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O que a sociedade brasileira espera das reformas de seu país ?”

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ALCYR VERAS
Economista e professor universitário

O tempo passa, governos se alternam. Ao longo de sua trajetória acidentada, há momentos em que o Brasil entra em depressão econômica, e logo depois supera. Há, também, fases em que mergulha em crises político-institucionais, e vai empurrando com a “barriga”.


Mas, todos nós sabemos, há muito tempo, o que vem se passando em nosso país … Desde o homem mais simples, do operário e do trabalhador rural ao doutor.


Ninguém, de bom senso, desconhece que o Brasil precisa, urgentemente, das cinco tão propaladas reformas: Educação, Saúde Pública, Tributária, Administrativa, e Segurança Pública. No contexto sócio-econômico, não há o critério da ordem de importância, porquê todas são prioritárias.


É verdade que o Brasil dispõe de grandes e incalculáveis reservas de recursos naturais. Mas, os recursos naturais, sozinhos, não produzem riquezas econômicas para o seu desenvolvimento (crescer e exportar) e para atender, em primeiro lugar, à demanda interna da população. Para isso, precisamos de tecnologias e inovações. A cada ano, o crescimento espontâneo da população brasileira exige considerável aumento do consumo de alimentos e de novas demandas sociais.


Um dos grandes pecados da atual proposta de Reforma Tributária, por exemplo, é que em certos aspectos, ela prejudica relativa e percentualmente os Estados do Nordeste em relação aos Estados da região Sudeste.
Existe, no Brasil, um insistente vício histórico. Se não, vejamos. Observa-se que, nas últimas quatro décadas, o tamanho do Estado brasileiro (seja federal, estadual e municipal) vem frequentemente aumentando. Como o sistema produtivo, por suas limitações de expansão não gera, em tempo hábil, os empregos que a sociedade precisa, recorrem-se às práticas mais fáceis de aumentar impostos, o que, na maioria dos casos, alimenta indiretamente a própria inflação. As empresas brasileiras não suportam mais o peso das elevadas cargas tributárias.


Sabemos, por outro lado, quanto é difícil para os governantes, forçados pelas limitações do Orçamento Público, cortarem despesas com Educação. Mas, não podemos esquecer que Educação não é gasto e sim investimento. O mesmo se aplica à Segurança Pública.


No rol do cenário político-internacional, o Brasil também precisa avançar e se modernizar. Segundo a conceituada revista internacional THE ECONOMIST, uma das maiores em credibilidade no mundo, apenas 7.8% dos países do planeta vivem em democracia plena. O Brasil está fora desse percentual, pois ocupa a 51ª posição do ranking das 167 nações pesquisadas. Surpreendente, e ao mesmo tempo elogiável, é saber que em todo o vasto continente do território americano, apenas o Uruguai (nosso vizinho) e Costa Rica vivem em estado de democracia plena.


É óbvio que não se pode ter a ingenuidade de pensar em obter soluções imediatas e milagrosas para todos os problemas do Brasil. Porém, é necessário forte comprometimento e começar pelas ações mais simples e não desistir, persistir. A construção de Prédios e Edifícios não começa no topo mais alto de suas torres, pois nascem nas raízes do sub-solo.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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