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Advogado rebate suspeitas contra major

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O advogado Luís Cláudio Melo, responsável pela defesa do major Divanaldo Marques Duarte, rebate as suspeitas contra o seu cliente de que ele receptou um produto roubado. Segundo o advogado, o major não sabia da ocorrência de roubo que constava no veículo em que andava e que o adquiriu a preço de mercado. Ontem, Luís aguardava resposta do juiz da comarca de Macau sobre o pedido de relaxamento da prisão do oficial. O major foi detido na tarde da última terça-feira depois de uma investigação da Delegacia Especializada em Defesa de Cargas e Veículos (Deprov) em conjunto com a delegacia de Macau, onde era comandante do batalhão.

Para o advogado Luís, o major não se encaixa no artigo 180, que descreve o crime de receptação. “Ele não sabia dos antecedentes criminais da pessoa que vendeu o veículo. Ele desconhecia que o carro era advindo de roubo e, por fim, o adquiriu por um preço considerado de mercado. Por isso, acredito no relaxamento da prisão do meu cliente”, declarou Luís em entrevista à TRIBUNA DO NORTE.

Ainda segundo o advogado, o major teria conferido as placas do carro, mas como são clonadas, nada foi apontado no sistema. “Das 48 parcelas no valor de 849,45, apenas 16 foram quitadas. O major é o responsável pelo restante do pagamento em uma negociação que envolveu um outro carro do oficial”, esclareceu.

O major Duarte teria dado em troca um veículo modelo Fox de 2006, para arcar com as 32 parcelas restantes do veículo Cross Fox, ano 2008.

Contradição

A reportagem da TRIBUNA DO NORTE procurou o delegado Demontiê Falcão, titular da Deprov e responsável pela investigação que culminou com a prisão do oficial. Ele é cético quanto aos argumentos do advogado e os rebate. “O carro já estava quitado e com sete chamados indicando o seu roubo. Como um oficial da PM não checou isso antes da compra?”, indagou o delegado.

Para Demontiê, o advogado não deve estar discutindo publicamente o assunto e sim  resolver com a justiça. “A justiça decidirá as responsabilidades de cada um”.

O Comandante Geral da Polícia Militar do Rio Grande do Norte, coronel Francisco Araújo, esclareceu que o major está detido no quartel da corporação em Natal e está à disposição da justiça. “Ainda na terça-feira, ele foi afastado das funções. Agora será instaurado inquérito militar para investigar o seu comportamento e conduta à frente do batalhão de Macau”, declarou.

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