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ABC, mudar tudo

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Rubens Lemos Filhos

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O ABC terminou 2023 olhando à carranca implacável do fracasso consecutivo e tem mesmo que mudar tudo no futebol. A atmosfera da derrota costumeira ronda os ares do Estádio Frasqueirão e o time precisa ser novo, porque se continuasse o batalhão de perdedores, cairia para a Série D.

Desconheço o técnico Rafael Lacerda. Esperava um nome mais cascudo, malandro, experiente, mas seria injusto lima-lo antes sequer de começar a trabalhar.


A vantagem de alguém rodado é a facilidade de dominar técnica e psicologicamente o grupo, algo que somente Argel Fuchs conseguiu quando não adiantava nada, o ABC já estava sentenciado à terceira divisão.
Pode-se reclamar da ausência de dois jogadores: Fábio Lima, melhor do time nos últimos anos, prejudicado por esquemas retranqueiros dos entregadores de camisa Fernando Marchiori e Alan Aal.

Se a regra vale para todos, que Fábio Lima seja feliz em um time que lhe dê liberdade para fazer sua jogada característica de canhoto, ao partir pela direita, cortar para o meio e soltar a bomba da quina da área.
Matheus Anjos seria mais um apreciável. Sua técnica é nata, seus dribles, encantadores, sua frequência em campo, baixa. Vive machucado e tem traços de irregularidade. Quando esteve inspirado, deixou torcedores e jornalistas boquiabertos.

Não ficam no ABC para o próximo ano: Fabrício, Welinton, Wallace, Jonathann, Matcon Douglas, Fábio Lima, Habraão, Matheus Anjos, Thony Anderson, Afonso, Daniel, Ramon Vini, Nathan Melo, Evandro, Anderson Cordeiro, Gedeílson, Jean Patrick, Jean Martin, Renan Bressan e Genilson, na primeira leva anunciada. Tirando os dois já citados, os outros vão tarde. Ruins.

Surge o porém: a culpa é inteira deles? E quem os contratou, seguirá nesse padrão de uísque feito em feira livre? Jogador só vai ao time quando é contratado e imediatamente o Conselho Deliberativo deve baixar uma norma proibindo a chegada de pernas de pau oriundos do Oeste(SP), celeiro assombroso dos tempos de Fernando Marchiori.

O jovem meia Andrey, revelado pelas bases, está saindo para o Athletico Paranaense. Seriam 700 mil reais que chegariam em boa hora ao alvinegro. Andrey é o exemplo de que, apostar nos meninos é o correto, não jogando-os aos leões, mas transformando-os em base para, junto a contratações certeiras, refazer o ABC que a torcida quer.

Melhores e piores

Meu Google futebolístico, o ex-vice-presidente do ABC, Ricardo Couto me entregou uma estatística para lá de interessante. É o desempenho de todos, simplesmente todos os técnicos do clube nas disputas de Série B desde 2015.


Com 50% de aproveitamento, o longínquo Josué Teixeira lidera o ranking. Gilmar Dal Pozzo e o prata da casa Ranielle Ribeiro atingiram 40%, Argel Fuchs obteve 27,27%. Sérgio China chegou a 26,67%, mesmo percentual do afamado Geninho e do ex-ponta-esquerda do Santos, Márcio Fernandes. Itamar Schulle terminou com 25%.


No pelotão do arrego, embaixo, aparecem Hélio dos Anjos, com 21,21%. A seguir os lanterninhas Toninho Cecílio, ex-zagueiro do Palmeiras, com 5,56%, lastimável e o negativo Fernando Marchiori, empatado em números com Toninho.


Alguns teimosos e metidos a sábios ficam chateados quando digo que Fernando Marchiori foi o coveiro do ABC em 2023. Estão aí os números da Série B.


Marchiori deve ser analisado não apenas como o mau treinador em campo, retranqueiro e depois dispensado por deficiência técnica do Náutico e por problemas pessoais(diz ele), do Sampaio Corrêa.


Marchiori, no ABC, foi um desagregador, autoritário, quis mandar mais do que a diretoria, humilhou Wallyson, foi prepotente, perseguidor de pessoas humildes.
Merecia um 100% negativo, mas vamos em frente. O ABC passou por crises imensas e delas saiu para a retomada de suas glórias. Basta trabalhar com eficiência e sem se deslumbrar com aventureiros.

Dois times A SAF do América é chique. Anunciou sua comissão técnica com 23 componentes, ou seja, mais de dois times, incluindo um imponente head scout. Já pensou o sujeito na paquera e a gata pergunta: “o que você faz” e ele, alisando a gravata: “head scout”. Puro ou com gelo?

O que é Segundo o Jornal Lance, o head scout “é o responsável direto pelo setor de busca de jogadores e mapeamento de mercado na procura de possíveis alvos que se encaixam para o clube.”

Tem mais “Além disso, o funcionário também se comunica com profissionais do mercado com o intuito de fazer os primeiros contatos – mas não necessariamente faz as contratações, isso depende das atribuições do dia a dia de cada instituição.” Estafeta de luxo, ficaria mais adequado.

Ejaculação precoce É o Vasco matando sua torcida que sofre com jogos entrando pela madrugada. O Vasco voltou à vizinhança da UTI da Série A, levou passeio do Corinthians(2×4) em casa e enfrentará sequência final indigesta, contra Grêmio(fora) e Bragantino(em casa).

Trapalhões No Facebook fizeram enquete sobre o melhor técnico para a seleção. Votei em Didi Mocó (Renato Aragão). Ele sabe como ninguém, cuidar de Trapalhões. Pior seleção da história.

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