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Turismo internacional cai 43,97% no RN, em relação à pré-pandemia

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O Rio Grande do Norte não acompanha o mesmo ritmo de crescimento no ingresso de turistas internacionais observado no Brasil, em 2023. Neste ano, o Estado recebeu 15.625 estrangeiros, o que representa queda de 43,97% no comparativo com o período da pré-pandemia. Em 2019, foram 27.888 visitantes de outros países.

Porém, em relação ao ano passado, o RN já apresenta uma evolução positiva de 29,57%. Em 2022, desembarcaram no Estado 12.058 estrangeiros. Os dados são da Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur), e mostram também que, no caso do Brasil, houve um incremento de 74%, nesse turismo, de janeiro a outubro deste ano.


No ano, até outubro passado, o País recebeu 4,8 milhões de estrangeiros. E de janeiro a outubro de 2022, 3,6 milhões. Segundo o presidente da Agência, Marcelo Freixo, a perspectiva é de que o número de estrangeiros se aproxime dos 6 milhões até o fim do ano.


Em outubro deste ano, o País recebeu 410 mil turistas internacionais. O número se equipara ao período pré-pandêmico, quando, em outubro de 2019, 413 mil estrangeiros entraram no País. Já o RN, recebeu, no mês passado, 1.477 estrangeiros, o que representa queda de 20% ante a pré-pandemia. Em igual período de 2019, o número de turistas estranheiros no RN chegou a 1.847.


Entre os principais visitantes estrangeiros que estiveram no Brasil em 2023 estão os argentinos, com 1,51 milhão; os americanos vêm em seguida com pouco mais de 483 mil visitantes; seguidos pelos chilenos e paraguaios, ambos com pouco mais de 311 mil turistas.


O presidente da Associação Brasileira de Agências de Viagens do RN (ABAV), Antônio Neto, destaca o potencial do Estado para atingir uma “ocupação histórica” da rede hoteleira, evidenciando a capacidade de atrair e acolher turistas internacionais na alta estação.


“As belezas naturais do Rio Grande do Norte são reconhecidas tanto nacional quanto internacionalmente, fato que sabemos ser um fator determinante na escolha dos turistas para visitar nosso estado. Embora, reconhecemos que o momento atual seja positivo e propício, acreditamos que poderia ser ainda mais favorável. Me refiro, pontualmente, a questão dos valores dos aéreos, das altas tarifas que vem sendo cobradas. Mas, nossa expectativa é que exista uma redução desses valores, para que a gente possa ter uma alta temporada, que possa trazer uma ocupação histórica para a nossa cidade e para o nosso Estado”, ressaltou.

Antônio Neto destaca o potencial do Estado para atrair turistas – Foto: Adriano Abreu


Segundo Antônio Neto, as cidades de Pipa e São Miguel do Gostoso permanecem como destinos turísticos de destaque, mantendo-se no topo da lista de preferências do turista internacional. Ele ressalta que, embora os turistas que visitam Natal tenham o interesse em explorar mais do Estado, a imagem de Pipa e São Miguel do Gostoso continua firme, como os principais atrativos turísticos.


“A nossa expectativa para a alta estação é otimista, mas volto a afirmar que precisamos que exista uma redução nas passagens aéreas, para que a gente possa receber uma quantidade significativa de turistas, como também, mandar o nosso turista (potiguar) para o Brasil e o mundo, mas as altas tarifas, acabam travando a demanda de chegada e saída”, explicou.


Segundo Antônio Neto, em relação aos valores das passagens aéreas, estão sendo realizadas uma série de reuniões, lideradas principalmente pelo Governo do Estado, com o objetivo de negociar com as companhias aéreas a fim de reduzir o valor das passagens.


De acordo com o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do RN (ABIH-RN), Abdon Gosson, o turismo mundial está em alta, mas a falta de investimentos na promoção e divulgação do Brasil como destino turístico resulta em uma demanda ainda abaixo do esperado. “A TAP anunciou voos diários para a alta estação, mas isso não quer dizer que terá um grande incremento de turistas estrangeiros no RN. Na baixa estação, depois de março, já volta a ser três voos por semana, ou seja, significa que vai ter um incremento, mas temos uma oferta de hotelaria muito grande. Então, não é só o acréscimo de voo direto da TAP que vai resolver o problema. Nós precisaríamos de dezenas de voos da TAP para incrementar significativamente nosso turismo”, pontuou.

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