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Sem astrolábio

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Vicente Serejo
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Passou a ser tão natural o mau exemplo na política brasileira que se transformou numa má escola para os novos pelas deformações imperdoáveis. Claro que não se pode transformar a política em templo sagrado, mas, nem por isso, há de ser um altar profano e sobre o qual tudo possa ser praticado livremente. É da política o sonho da vitória sobre os adversários, desde que se tenha, por ser parte da sua natureza, a noção saudável do limite ético na representatividade da vida pública.


Ninguém pode exigir e esperar da política um lugar de pureza se o próprio ser humano não é puro. Mas, nem assim, é aceitável que se possa exercê-la sem compromissos com a sociedade que elege cada um dos seus representantes. A vida pública também é feita de planos e contraplanos, freios e contrapesos, coerências e incoerências. Desde que cada coisa tenha seu bom limite, sob pena de abrir mão dos seus próprios ritos. E sem ritos qualquer atividade coletiva fere a sua ética.

PALCO

NOMES – A julgar pela planilha de candidatos a prefeito, na Folha, Natal terá cinco nomes na chapa: Carlos Eduardo Alves, Joanna Guerra, Natália Bonavides, Paulinho Freire e Rafael Motta.

PADRÃO – Nenhum jornal bateu a qualidade da Folha de S. Paulo na cobertura da fuga dos dois bandidos do presídio de Mossoró, com infográficos e detalhes. Jornalismo no velho e bom padrão.

ELES – Traçada a rota dos autoritarismos: Narendra Modi, Índia; Viktor Orbán, Hungria; Donald Trump, EUA; Jair Bolsonaro, Brasil; Naubi Bukele, El Salvador; e Daniel Ortega, na Nicarágua.

CRIVO – A seleção, segundo a Folha de S. Paulo, partiu de um critério rígido: a partir dos que vigiam e oprimem a vida dos cidadãos, praticam a intolerância e exorbitam no exercício do poder.

SAUDADE – Neste 29 de fevereiro que só ocorre nos anos bissextos, Haroldo de Sá Bezerra faria 88 anos. Um grande companheiro de muitas viagens que ensinou a este cronista a olhar o sertão.

OLHO – Alberto Bezerril, um olho sempre atendo, corrige: Monsenhor Expedito Medeiros Sobral e não Bezerra. E cobra: o trade oficial passeia em Portugal e os turistas são esfaqueados em Natal.

POESIA – Do poeta Bosco Lopes em ‘Corpo de Pedra’, tangido pelo vento terno das lembranças em busca da infância perdida: “Quando a seca verde / assolava o sertão / meu avô plantava sonhos”.

HUMOR – De Nino, a carne cansada e a alma macerada pelos anos, ao ouvir, como versos de uma toada antiga, os gemidos de um amigo vivendo uma paixão tardia: “Namoro de velho custa caro”.

CAMARIM

EQUIPE – O governo Diocesano de Dom João Santos Cardoso já tem nomes: o vigário episcopal é o padre Roberlan de Oliveira Gomes. Vigário para instituições sociais, Robério Camilo. Vigário da administração, Valdir Cândido de Morais. Vigário para a vida religiosa, Maurício Martins Neto.

AINDA – Vigário metropolitano, José Valquimar Nogueira. Vigário interiorano, José Silvio de Brito. Reitor do Seminário Diocesano, Josivaldo Félix de Lima. E nomeou os ainda os vigários para as quatro zonas de evangelização da Arquidiocese de Natal. Foi grande a renovação de nomes.

GESTO – Os restos mortais de Henrique Castriciano foram trasladados do cemitério do Alecrim para a matriz de Macaíba. Gesto de grandeza do professor e imortal Armando Holanda. Repousam, para sempre, ao lado dos restos mortais da sua irmã, a grande poetisa Auta de Souza. Uma santa.

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