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Postos aplicam reajuste e preço da gasolina vai a R$ 5,99 em Natal

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Bastou Natal figurar com o 3º menor preço médio de revenda da gasolina comum entre as capitais do País, para os valores voltarem a disparar nos postos. Nesta terça-feira (5) os motoristas da capital potiguar se surpreenderam ao pagarem até R$ 5,99 pelo litro da gasolina, sem qualquer aviso prévio, o que representa um aumento médio de 60 centavos sobre o que era praticado. O reajuste ainda está muito acima dos 10 centavos anunciados na semana passada aos revendedores pela 3R Petroleum, empresa que comprou a refinaria potiguar Clara Camarão.


A pesquisa semanal realizada pela Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), no período de 26 de novembro ao dia 2 deste mês, apontou que a capital potiguar apresentou o 3º menor preço médio de revenda da gasolina comum com o valor de R$ 5,28 por litro.


“Isso pode ter sido influenciado, principalmente, pela queda de preço do petróleo, tanto no mercado nacional quanto internacional, além do aumento na produção. Também pode estar associada a entrada da alíquota única e fixa do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS)”, analisou o economista Janduir Nóbrega.


Essa regra do ICMS entrou em vigor em junho deste ano, momento em que a cobrança passou a ser de R$ 1,22 por litro em todo o país.


Contudo, a constatação da Agência pode mudar depois dos aumentos desta terça. Foi o que observou o motorista Christian Cavalcante, de 25 anos. “Ontem mesmo eu abasteci com gasolina por R$ 5,19 e hoje me deparei com o valor de R$ 5,99. Eu tinha voltado a abastecer com gasolina porque não estava mais compensando, mas agora já retornei para o álcool pra ver se equilibra”, disse ele.


Já o outro motorista, Eduardo Araújo, de 27 anos, diz que percebeu as maiores altas nas regiões Leste e Sul de Natal, onde diversos postos mudaram os preços da gasolina para R$ 5,99. O diesel também sofreu alteração passando para valores acima dos R$ 4 em alguns estabelecimentos. “A gente que trabalha com transporte de passageiros já vive em busca de melhorias para que os nossos custos diminuam, mas aí vem um aumento desses que prejudica nossa atividade”, declarou.


A saída dele é mudar o tipo de combustível ou procurar aqueles que ainda estão com preços mais acessíveis, como um posto na zona Oeste da cidade, onde o valor da gasolina estava em R$ 5,07, o que representa uma variação de 92 centavos entre esse e os mais caros.


Essa mudança ocorreu sem que a Petrobras anunciasse qualquer aumento desde outubro passado. Conforme divulgado no último dia 1º, a companhia vende a R$ 2,71 o litro da gasolina na refinaria de Fortaleza/CE e a R$ 2,70 em Cabedelo/PB.


Enquanto isso, no Rio Grande do Norte, a refinaria Clara Camarão, da 3R Petroleum, promoveu uma variação nos preços durante novembro, que começou com valores iguais aos da Petrobras, chegou a diminuir para R$ 2,69 e na última semana do mês reajustou para R$ 2,79.


Nelio Wanderley, diretor especializado em gestão do mercado de combustíveis, relembra que no RN, a 3R é independente da prática de preços da Petrobras e, por isso, reajusta seus preços semanalmente. “Ela segue seu custo interno e externo pois o petróleo refinado segue a variação de preços internacionais e dolarizados. As Distribuidoras de combustíveis e os Postos Revendedores são meros repassadores de custos, para cima ou para baixo, de acordo com os preços recebidos dos produtores”, complementa.


O presidente do Sindicato do Sindicato do Comércio Varejista de Derivados de Petróleo (Sindipostos/RN), Maxsuel Flor, explicou que a entidade não controla e nem acompanha questões de precificação. “Mas tivemos um reajuste do grupo 3R na semana passada, que pode ter sido um gatilho para esses aumentos”, avalia.
Além disso, ele diz que os revendedores continuam se dividindo entre os que compram em outros estados e os que abastecem seus estoques pela refinaria Clara Camarão, que se estiver com os preços mais competitivos não dá conta de atender toda a demanda.


Por isso, Maxsuel prevê que a expectativa é os preços se equilibrarem na mesma margem na medida em que os estoques dos que ainda conseguem fazer preços menores acabar. “A gente depende de onde as distribuidoras disponibilizam seus estoques. Logicamente que, onde está mais barato, a tendência é do estoque acabar antes. E aí temos que comprar mais caro, onde o estoque está disponível”, explicou o presidente do Sindipostos/RN.

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