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Previsão é de alta para a inflação, mas nem tanto

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Embora controlada e bem longe dos 2.477,15% registrados em 1993, antes do Plano Real, a inflação vem subindo este ano e tem sido acompanhada de perto pelo Governo Federal. Na última semana, o Banco Central elevou a previsão de inflação para 2014 que havia sido divulgada em março, de 6,1%, para 6,4%. Para especialistas, a tendência é que a inflação se mantenha no patamar de 6% nos próximos anos.

#SAIBAMAIS#“Acho que em 2014 e em 2015, a inflação vai ficar nesse patamar de 6%”, diz o economista e chefe do IBGE, Aldemir Freire. Como estratégia para conter a inflação, ele acrescenta que seria “temerário” aumentar a taxa de básica de juros, que em maio deste ano sofreu reajuste e encontra-se em 11%.

“Aumentar mais [a taxa de juros] é um custo muito alto a pagar para que se reduza a inflação a 4,5%, que o centro da meta. O custo social é muito alto, vai precisar gerar desemprego significativo. Temos gargalos, mas a melhora de infraestrutura, da oferta agrícola e de bens e serviços é o caminho. A inflação não vai disparar. É tentar fazer um aumento de oferta, não uma retenção de demanda”, defende Aldemir Freire. “Talvez em 2016 a inflação regrida um pouco mais”, acrescenta.

O supervisor técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos do RN (Dieese/RN), Melquisedec Moreira, destaca que a preocupação deve se voltar para manter empregos e expandir renda e salário mínimo. “Não existe país desenvolvido no mundo que ao possibilitar expansão de renda per capita não tenha experimentado pressão no preço relativo dos serviços”, afirma.

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