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Na moda e na guerra

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[Instagram @alexmedeiros1959]

Domingo eu abdiquei do costumeiro ritual de ficar plantado diante da TV assistindo futebol. Dispensei os jogos do Manchester United, Real Madrid, de quatro grandes italianos, do Boca e do River e também os clássicos domésticos Botafogo x Vasco e Palmeiras x Corinthians. Engrossei o cordão dos milhares de assinantes da Apple TV para ver os três primeiros episódios da tão aguardada série documental “The New Look”, lançada na quarta-feira.

Ambientada na Segunda Guerra e nos anos posteriores da década de 1950, a série revela a chocante história de como alguns estilistas considerados ícones da moda enfrentaram as perseguições e os horrores do exército de Adolf Hitler, principalmente durante a invasão e o domínio de Paris. Protagonizada pela dupla Christian Dior e Coco Chanel, a trama exibe ainda Pierre Cardin, Hubert de Givenchy, Pierre Balmain, Cristóbal Balenciaga e Lucien Lelong.


O título “The New Look” refere-se à definição que o jornalista Carmel Snow, editor da revista Harper’s Bazaar, fez da coleção de estreia de Christian Dior, quando lançou 90 modelos no seu então novo ateliê, na Avenue Monataigne.


Inaugurado em 1947, aquele estilo que revolucionaria a moda se caracterizava por cintura pequena e estreita coberta por saia larga e longa que chegava além do meio da panturrilha, de forma a realçar o popular “violão” do corpo feminino.


Para os historiadores da moda, antes da novidade de Dior nada do que aconteceu até hoje no mundo da costura existia. Mesmo já havendo Coco Chanel, a moda tinha linhas suaves, traços minimalistas e quase masculinos.


Dior, que foi auxiliar de Chanel (era 22 anos mais jovem), foi quem primeiro percebeu os sinais de mudanças comportamentais que fatalmente transformariam um novo mundo que precisaria se erguer após o conflito.


O “new look” (novo visual) de Christian Dior apresentado em 1947, destacando chapéus de abas extravagantes, saias largas e cinturas justas, sinalizou um novo conceito de otimismo, prazer e um clima de glamour retornando à vida.


A série da Apple TV começa revelando uma rivalidade entre Chanel e Dior, interpretados por duas feras (Juliette Binoche e Ben Mendelsohn), nascida desde quando o discípulo saiu de baixo da asa e da saia da sua grã-mestre.


Outros grandes nomes de Hollywood emprestam brilho à série criada por Todd A. Kessler (o mesmo de Família Soprano): Glen Close é Carmel Snow, a editora de moda Harper’s Bazaar nos EUA; e John Malkovich é Lucien Lelong.


Na abertura, o antagonismo de Dior e Chanel é dimensionado num evento de homenagem ao costureiro na Sorbonne que acontece quando ela está voltando a Paris: “Dior arrasou a alta costura, estou vindo para resgatá-la”, ela diz.


Nos três primeiros capítulos disponibilizados, vemos os dois gênios da alta costura encarando cortes e rasgos de liberdade numa Paris sitiada, e tendo ambos angústia semelhante nas prisões de seus respectivos sobrinhos.

Quem quiser saborear melhor a boa produção, convém fazer como eu fiz, quando ocupei o domingo vendo antes dois filmes biográficos sobre Chanel, um de 2008, com Shirley Maclaine; e outro de 2009, com Audrey Tautou.

O título da série, que é a coleção de alta costura de Dior, é para dizer que aquele lançamento de 1947 continua sendo um momento histórico para a moda do pós-guerra até os dias de hoje. Não diminui Chanel, apenas agiganta Dior.

Depois da ocupação nazista, a moda parisiense buscava recuperar-se da quase extinção. E tinha um grande rival, que era a indústria americana de prêt-à-porter. Sem Christian Dior, as famosas “maisons” de Paris teriam sucumbido.

Totalitarismo Sempre repito aqui que todas as tragédias, crimes e intolerâncias no universo político derivam das três maiores pragas do século XX: comunismo, fascismo e nazismo. As três ideologias paridas numa mesma pútrida placenta filosófica.

Nazipetismo Lula e o PT sempre estiveram no limite da linha vermelha na defesa de um estado palestino, dialogando com o terror. O ataque do presidente aos judeus remete ao nome do partido de Hitler: Nacional Socialista dos Trabalhadores.

Alinhamento A fala de Lula contra os judeus não é equivoco nem efeito da senilidade, tem método político-ideológico. Faz com Israel o que não faz com a Rússia, Nicarágua, Venezuela, Cuba, Irã, China, Coreia do Norte e demais ditaduras.

Aparelhamento De Luiz Phillipe de Orleans: “A esquerda dependurada no STF é sinal claro que a gastança, a compra de jornais e do Congresso, a propaganda, o aparelhamento da máquina, a doutrinação na educação, não são o bastante”.

Saka Morto Na primeira crítica de Lula a Israel, ainda no Egito, o colunista do UOL tratou de alardear que a repercussão colocava pressão em Netanyahu. Não houve um só destaque na mídia mundial, como agora com o vômito verbal nazista.

Desintoxicado Das drogas que experimentei na juventude, a que eu me livrei mais rápido foi a “esquerdofrenia”. Hoje me impressiona aqueles que a consomem depois de velhos, principalmente na imprensa e nas redes sociais. Desperdiçaram a cura.

Burros Manchete do diário Público (Lisboa) denuncia que a China extermina 6 milhões de burros por ano para produzir o “ejião”, um suposto elixir da juventude. Ainda bem que Stalinácio Lula é aliado chinês, senão chamaria de “burrocausto”.

Despautério A interminável lua de mel do Stalinácio não tem tempo para acabar. Do alto das pirâmides do Egito o século XXI contempla os gastos do erário acima de R$ 3 bilhões, o equivalente aos empréstimos a Cuba que nunca nos serão pagos.

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