto nas mãos foi crescendo ano após ano e hoje já é considerado um legítimo integrante da divisão de elite do futebol nacional. O clube mudou de patamar no cenário nacional entre 2017 e 2023, largando a Série C para ser um dos finalistas da Copa Sul-Americana.


Há seis anos, a situação do Leão do Pici se apresentava muito diferente da atual, pois se encontrava patinando dentro da Série C, onde permaneceu por longos oito anos. De tanto bater na trave e não subir, a diretoria chegou a capitanear um movimento sugerindo alterações na competição, mas também trabalhou sério e evoluiu. A chegada da equipe na final da Copa Sul-Americana é muito importante para servir como um exemplo ao futebol nordestino.

Um recente levantamento da Pluri Consultoria, empresa especializada em pesquisas e análises do futebol brasileiro, detalhou a grande evolução financeira do clube cearense, no período entre 2013 até o fim de 2022. O estudo mostra que o Leão vem batendo recordes históricos e está entre os times com as maiores receitas do país.

Em 2022, o Fortaleza apresentou receita total de R$ 268 milhões – a 12ª maior do país – com crescimento anual de 55%. O aumento foi diversificado, com recordes em todos os principais grupos de receitas. Considerando os últimos cinco anos, o crescimento atingiu a casa dos 415%, além de uma alta de 2.878% na última década.

O bumm na receita anual do Fortaleza, nos últimos 10 anos, é decorrente de diferentes fontes. A maior parte do faturamento tricolor veio de cotas de direitos de transmissão e premiações, cerca de 44% do total (R$ 118 milhões), sendo a nona do Brasil nesta categoria. Em seguida vêm os ganhos com marketing e comercial, com 22% das receitas de 2022, e matchday – arrecadação com as partidas – com 20% do montante.

O América que mesmo com a SAF, como podemos ver, ainda está muito longe do patamar considerado ideal, reconhecendo as suas limitações, trouxe Marcelo Sant’Ana para responder pela diretoria administrativa do clube. O nome em questão é de um torcedor do Bahia, que decidiu concorrer à presidência e quando chegou ao cargo, plantou as raízes para transformar o Tricolor, que vivia numa roda gigante e a partir de então conseguiu equilibrar suas contas até ser adquirido pelo grupo City.

Marcelo Sant’Ana chega ao Alvirrubro com função semelhante e terá de apresentar a melhor trilha para que os potiguares voltem a subir os degraus dentro do futebol nacional e se encaixem, no mínimo, na Série B. Uma vez que haverá o aporte financeiro necessário, mas para tanto, falta uma boa base de planejamento, que o executivo baiano sabe executar.

Por sua vez no ABC, o presidente Bira Marques e a atual diretoria trabalham para amadurecer o melhor modelo de SAF para ser implantado no Alvinegro. A intenção inicial não é se desfazer quase que por completo do futebol, mas sim, colocar no mercado uma parte considerável de ações, mas mantendo a maioria das cotas, para não correr o risco de perder o controle acionário. Essa é a mesma visão apresentada pela diretoria do Fluminense, que mergulhou num profundo estudo com BTG Pactual e diferente do ocorrido com Cruzeiro, Vasco e Botafogo, acredita que esta será a melhor alternativa para o Tricolor.

Bira Marques, que não pode concorrer ao terceiro mandato consecutivo para presidente, quer juntar o conselho para tocar a proposta de SAF com a finalidade de entregar um clube saneado em termos de endividamento e com futuro promissor, para voltar a brigar contra os grandes clubes da região em pé de igualdade.

Nos meus mais de trinta anos de jornalismo, eu consegui ver ABC e América brigando de igual para igual com os maiores clubes nordestinos da atualidade. Vi o América ser campeão do Nordeste em cima do Vitória de Petkovic e o ABC ser campeão nacional da Série C. Nós só voltaremos a nos tornar grandes, se reconhecermos as nossas limitações atuais e procurar nos adversários mais fortes os exemplos a serem seguidos. E Fortaleza é logo ali!!!

Campanha

A paratleta potiguar, Clara Daniele, está necessitando de ajuda para juntar dinheiro para ir até São Paulo, realizar o teste de classificacão internacional e definir sua graduação como atleta especial. Clara tem Reninopatia e Glaucoma de nascença sendo deficiente visual, atualmente ela treina Atletismo e necessita do teste para poder competir. Essa participação foi informada em cima da hora e a potiguar perdendo essa oportunidade, não terá como participar das seletivas internacionais. A agenda declassificação, será de 21/02/24 a 25/02/24. A Federação de Atletismo não dispões de recursos para bancar a viagem e qualquer quantia na Vakinha eletrônica será válida. CHAVE PIX é (84) 98157-77193.

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