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Sol vermelho

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Dane-se o frangaço do goleiro Camilo, do Santa Cruz. O América conquistou o bicampeonato potiguar sem derrotas porque foi pragmático. Jogou o necessário para alegrar sua torcida com o gol de Salazar quando todo mundo esperava os pênaltis.

Lembrei-me de um filme antigo, faroeste espaguete estrelado por Charles Bronson, em que ele, o herói casca grossa, pouco fala e faz o suficiente para se sair bem no final da trama. Bronson, em Sol Vermelho, é o líder de uma gangue sanguinária e supera os aliados depois adversários com a frieza que lhe é peculiar.
O céu em Natal é vermelho. Sem maiores emoções como no tetracampeonato de 1982, coroado de craques, o América teve em Souza o seu referencial, ele o melhor jogador do campeonato. Lamento informar que, nos anos 1980 e 1990, Souza seria reserva de qualquer meio-campo formado pelo América.
O céu em Natal é vermelho, raiz da chama rubra vibrante que conseguiu em boa parte acompanhar o time a Ceará-Mirim para empurrá-lo até o topo. O América é bicampeão com justiça. Não esquecer uma faixa para Camilo.

ABC

A volta ou não volta do dirigente de futebol Gustavo Cartaxo é a mais nova minissérie do ABC. Gustavo Cartaxo deixou Natal e ganhou musculatura, experiência e nem pode ser comparado a antecessores próximos e aos seus sucessores.
No ano passado, Gustavo Cartaxo mergulhou no inferno astral a partir da perda do campeonato potiguar e da sua relação bem próxima com o grande culpado pela crise – Fernando Marchiori, que culminou com sua demissão.
Além de cartola, Cartaxo é amigo pessoal do presidente Bira Marques e, se não vinha fazendo um trabalho excepcional, é muito melhor do que todos os Saltons e Segurados trazidos.
Se chegasse agora, Gustavo Cartaxo carregaria o peso da responsabilidade única, sem direito a equívocos. O ABC joga daqui a uma semana contra a Ferroviária(SP) lá dentro, é uma arapuca.
O clube segue contratando, trouxe o lateral-direito Felipe Albuquerque e o meia-atacante Gabriel Santiago, da Inter de Limeira e da Ponte Preta, respectivamente. Ocorre que o ABC precisa dispensar o excedente ara poder suprir a vaga.
Para a estreia, os torcedores estão apreensivos, pois o adversário é arisco em seu campo e vai estrear dois meias experientes: Juninho, da Inter de Limeira e Zé Mateus, cujo último clube foi o Brusque de Santa Catarina em 2022.
O ABC está com uma tampa e dez garrafas. Todo o planejamento para 2024 ruiu por incompetência interna. Se renovarem com aquele zagueiro Augusto, é sinal de que não estão nem aí. O cara é jogador de totó.

Reforços O camisa 10 do Santa Cruz, Vitinho, joga de olhos fechados no ABC. É melhor que todos na posição. Da mesma forma, o centroavante Paulinho.

Futsal O futsal do América, em preparativos para o Campeonato Brasileiro, fez bonito em amistoso contra o Sport em Recife e enfiou 4×2, três gols de Dedê e um do goleiro Rapadura. Ontem, o América, treinado pelo ourives Roberto Pereira, derrotou o Náutico por 3×2, marcando o goleiro Rapadura, Dedê e Betinho.

Bom sinal Os primeiros resultados demonstraram que a equipe tem personalidade, vai pra cima de qualquer adversário – jogue em casa ou saia para enfrentar os concorrentes.

Não manda O presidente do Vasco, Rainha da Inglaterra Pedrinho, soltou os cachorros em cima do grupo 777, dono da SAF. Pedrinho não é consultado para nada e afirmou que discorda do acordo em vários itens. O Vasco é cadáver insepulto.

Geovani Melhor meia da segunda metade dos anos 1980, Geovani do Vasco recebeu alta do hospital em Vitória(ES), onde estava desde 12 de março devido a complicações intestinais. A fé do Pequeno Príncipe é admirável.

Diá De todos os que vieram para o futebol potiguar do ano passado para cá, quem tem a competência de Diá? Nenhum. Problema é que Diá não valoriza sua imagem.

Série E O Santa Cruz de Recife está liderando um movimento para que seja criada a Série E. Com base no ranking nacional de clubes. Daqui a pouco será o alfabeto inteiro. De mediocridades.

Moacir perdeu O treinador Moacir Júnior, ex-ABC e América e hoje no Botafogo(PB) perdeu as quartas da Copa do Nordeste após ser derrotado nos pênaltis para o CRB após empate em 0x0. Mas a prioridade, diz Moacir Júnior, é o campeonato estadual, conforme ratificam os dirigentes do clube.

Saudade No dia 12 de abril de 1970(faltavam quatro meses para eu nascer), Alberi deu show no Estádio Juvenal Lamartine abarrotado por 6.717 torcedores. Alberi fez os dois gols da vitória sobre o América pelo campeonato local e sal nos braços do povo. Alemão descontou para o América

Times ABC: Erivan; Otávio, Edson, Josemar e Marinho Chagas;William, Correia e Alberi; Zezé(Maia), Petinha e Burunga. Técnico: Caiçara. América: Varlindo; Nino Cláudio, Fernando(Lolô) e Newton; Déo, Gobat e Talvanes; Bagadão(Bazinho), Alemão e Lia. Técnico: Oziel Lago.

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