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Confissões de uma senhora

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Rubens Lemos Filho

Odeio o feminismo de passeata. São rebelbes da revolta. Tão feinhas elas. Odeio clichês. Adoro amar. Submissa ou dando ordens. Te mando este -email na absoluta confiança de que mereces compartilhar minha confissão.

Pois bem. Sou uma amante. Sou uma flor sem jardim, sou aquela, a dos gestos recebidos em carícias e devolvidos em delícias. Desde minhas ancestrais, nossa família é a outra titular na vida deles.
Minha tataravó – Deus a tenha – tornou-se escrava de prazer de um homem máximo, do qual não podia se desgrudar. Minha tataravó o amou e foi correspondida. Ainda que a outra, a segunda.

Mal sabem as titulares de vestido e cartório que temos um feitiço. Os homens contemplam nossa nudez com o encantamento das paixões sem regras.

Deixemos minha tataravó em paz, ela que sempre teve razão e gozou como ninguém em seu objeto companheiro. Um negro, supremo entre os absolutos, cuja virgindade foi perdida para ela, minha tataravó, nos escandinavos suecos.

Minha tataravó exibia formas não formosas. Roliça, de uma morenice puxada à anemia. Era feia. E fazia adorá-la os homens que a cercavam. Com esse biótipo assustador, minha tataravó nunca deixou de ser abordada, de levar cantada e ir para cama, somente com aquele que escolheu seu macho número 1.

Minha bisavó falava pouco sobre qualquer assunto. Apenas movia o ouvido ao rádio quando mencionado o nome de um senhor bigodudo, que logo a seduziu em reciprocidade. Senhor Rivelino Reizinho.

Prefiro esquecer o que minha avó passou. Foram tantos visitantes variados, de estilos diferentes e aderentes, todos súditos, inertes e a beijá-la na boca ao tê-la às mãos.

Daí, senhor jornalista, minha coragem em tornar público o meu amor intenso, imenso e eterno pelo argentino Messi. Ele é o meu melhor, não homem do mundo. Messi é limpo e sexy a seu jeito. Ao meu, sobretudo.

Tomara que minha tataravó nunca me pragueje ou marque obsceno em meu confessionário. Minha tataravó era amante fiel de Pelé. Não conta a ninguém, por favor. Vou procurar Messi. Ele me entende, me suga, me consome. E eu a ele, melhor do planeta, melhor de mim. Com carinho e tesão, me chamo bola.

Lionel Messi

Padrinho
O ABC, consta nas contas, dispõe de 130 funcionários. Poucas prefeituras contam  tamanho contingente. O ABC é um padrinho. Um pai perdulário.
Sócio
O ABC quer ampliar o número de associados. Sugiro vários pontos de venda, torcedor altamente satisfeito com o clube: Feira do Alecrim, Praia dos Artistas, Cidade Nova e Guarapes. Pode ir também às filas de supermercado, onde o ABC é dissecado vivo.
Treze Despreocupado quanto à Série C e tapetões, o Treze(PB) contratou nove jogadores para a temporada 2020. Estão nem aí para recurso.

Super Matutão

Inscrições para o Super Matutão, campeonato interiorano promovido pela Federação, terminam hoje. Retardatários podem ligar para 99350106 ou 32116717.
Resenha
Nada é melhor do que resenha de boleiro. Na inauguração da Arena José Rocha, do América, o papo rolou solto entre as cobras criadas. Uma das melhores histórias  teve Carioca de protagonista. Carioca foi um meia de estilo clássico, armador cerebral, excepcional coordenador de meio-campo.
Visão do inferno
Em 1998, o América não fez uma boa campanha na Série A, mas venceu o Cruzeiro de Belo Horizonte no Mineirão por 2×0, dois gols de pênalti, dois gols de Carioca. Diante de Dida, da seleção brasileira, botou a bola na marca do pênalti e encarou o gigante que quis intimidar: “Bora, olhos nos olhos! “. Assustou-se com a encarada. A visão estrábica de Carioca o confundiu. Carioca  bateu com suavidade  no canto direito. Dida nem viu.
Zarolho
Mais uns minutos  e o ponta  Biro-Biro avançou pela esquerda.  Foi  derrubado. Carioca, novamente, se apresentou. Dida se irritou: “Taquipariu, lá vem o zarolho de novo.” Carioca meteu no ângulo direito  e decretou os 2×0. Dida praguejou: “Seu zarolho, devia ser proibido você bater pênalti”.
Raissa A escolha de Raissa Rodrigues para a comunicação do América foi um golaço. Larissa conhece os caboclos da aldeia, tem uma capacidade de formulação gigante, um poder de análise privilegiado e vai unir o amor ao clube ao profissionalismo. Eis um acerto do presidenciável Leonardo Bezerra, cada vez mais próximo do comando do clube.
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