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“Com a IA, avançamos para além do aprendizado individualizado”, diz presidente do grupo Ser Educacional

O presidente do Grupo Ser Educacional, Jânyo Diniz, veio a Natal, nessa semana, para inaugurar a nova unidade da centro Universitário Uninassau e destacou os avanços tecnológicos no setor, enfatizando a importância da tecnologia e da Inteliência Artificial para maior qualificação profissional no ensino superior e como a pandemias da covid-9 impulsionou essa transformação. Ele defende o ensino à distância com o modelo virtual, mas pondera que os resultados também depende do interesse da dedicação do aluno.

Jânyo está à frente da empresa desde 2003 e, nesta entrevista, reafirma os ideais do Grupo Ser e os fatores que contribuíram para a empresa ampliar seus negócios na capital potiguar. A UNINASSAU está em Natal desde 2008, quando o Grupo Ser comprou a faculdade CDF, à época com cerca de 500 alunos distribuídos em 4 cursos.

A Uninassau está sendo ampliada em Natal. Quais fatores contaram para o grupo investir nessa ampliação?
A UNINASSAU começou em Natal em 2008, quando nós compramos uma faculdade chamada CDF, e de lá para cá, nós temos investido em infraestrutura e desenvolvemos novos cursos. São 14 cursos, e vários cursos da área de saúde que demandam clínicas, então a ideia de ir para essa nova unidade é que a gente consiga oferecer para os alunos uma estrutura com mais comodidade, com mais conforto, e uma biblioteca mais ampla. Todas as clínicas que hoje não funcionam dentro da antiga unidade, elas virão para cá e funcionaram aqui dentro, como as clínicas de odontologia, de psicologia, de fisioterapia, entre outras clínicas, como a de veterinária que já foi iniciada, já está inclusive atendendo. (…) Nós concentrarmos no prédio salas de aula, biblioteca, laboratórios de última geração, necessárias para atender o aluno com conforto sem que ele precise se locomover para outros lugares.

Além da estrutura física, há ampliação para além dos cursos tradicionais?
Sim, estamos avaliando os cursos, em concordância com o objetivo da instituição de ensino da UNINASSAU de preparar profissional para o mercado de trabalho, (de forma) que ajude no desenvolvimento local, com os alunos inseridos na sociedade local, a cultura e desenvolvimento da mão de obra local. (…) Nós analisamos todo tempo cursos novos que demandam de formação profissional. E sim, possivelmente iremos lançar cursos novos, principalmente na área de saúde.

O que se espera com essa expansão?
O esperado é que a gente consiga oferecer uma estrutura com mais comodidade, com mais conforto… Poder concentrar todas as atividades aqui, inclusive as clínicas e todos os laboratórios, claro, além de ter espaço para os alunos. A gente está em crescimento aqui em Natal hoje e somos referência, uma das maiores do estado. E nós precisamos ter espaço para atender os alunos de um mercado que é comprovado e os números mostram isso, que (a educação) é fundamental no desenvolvimento social e é o único veículo de mobilidade social. Então, a nossa expectativa é atender esses novos alunos que virão à UNINASSAU.

A presença da empresa está sendo ampliada em outros estados?
Sim, nós temos unidades sendo abertas em outros estados. Por exemplo, nós estamos com unidades que estão começando agora em Porto Alegre, em Florianópolis, em Macapá, no Maranhão. (…) O Grupo Ser está sempre renovando e interiorizando o que é mais importante, e é exatamente isso que a gente faz: procurar o espaço onde é necessária formação profissional para ajudar no desenvolvimento da região.

Nos últimos anos, especialmente com a pandemia da Covid-19, o setor educacional foi impactado. O grupo Ser sentiu esse impacto, financeiro, por exemplo? Como foi a recuperação a ponto de hoje expandir os negócios?
A pandemia foi bem difícil para todos. Houve uma mudança do aluno do ensino presencial para o ensino a distância. No entanto, nós fomos no Brasil a primeira instituição de ensino a oferecer para o aluno a mesma rotina que ele tinha após o fechamento das instituições. (…) Cinco dias depois nós já estávamos com os alunos tendo aula na mesma rotina que tinha antes, com a mesma turma, mesmo professor e no mesmo horário assistindo às aulas. (…) Nós também mudamos o modelo para que nossos alunos tivessem aulas práticas. Então os nossos alunos, durante todo o ano em que as instituições ficaram fechadas, tiveram os seus currículos acontecendo normalmente, sem atraso à formação de nenhum de nossos alunos.

A educação, como um todo, foi obrigada a passar por mudanças no formato de ensino e inserção de tecnologias. Como foi e está sendo essa mudança na Uninassau?
Quando a gente fala de tecnologia, nós somos uma instituição inovadora. Nós começamos em 2017 uma mudança no nosso modelo, uma transição digital, pra gente poder oferecer para o aluno um projeto que oferece conteúdos disponíveis nas nossas salas de aula, que em sua grande maioria possui câmeras que possibilita a aula de ser transmitida ao vivo. Temos todo o conteúdo disponibilizado de forma virtual, possibilitando ao aluno a opção de tudo o que ele precisa fazer, ele possa fazer de casa. É a nossa ideia de que o aluno não perca tempo vindo até a faculdade, se não para estudar, ir para a biblioteca, ir para as aulas práticas ou ir para os campos de prática socializada. Ele tem que ter tudo de tecnologia disponível para ele.

O senhor considera positivo o impacto do ensino online na formação dos profissionais?
Hoje com a inteligência artificial nós estamos avançando muito mais para além dessa ideia de aprendizado individualizado, de ajudar o aluno como se ele tivesse um tutor exclusivo. Então hoje ele não precisa mais esperar dois dias para falar pessoalmente, a inteligência artificial já ajuda ele naquele momento e ele já vai tirar as dúvidas. O aprendizado do ensino a distância assíncrono ele pode ser muito bom, mas tudo depende do perfil do aluno ou do profissional, então, se o aluno quiser, ele vai ser bom no ensino a distância ou no ensino presencial. A grande diferença é que o ensino a distância exige uma dedicação do aluno muito maior, uma força de vontade, uma disciplina, que no ensino presencial não precisa tanto, porque ele tem uma turma de colegas ali do lado dele, incentivando e tem todo dia um professor que cobra dele. O aluno que escolhe o ensino a distância, ele tendo um bom perfil de estudante, ele vai ser tão bom ou melhor profissional do que o aluno do ensino presencial.

Nos últimos anos o grupo fez aquisições e obteve crescimento. Quais os planos daqui para a frente?
Nós estamos em processo de expansão. A gente acredita que o modelo da educação mudou, hoje o profissional quer estar mais perto de casa, ele quer fazer um percurso mais curto. Ele quer fazer um curso voltado para atender a necessidade do mercado dele, ele quer ser empreendedor. Todos os nossos conceitos focam muito no empreendedorismo, a gente tem uma disciplina que trabalha muito na formação profissional, na orientação para o empreendedorismo, na orientação para o desenvolvimento. Nosso objetivo é atender a demanda que o mercado atual exige. Com um modelo que atenda a necessidade do mercado, não mais aquilo que foi desenvolvido no século passado..Então o que a gente está trabalhando aqui é no fortalecimento do nosso ecossistema para atender o aluno e o profissional por toda a sua vida.

QUEM É?
Jânyo Bezerra Diniz é formado em Engenharia Mecânica e pós-graduado em Engenharia de Produção pela Universidade Federal de Pernambuco, mestre em Administração pela Universidade da Amazônia. Atua como presidente do grupo Ser Educacional desde 2003 e é como Presidente do Instituto de Pesquisa UNINASSAU. É presidente da Ser Educacional desde quando a instituição, um dos maiores grupos de ensino do Brasil, era apenas a Faculdade Maurício Nassau, de Recife – fundada em 2003, já com Diniz no comando. Em 2013 veio a abertura de capital na bolsa. Hoje a Ser está presente em todos os estados brasileiros.

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