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TIM inicia disputa por ‘mercado 4G’

Andrielle Mendes – Repórter

A operadora TIM lançou ontem, em Natal, o serviço de internet móvel da quarta geração – o chamado 4G – já disponível em 50% da capital, com velocidade de download até 71% superior ao sinal 3G, de acordo com a empresa. Pelo cronograma estabelecido pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), o sinal deveria estar disponível apenas em dezembro deste ano. A operadora espera estender a cobertura para 80% da capital até maio de 2014.
Diretores da TIM lançaram o 4G em Natal e também falaram sobre queixas dos usuários
A antecipação da primeira fase foi possível porque ao invés de instalar novas antenas, como estava previsto, a TIM preferiu usar as que já havia instalado ou trocar as existentes. Trâmites burocráticos e possíveis dificuldades na obtenção de licenças para instalação de novas culminariam, segundo a empresa, no descumprimento do prazo fixado pela agência reguladora. O 4G está disponível principalmente em áreas turísticas e  no aeroporto, de olho na Copa de 2014. A TIM  não está sozinha nesse mercado. A operadora Claro também oferece a tecnologia na cidade.

Telefonia

O lançamento da TIM ocorre num momento em que as operadoras tentam melhorar o serviço prestado em Natal, na área de telefonia. Uma reunião entre o sindicato que representa o setor (Sinditelebrasil) e as operadoras foi agendada para hoje para definir como as operadoras de telefonia móvel aumentarão a qualidade do serviço na capital potiguar.

Oi, Claro, TIM e Vivo se comprometeram a assinar, junto ao Procon Natal, um Termo de Ajustamento de Conduta, que entre outras coisas, visa reduzir o número de reclamações no orgão de defesa do consumidor.

A TIM afirma que algumas medidas exigidas pelo Procon já são adotadas pela empresa e acrescenta que o lançamento da tecnologia 4G demonstra que está se empenhando para corrigir falhas detectadas anos atrás. A operadora já chegou a ser impedida de comercializar novas linhas no Rio Grande do Norte duas vezes, por prestar serviço com qualidade abaixo da exigida. A primeira suspensão partiu da Justiça Federal do RN. A segunda, em 2012, partiu da Anatel.     “Os problemas do passado ocorreram devido à falhas de equipamentos, meios de transmissão insuficientes ou com baixa qualidade. A TIM usava outros provedores, com tempo de reparo e recuperação muito inferior a necessidade da TIM ou aos anseios dos clientes”, reconheceu Douglas Soares, gerente de Operações da rede da TIM no Norte e Nordeste.

A operadora, segundo o executivo, investiu numa rede própria e na modernização dos equipamentos para evitar que os problemas se repitam. “Dizer que não ocorrerão mais falhas é muita pretensão. O mais importante é que estamos preparados para uma pronta resposta e recuperação do sinal no menor tempo possível e com menor impacto. O investimento que anunciamos hoje (ontem) mostra isso”, acrescentou o executivo.

Douglas não negou que o crescimento da base de clientes tenha se dado em descompasso com os investimentos, num primeiro momento, mas assegurou que a situação dificilmente se repetirá. “Com o laçamento do Infinity, que talvez tenha superado nossas previsões, houve um volume de tráfego e assinantes muito maior que o que foi possível implementar num curto espaço de tempo. Hoje a gente tem uma rede com capacidade muito acima da necessária e todo o plano comercial hoje é repensado antes do lançamento do ponto de vista da questão de impacto e do crescimento de base”, diz.

A empresa está investindo R$ 52 milhões no RN este ano, incluindo a ativação do sinal 4G. O valor previsto para 2014 poderá ficar no mesmo patamar.

Anatel registra queda no índice  de satisfação

A TIM é a operadora de telefonia móvel que mais cresce no Rio Grande do Norte. Só entre agosto de 2012 e agosto de 2013 – dado mais recente – a companhia aumentou em 8,28% o número de usuários.  As quatro operadoras juntas aumentaram em 3,78% o número de usuários no período. A expansão, no entanto, não tem sido acompanhada pelo aumento do índice de satisfação do consumidor. Pesquisa da Anatel mostra que o índice de satisfação caiu nos últimos dez anos. No pré-pago, o  caiu de 77,5 para 60. No pós-pago, passou de 71,4 para 53,7.

Rodrigo Neves, diretor da TIM, evitou comentar o resultado da pesquisa, e ressaltou que não houve aumento no rigor na fiscalização e monitoramento do setor por parte da Anatel. “Eu diria que isso só se tornou mais público, porque sempre houve rigor no setor”. Em julho de 2012, a Agência suspendeu as vendas da Oi, TIM e Claro no país, em meio a um elevado índice de queixas.  A suspensão só foi revista depois que se comprometeram a melhorar os serviços.

*COLABOROU RENATA MOURA

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