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Interdição de Malembá causa prejuízo ao setor de turismo, avalia presidente do Sindbuggy/RN

O presidente Sindbuggy/RN, Hertz Medeiros, afirmou que a interdição do trecho da praia de Malembá que leva à praia de Pipa está causando prejuízo ao setor de turismo. Nesta segunda-feira (10), em entrevista ao Tribuna Livre, da Jovem Pan News Natal (93,5 FM), o representante da categoria destacou a falta de comunicação ao fechar a principal rota turística para o litoral sul do Rio Grande do Norte.

Na última quinta-feira (6), o trecho da praia de Malembá foi interditado por causa do impacto ambiental que o tráfego de veículos causa na área. De acordo com o inquérito do Ministério Público Federal (MPF) e o Conselho Gestor da APA Bonfim Guaraíra, consta a justificativa da decisão: “trânsito de pessoas e veículos, especialmente os off-road, 4X4, entre outros, causam alterações e riscos de eventuais interrupções no processo reprodutivo e de desova de tartarugas marinhas”.

No entanto, o presidente do Sindbuggy/RN afirmou que não houve comunicação de que a interdição seria feita. Para Hertz Medeiros, o impacto da restrição sem aviso prévio afetou diretamente a comunidade de Tibau do Sul, aquaviários, guias, agências de passeios, restaurantes e comércios que dependem da rota. O trajeto era feito por dentro de um loteamento privado, ao fim da estrada asfaltada. No local, existe uma cerca que impede a passagem. “Falta de comunicação entre o mundo jurídico, a prefeitura e a iniciativa privada”, afirmou o representante da categoria.

Hertz ainda relembra que não é a primeira vez que o trecho é pautado em questões ambientais: “A primeira medida foi do Ministério Público Federal, em 2019, sobre essa questão das tartarugas. Colocaram algumas placas, mas não teve fiscalização dessas áreas. Então, ficou esse tempo todo aberto e todo mundo passa, seja que carro for”.

A região é conhecida como principal ponto para desova das tartarugas. Hertz explica que os animais percorrem o cordão dunar que leva a um manguezal, sendo o caminho natural para o fim do ciclo reprodutivo dessa espécie.

Medeiros ainda afirma que a categoria concorda com as medidas de proteção ambiental. O presidente do Sindbuggy ainda explica que para trafegar nessas áreas restritas, quando a maré está mais cheia, é necessário um veículo de maior tração, no caso 4×4. Já os buggys, estão centralizados nas dunas. Ele avalia que as medidas precisam ser dialogadas antes de serem tomadas: “Que não traga prejuízo. Só se preserva o ambiente, se a sociedade seguir essa proteção. Na hora que a sociedade ver que está tendo prejuízo com isso, ela não vai preservar”.

Hertz adiantou que está em contato com o proprietário do loteamento para abrir um acesso pelo terreno para ter acesso à praia. “O que não dá é para impedir o acesso dos bugreiros, que dependem das dunas, e de pessoas que saem de Natal para ir para Pipa que passam por esse trajeto”.

Dali, o turista pegaria a balsa para ir para Tibau do Sul. De acordo com Hertz, as pessoas estão pegando direto para o município e evitando o trajeto litorâneo que passaria por Natal, Parnamirim, Nísia Floresta, Georgino Avelino e por fim Tibau do Sul.

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