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O Libertador da espécie

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Alex Medeiros

@alexmedeiros1959

Quando a década de sonhos e conflitos estourou, o futebol latino-americano era dominado por três grandes craques, os únicos que não atravessaram o Atlântico para jogar na Europa, como fizeram Di Stefano, Julinho Botelho, Altafini, Omar Sívori e Amarildo. Dois deles, Pelé e Garrincha, reinavam em solo brasileiro e encantavam o planeta em copas, nas excursões dos seus clubes e na repercussão das coisas maravilhosas do país tropical. O terceiro gênio viera do Equador para conquistar o povo do Uruguai.

Foto: Reprodução

Como houvesse sido – em terras equatoriais de Galápagos – um processo evolutivo isolado das grandes espécies de craques (não percebido por Charles Darwin), Alberto Pedro Spencer Herrera, ou apenas Alberto Spencer, explodiu seu talento em Guayaquil e reverberou pela América.


Na mistura do sangue anglo-jamaicano do pai com o gene latino-equatoriano da mãe, o garoto nasceu com a técnica e o suingue da bola nos pés. Dos primeiros gols domésticos para a seleção do Equador e depois à glória no Peñarol de Montevidéu, foi um salto no tempo.


Mito de duas pátrias, Spencer foi o maior jogador de futebol já nascido no país andino e se perpetuou no coração e na mente do povo uruguaio, principalmente dos torcedores do Peñarol, que conquistou a América e o mundo graças aos gols do craque equatoriano.


Chegou na capital uruguaia em 20 de fevereiro de 1960, no dia de uma decisão no clássico Nacional x Peñarol pelo campeonato de 1959. Uma artimanha política dos dirigentes do time permitiu a estreia de Spencer, que ajudou na conquista da taça.


Foram 519 partidas com a camisa amarela e negra, com 326 gols anotados. Ao lado do craque Abbadie e do jovem talento Pedro Rocha, o artilheiro de Guayaquil levou o Peñarol a ganhar tudo naqueles anos, no Uruguai, na América e na Terra. E superou o Santos de Pelé.


Campeão nacional em 59, 60, 61, 62, 64, 65, 67 e 68; campeão da Copa Libertadores em 60, 61 e 66; e campeão mundial de clubes na então Copa Intercontinental (hoje Copa Fifa) de 1961 e 1966. Com Spencer em campo, o Peñarol era uma máquina.


O rei negro do Equador marcou 54 vezes em jogos da Copa Libertadores da América, uma marca que até hoje não foi igualada por nenhum outro artilheiro do continente. Nas façanhas de Spencer pelo Peñarol, o craque desbancou gênios da bola na época.


Em 1959, derrotou o poderoso Real Madrid de Di Stefano, apesar de perder o título da primeira Copa Intercontinental em 1960. Em 1961, sagrou-se campeão mundial em cima do Benfica de Eusébio. Naqueles anos, até o Manchester de Bobby Charlton e o Santos de Pelé foram derrotados por Alberto Spencer.


Destaque maior da seleção do seu país, o craque chegou a atuar algumas vezes pelo Uruguai, dando espetáculos em gramados do mundo. Em 1964, um Spencer endiabrado levou a “Celeste” a derrotar a Inglaterra no templo de Wembley.


Depois da exibição uruguaia e do show particular do “Rei da Libertadores”, não só alguns times britânicos demonstraram interesse em contratá-lo, como dirigentes da federação inglesa e a imprensa de Londres pressionaram por sua naturalização.


Perfeito por baixo e por cima, Spencer encheu de gols e glórias as equipes por onde passou. Os muitos gols de cabeça levaram a imprensa da época a chamá-lo de “Cabeça Mágica”. Jogava ereto e com lealdade, um cavalheiro. Quem estudar a origem dos gênios do futebol saberá que nos Andes existiu uma revolução da espécie. Que nasceu em 6 de dezembro de 1937 e se despediu do Equador numa tarde de domingo em 11 de junho de 1972 no gramado do Castelão, em Natal.

Vexatório
Que país é esse? Ministros da Suprema Corte em papel de ala-moça de campanha eleitoral municipal, amealhando votos para emplacar um militante partidário. Até quando algumas instituições servirão de aparelho ideológico?

Perseguição
Quando o mundo se indigna com a violência contra crianças, no Brasil uma garota de 15 anos tem por duas vezes sua conta bancária bloqueada por um ministro do STF a pedido de agentes da PF. O motivo: críticas feitas pelo pai.

Enganação
As gafes de Lula, a retórica cínica de Lula, os discursos desconexos de Lula, as narrativas esquerdopatas de Lula, tudo sendo ignorado na mídia mundial. Como diz Diogo Mainardi, “Lula só engana os fósseis da imprensa brasileira”.

Salários
A governadora Fátima Bezerra derrotou o ex-governador Robinson Faria centrando o discurso da sua campanha no atraso dos salários dos servidores. No momento, seu governo avança para superar os atrasos do antecessor.


Depredação
Não se ergue nem se conserva uma cidade sem haver um forte alicerce na base educacional. A Praça Padre João Maria, que ainda nem teve concluída sua recuperação, já está de novo depredada e com seus bancos pichados.

Cidadania
Confirmado no Diário Oficial de Natal, edição de ontem, a concessão do título de cidadão natalense ao cantor Raimundo Fagner, em proposição da vereadora Nina Souza. O artista cearense faz shows na cidade dias 15 e 16.

Fenômeno
Ela pulverizou recordes de ícones universais, sua turnê arrebatou multidões, catapultou mercados turísticos e recuperou prejuízos de salas de cinema. Mais ouvida em 2023, Taylor Swift receberá 91 milhões de euros apenas do Spotify.

Kiss forever
A banda de rock americana encerrou seu último show ao vivo exibindo no Madison Square Garden os hologramas do quarteto que seguirão para sempre mantendo o legado Kiss nos palcos. Logo os quatro Beatles também voltarão.

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