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Tecnologia de ponta: o custo de criar e manter

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Cassiano Arruda Câmara

Criado há 14 anos, e funcionando efetivamente desde 2011, o Instituto Metrópole Digital já se firmou como um polo de empresas de Tecnologia da Informação no Rio Grande do Norte, contando em seu parque tecnológico com 106 empresas, que geram 2.500 empregos diretos.


Na opinião do seu criador, o professor Ivonildo Rego, isso está sendo possível, dentre outros fatores, graças a uma forte estrutura de formação que vai do nível técnico ao doutorado e atende 3.500 estudantes.


Mas esta história de sucesso está ameaçada de continuar nesse ritmo de desempenho. Na hora de receber novas empresas de tecnologia – nacionais e internacionais – para dobrar os atuais postos de trabalho em cinco anos, e chegar à meta dos cinco mil empregos, precisa crescer sempre.


Este é o desafio: ou amplia a estrutura física que dispõe, ou abre mão do próprio crescimento, depois de superar a sua fase mais difícil, que foi essa de implantação. Crescer, para quem trabalha com tecnologia de ponta, é sinônimo de sobreviver.


Diante deste novo desafio, o Instituto Metrópole Digital busca um caminho diferente daquele que caracterizou nossos órgãos públicos, viciados em ficarem esperando as verbas de Brasília.


Esta é a razão do lançamento desta campanha, iniciada junto à bancada federal do Estado, com o objetivo de dobrar sua própria estrutura física e permitir o crescimento das atividades do parque tecnológico – para atingir o número de 150 empresas – viabilizando projetos em parceria com “big techs”, além da criação de novos cursos que devem aumentar para quatro mil o número de alunos matriculados.


A campanha está lançada por quem tem experiência e conhecimento na gestão de entidades deste porte e sabe que, dos atuais gestores, não se pode mais admitir a antiga atitude contemplativa, deixando as coisas acontecerem sem a ação proativa de quem tem a responsabilidade de comandar o processo.

UNIVERSIDADE E EMPRESA

A integração entre universidades e empresas é uma prática que se desenvolveu ao longo do tempo, a partir dos Estados Unidos. Lá, a interação entre universidades e empresas começou a se intensificar no século XX, com um aumento significativo durante e após a Segunda Guerra Mundial.


A Lei de Patentes de 1980, também conhecida como “Bayh-Dole Act”, incentivou ainda mais essa colaboração no mundo todo, permitindo que as universidades conquistassem os direitos de propriedade intelectual de pesquisas financiadas pelo governo. O limite da Universidade passou a ser o limite do conhecimento.


No Brasil, a aproximação entre universidades e empresas ganhou destaque a partir dos anos 1990, com a promulgação da Lei de Inovação (Lei nº 10.973/2004) e a criação da Agência Brasileira de Inovação (FINEP). Essas iniciativas buscaram estimular a pesquisa científica e a inovação tecnológica, promovendo parcerias entre o setor acadêmico e o empresarial.


O crescimento das atividades do parque tecnológico – para que chegue ao número de 150 empresas – indispensável a impulsionar projetos em parceria com “big techs”, além da criação de novos cursos, até aumentar para 4 mil o número de alunos matriculados.

VOZ DE COMANDO

O diretor do Instituto Metrópole Digital, Ivonildo Rego, oitavo Reitor da UFRN (1995 – 1999), é peça importantíssima nessa mudança da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, levando sua imagem de bom gestor, credibilidade na comunidade universitária e habilidade para comandar a mudança no próprio modelo de universidade depois de anos preparando mão de obra para as carreiras tradicionais, e atender novas gerações que já não sonham com emprego público para fazer a opção por empreender.


O fato de ter uma ampla visão da própria instituição e contatos na alta administração da educação nacional, são credenciais para Ivonildo comandar o processo de mudança e oferecer respostas para suas próprias demandas.
Ele conta que a carência de espaço para o Instituto manter o rápido crescimento das suas atividades. “O IMD foi criado para abrigar cursos técnicos, uma graduação e uma incubadora de empresas. Hoje também temos três mestrados, um doutorado, 3 várias especializações e um Programa de Residência em Tecnologia da Informação”, explica o diretor.


E essa opção por ocupar um novo patamar, em que o IMD inserido numa vanguarda de Tecnologia da Informação, sempre a exigir prontas respostas. Não dá para ficar parado.

NOVO DESAFIO
O Instituto Metrópole Digital se tornou, em menos de duas décadas, força motriz da economia digital do RN. Desenvolveu tecnologias para inúmeras empresas locais, nacionais, e até internacionais. Por isso, necessita de mais espaço físico para sobreviver.


Criado com o objetivo de desenvolver um polo de empresas de Tecnologia da Informação no Estado, o Instituto vem cumprindo sua missão. Seu parque tecnológico reúne 106 empresas, que geram 2.500 empregos diretos. Tudo isso foi possível, dentre outros fatores, graças a uma forte estrutura de formação, que vai do nível técnico ao doutorado e abriga cerca de 3.500 estudantes.


Essa história de sucesso está exigindo um segundo capítulo, que consistirá em atrair mais grandes empresas de alta tecnologia – nacionais e internacionais – para dobrar os postos de trabalho que oferecerá em cinco anos, chegando ao número de 5 mil empregos.


O desafio do momento é dobrar sua estrutura física que atingiu o limite máximo e a vinda de novos parceiros só se fará com o aumento da área, condição indispensável para atração de empresas que exigem proximidade física com o campus.

Os artigos publicados com assinatura não traduzem, necessariamente, a opinião da TRIBUNA DO NORTE, sendo de responsabilidade total do autor.

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