segunda-feira, 17 de junho, 2024
23.4 C
Natal
segunda-feira, 17 de junho, 2024

Caixa trabalha com perspectiva de recuperação econômica

O maior banco financiador da habitação brasileira enxerga o futuro do crédito imobiliário no Rio Frande do Norte de forma muito positiva. A Caixa Econômica Federal já está trabalhando com um cenário de recuperação econômica em 2016, com uma perspectiva de melhoria e crescimento em 2017.

 Essa é a impressão do superintendente regional da Caixa, Carlos Antônio Araújo. Uma amostra disso é que o banco voltou a atuar com as mesmas condições de financiamentos operadas no ano de 2014, como volume orçamentário em todas as modalidades (recursos do Fundo de Garantia – FGTS e da Poupança – SPBE), percentual de cota de financiamento, taxas de juros e prazos. E o valor destinado aos financiamentos em 2016 é de  R$ 52 bilhões.

A Caixa opera com linhas de financiamentos para empresas e pessoas físicas. As construtoras contam com linhas de financiamento para a produção de empreendimentos em diversas modalidades. Já, para as pessoas físicas, as modalidades vão desde a aquisição de um lote de terreno urbanizado, aquisição de terreno e construção imediata, construção em terreno próprio e aquisição de imóveis prontos, novos ou usados, além do financiamento de material de construção para reforma de imóvel próprio.
Retomada dos projetos de financiamentos no programa Minha Casa, Minha Vida, já confirmada pelo governo Temer, é uma das boas notícias da Caixa para o setor
Quando se trata de financiar a habitação, o banco não possui restrições quanto à faixa de renda do cliente. “As linhas de financiamentos contemplam clientes de todas as faixas de renda, ou seja, a partir de um salário mínimo, sem limite de teto máximo. O nosso volume de contratação se apresenta de forma bastante equilibrada, contemplando todas as camadas sociais economicamente ativas”, fala Araújo.

As principais fontes de financiamento da Caixa são os recursos do Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) e do Sistema Brasileiro de poupança e Empréstimo(SBPE).  Os recursos do FGTS financiam imóveis avaliados pela Caixa em até R$ 170.000,00 em Natal e demais Municípios com população superior a 100 mil habitantes, a exemplo de Parnamirim e Mossoró. É a modalidade para quem não possui imóvel próprio. Com os Recursos da Poupança (SBPE),  são financiados imóveis de qualquer valor, com financiamento limitado a R$ 3 milhões, inclusive para quem já possui imóvel.

A situação da desaceleração econômica preocupa não só os bancos, mas todos os setores econômicos, observa Araújo. Especificamente no setor de construção civil, se o número de novos lançamentos diminui, conseqüentemente a oferta de empregos e a  confiança dos investidores ficam abaladas, criando um gargalo entre oferta e demanda. Como isso o crédito fica mais restritivo afetando todo Sistema Financeiro.

 No entanto, em função do ativo total do FGTS ultrapassar a cifra dos R$ 498 bilhões e também do retorno dos valores aplicados, principalmente, na habitação, foram destinados mais de R$ 52 bilhões para o orçamento de 2016, assegurando o cenário atual de recuperação do mercado.

A predominância de taxas de juros negativas no exterior pode ser um bom sinal para o crédito no Brasil, acredita Araújo, visto que o investidor externo sempre procura algo mais interessante para remunerar o seu capital. “Há essa real possibilidade de melhoria dos investimentos externos no nosso país”, opina.

As taxas de juros praticadas pela Caixa para o mercado imobiliário variam de 5% a 8,16% nos financiamentos com recursos do FGTS e 9,56% a 11,83% nos financiamentos com recursos da Poupança (SBPE). O processo de contratação de um financiamento habitacional é relativamente simples. Basicamente a documentação necessária é: Carteira de Identidade; CPF; Comprovante de Residência e Comprovante de Renda, e, se casado, Certidão de Casamento.

Todo o processo inicial de contratação poderá ser efetuado pelo site da Caixa, partindo de uma simulação até a pré-aprovação.

Construcard tem R$ 7 bi para crédito

Em todo o Brasil, A Caixa Econômica Federal disponibiliza R$ 7 bilhões para o Construcard, linha de crédito para financiamento de material de construção, até o fim de 2017. O produto foi reformulado para dar mais agilidade e segurança à operação e melhorar a qualidade do atendimento.

A cifra de R$ 7 bilhões, conforme o vice-presidente de Negócios Emergentes da Caixa, Fabio Lenza, é inicial. “Nessa nova fase do produto, colocamos à disposição do setor, inicialmente, R$ 7 bilhões até o fim de 2017, valor que poderá ser aumentado, caso haja maior demanda. O objetivo é incentivar o segmento de materiais de construção”, diz ele.

O valor é também maior que o próprio saldo da carteira do Construcard, hoje de R$ 6,4 bilhões, conforme o banco. O produto visa a financiar a aquisição de materiais para construção, reforma ou ampliação de imóvel, com prazo de até 240 meses e seis meses de carência. Também podem ser financiados móveis planejados e equipamentos para aquecimento solar.

A Caixa informa ainda que divulgará em breve novas estratégias de estímulo ao Construcard, como parcerias com lojistas para a oferta de descontos e premiação para os clientes que fizerem compras em seus estabelecimentos. Nos últimos meses, o banco anunciou uma série de medidas para estimular o setor de construção no sentido de liberar mais R$ 16 bilhões para construtoras e pessoas físicas.

Também ampliou os limites de financiamento para imóveis novos (de 70% para 80% do valor do bem) e usados (de 60% para 70%), além de dobrar de R$ 1,5 milhão para R$ 3,0 milhões o valor limite das unidades que podem ser financiadas.

“O MCMV opera na normalidade”

O programa de habitação do governo federal, “Minha Casa, Minha Vida” foi fonte de preocupação de muitos construtores locais, devida a interrupção de parte dos repasses após o resultados das eleições de 2014. Representantes empresariais e dos trabalhadores foram várias a Brasília para buscar a garantia do novo governo de que os repasses seriam regularizados, recebido com alívio principalmente por pequenos e médios construtores, em virtude de seu pequeno capital de giro, que praticamente desaparece quando atrasos do MCMV acontecem. A Secretária Nacional de Habitação, Maria Henriqueta Arantes, através da  assessoria de imprensa do Ministério das Cidades, respondeu às seguintes perguntas da TRIBUNA DO NORTE. 
 
Qual é a situação atual do MCMV no RN?

No momento atual, o programa Minha Casa, Minha Vida opera normalmente em todo o país. Desde o início do programa, em 2009, considerando todas as modalidades, especificamente no Estado do Rio Grande do Norte, já foram contratadas 104.658 unidades habitacionais, em um investimento do Orçamento Geral da União de R$ 7 bilhões. Além disso, 81.397 unidades habitacionais já foram entregues às famílias residentes no estado.  Em relação às expectativas atuais do andamento do programa no estado do Rio Grande do Norte,  a prioridade do Ministério das Cidades para este semestre é a retomada das obras paralisadas, a entrega das moradias contratadas e a provisão de equipamentos públicos aos grandes empreendimentos concluídos.

Quanto de recursos está disponível para liberação?
Atualmente o Ministério das Cidades está revendo as disponibilidades orçamentárias e financeiras com o propósito de assegurar os recursos necessários ao andamento das obras contratadas e, se possível, viabilizar a contratação de novas operações no âmbito do programa Minha Casa, Minha Vida. Nesse sentido, a previsão do valor a ser investido em 2017 dependerá das definições da alocação do aporte orçamentário para os estados, a depender da aprovação da Lei Orçamentária pelo Congresso Nacional.
 
Que benefícios serão contemplados?

Os principais benefícios podem variar em função da faixa de renda do beneficiário. Conforme os normativos vigentes hoje, cabe que esclarecer que, na Faixa 1, até 90% do valor do imóvel será subsidiado e os beneficiários pagarão parcelas mensais de até R$ 270, de acordo com a renda, sem juros e durante 10 anos. O subsídio da Faixa 2 será de até R$ 22 mil para a Região Nordeste, de acordo com a renda e localidade, com juros de 5,5% a 7% ao ano. Na Faixa 3, o financiamento terá juros anuais de 8,16%.

As regras permanecem as mesmas? Quais são os critérios de contratação?

Atualmente, o MCMV funciona utilizando o Sistema Nacional de Cadastro Habitacional (SNCH), que é uma ferramenta a serviço dos municípios para selecionar os beneficiários com aplicação de critérios de seleção locais e nacionais e permitir a realização de sorteio.
Os critérios nacionais de priorização de contratação são:  famílias residentes em áreas de risco ou insalubres ou que tenham sido desabrigadas,  famílias com mulheres responsáveis pela unidade familiar, e  famílias de que façam parte pessoa(s) com deficiência, comprovado com a apresentação de atestado médico.

Quantas pessoas serão beneficiadas?

Para 2017, a expectativa é que 600 mil famílias sejam beneficiadas com o programa Minha Casa, Minha Vida, em todo território nacional.

Últimas Notícias
Notícias Relacionadas