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Taxa de desemprego fica em 7,6% e País atinge recorde de ocupação

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O mercado de trabalho manteve a tendência de melhora em outubro. A taxa de desemprego caiu de 7,7% no trimestre terminado em setembro para 7,6% no trimestre encerrado em outubro, menor resultado desde fevereiro de 2015. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) divulgados nesta quinta-feira (30), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).


Se considerados apenas trimestres encerrados em outubro, a taxa de desemprego é a mais baixa desde 2014. Em apenas um trimestre, mais 862 mil pessoas passaram a trabalhar, totalizando um recorde de 100,206 milhões de trabalhadores ocupados no País. Ao mesmo tempo, 261 mil brasileiros deixaram o desemprego. A população desempregada desceu a 8,259 milhões, menor patamar desde abril de 2015. O total de inativos também diminuiu no trimestre, menos 228 mil pessoas nessa condição, totalizando 66,641 milhões fora da força de trabalho.


“A força que o mercado de trabalho vem mostrando ao longo do ano é reflexo dos dados de atividade econômica, que vieram mais fortes que o esperado no primeiro semestre. Acreditamos que a economia vai desacelerar à frente, mas esse movimento não deve fazer a taxa de desemprego subir de maneira significativa. Nossa previsão é que a taxa de desemprego fique praticamente estável, em torno de 8% até o final de 2024”, estimou Claudia Moreno, economista do C6 Bank, em comentário.


O mercado de trabalho mostra uma melhora quantitativa, mas também qualitativa, avaliou Adriana Beringuy, coordenadora de Trabalho e Rendimento do IBGE. O avanço da renda média e a abertura de novas oportunidades na formalidade são indicadores de um emprego de mais qualidade.


“Tudo indica que o mercado de trabalho está mostrando, está expressando, manifestando, as melhorias que têm ocorrido no âmbito das atividades econômicas”, resumiu Beringuy. “Não se trata apenas de números positivos em relação ao contingente do mercado de trabalho, mas uma expansão da ocupação acompanhada por características ligadas também a indicadores qualitativos”, frisou Beringuy.


“O que a gente tem é um aumento não apenas quantitativo, do contingente de ocupados, mas essa expansão vem acompanhada do aumento da formalidade e também do aumento do rendimento. E essa melhoria vem acompanhada por algumas atividades que têm registrado, sim, expansão (da ocupação), e essa expansão através da carteira de trabalho”, apontou.


Houve abertura de 620 mil vagas com carteira assinada no setor privado no trimestre terminado em outubro. O total de pessoas trabalhando com carteira assinada no setor privado subiu a 37,615 milhões no trimestre até outubro, maior contingente desde junho de 2014.


Segundo Beringuy, embora o aumento da carteira assinada venha ocorrendo consistentemente, esse crescimento tem sido “bastante concentrado” em algumas atividades, como informação, comunicação e atividades administrativas, mas também um pouco na indústria e no comércio.


A pesquisadora avalia que o mercado de trabalho recupera o padrão sazonal, de geração de vagas ao longo do ano, mas incorporando também melhorias quantitativas e qualitativas.


“Há recuperação desse padrão, dessa dinâmica (sazonal), e essa recuperação desse padrão está incorporando melhorias quantitativas, mas também outros indicadores como a forma de inserção do trabalhador e do rendimento médio”, disse Beringuy.


A taxa composta de subutilização da força de trabalho desceu a 17,5% no trimestre até outubro, menor resultado desde dezembro de 2015. Houve redução na mão de obra considerada subutilizada, mas ainda faltava trabalho para 20,042 milhões de pessoas no País.

Massa salarial recorde
A abertura de postos de trabalho formais ajudou ainda a aumentar a renda média dos trabalhadores ocupados, que teve uma alta real de 1,7% no trimestre até outubro em relação ao trimestre até julho, R$ 49 a mais, para R$ 2.999. Na comparação com o trimestre encerrado em outubro de 2022, a renda média real de todos os trabalhadores ocupados subiu 3,9%, R$ 112 a mais.


Com mais pessoas trabalhando e rendimentos mais elevados, a massa de salários em circulação na economia aumentou em R$ 13,163 bilhões no período de um ano, para o nível recorde de R$ 295,745 bilhões, uma alta de 4,7% no trimestre encerrado em outubro de 2023 ante o trimestre terminado em outubro de 2022.

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