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Neymar, não

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Neymar é presença que me irrita e especialmente agora quando – por falta de assunto, obtusos discutem se ele deve ir à próxima Copa do Mundo. Analisem o desempenho de Neymar nos três mundiais que disputou como dono e senhor das arrogâncias e se verá o protagonismo de um lateral-direito do Araçatuba, interior de São Paulo. Neymar foi fraco, se omitiu e esqueceu os dribles delirantes aplicados em zagueiros bocós nalgum armário de onde jogava a cada época.

Neymar é craque? Foi mais do que craque. Pintou como extraclasse embora sua semelhança nítida seja como cópia melhorada de Robinho, bom de bola e fora de campo pouco apreciável. Neymar reinou sozinho num tempo que se prolonga sem o nascimento de foras de série. Quem era, no Brasil, o contraponto a Neymar, desde 15 anos passados, em 2009? Ninguém.
Neymar esteve excepcional pela última vez em 2011 naquele jogo contra o Flamengo na Vila Belmiro (Flamengo 5×4), uma das partidas encantadoras da história da bola. Jogou muito. Perdeu porque Ronaldinho Gaúcho jogou ainda mais e era bem melhor que o mimado santista.
No exterior, sempre de olhos gulosos para Messi, conseguiu que brasileiros idiotas comprassem a comparação cômica com o nanico argentino. Neymar foi se perdendo aí, ao tentar, à força, burlar o jogo coletivo revolucionário do Barcelona de Pepe Guardiola. Oscilou gols brilhantes com (a supremacia) de partidas esquecíveis. Messi apenas ria dos chiliques de Neymar.
O jornalista João Saldanha, ex-técnico da seleção brasileira era contra limite de idade para convocações ao escrete. “Seleção é escolher os melhores em determinado momento não importa a idade,” dizia João Sem-Medo. Multimilionário, Neymar terá, em 2026, 33 anos, em tese, estaria plenamente capaz de buscar o Hexacampeonato.
Maior artllheiro da seleção brasileira (queria ver nos anos 1950/60/70/80 com seleções estupendas e gênios pelo mundo afora), Neymar pode ser a raiz da estagnação crescente do Brasil. Todos procuram Neymar e ele, egocêntrico, firula para lá e para cá, improdutivo. O habilidoso é o príncipe de minhas convicções e se exibe buscando o gol.
A média de idade da seleção campeã em 1962 era de 32 anos. Nilton Santos, aos 37 anos, usou sua malandragem praiana e domínio de bola irrepreensível, para cometer o pênalti contra a Espanha, dar um passinho para a frente e enganar a arbitragem. Estaríamos derrotados sem catimba do maior lateral-esquerdo de todos os tempos, forjada em peladas a Aeronáutica e nos rachas em Copacabana.
Não quebrei meu celular porque é muito caro e falta-me dinheiro para a reposição, mas me dá urticária quando os alienados do telefone móvel entram em redes sociais para escalar seleções de todos os tempos, pobrezinhos, a quem sobrou a pior safra.
Neymar entra no time, Garrincha sai, Neymar entra no time, Zico sai, Neymar entra no time, Romário sai. Neymar entra no time, Rivelino sai. Decretem o fim do mundo assim que a petulância ousar tocar no santo nome de Pelé.
É um crime de estelionato associado à imbecilidade que deveria estar tipificado no Código Penal Brasileiro. Outro dia, puseram Cafu de melhor lateral-direito e, imediatamente bloqueei o imbecil esférico. Antes de Cafu, estão Leandro, Djalma Santos, Carlos Alberto Torres, Nelinho, Jorginho e Mazinho. Cafu cruzava de tornozelo.
O Brasil – depois dos 7×1 da Alemanha em 2014 -, teve a chance de fazer o Itinerário de Proust, voltando às suas origens e liberando as crianças. Se não havia campos, tomados pela voracidade imobiliária, que se jogue à beira-mar, molecada liberada de qualquer ditadura tática comandada por quem nunca chutou uma bola. Redonda, não.
Perdemos duas Copas do Mundo para países medianos no contexto histórico e Neymar escondido em campo – Bélgica e Croácia. Antes, estávamos na galeria nobre da Alemanha, Argentina, Itália, França e Inglaterra.
O melhor para o Brasil, como choque de vergonha na cara, seria ficar fora da Copa. Estaríamos livres de Neymar e dos caneleiros que geram ilusões, produzem frustrações e enterram o esporte em que se jogou tão lindamente.

Coletivo O próprio menino Endrik “Bunda Baixa “tem demonstrado uma maturidade incrível e ,com Neymar, sem dúvida ele serviria apenas para correr e trabalhar para o “o astro”. O espírito da seleção, consciente de que está no nível mediano, deve ser coletivo.

Triste Pobre ABC. Quem te viu, quem te vê.

Erro Em alguns grupos, torcedores do ABC da ala radical pregam o impechament de Bira Marques e começam a falar em nomes para a eleição do próximo ano.

Dever Se for ao estádio, o torcedor deve demonstrar seu sentimento se o time for bem ou mal. A ala extremista é composta por homens lisos, fanáticos e sem capacidade administrativa.

Bira fica O ABC, democrático, não pode permitir que o presidente Bira Marques seja rifado antes do final do seu mandato, até para que ele tenha a chance de consertar as bobagens que fez. A coluna é favorável a Bira Marques presidente até o fim.

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