quinta-feira, 23 de maio, 2024
25.4 C
Natal
quinta-feira, 23 de maio, 2024

Caminhoneiro natural de São Paulo do Potengi estava entre as vítimas do voo da NoAr

Marco Carvalho
repórter

Uma das 16 vítimas do acidente com a aeronave da empresa Noar Linhas Áreas em Recife era Johnson do Nascimento Pontes, 30 anos. Natural de São Paulo do Potengi, o homem trabalhava como caminhoneiro e deixou a mulher e dois filhos. A reportagem da TRIBUNA DO NORTE entrou em contato no início da noite desta quarta-feira, 13, com a cunhada da vítima, Milene Lopes da Silva.

Ela esclareceu que Johson estava desde segunda-feira, 11, em Recife, onde realizou testes médicos para uma empresa que a convidou para um novo trabalho: seria motorista em Angola, na África. “Ele havia recebido essa proposta de trabalhar em Angola e tinha ido fazer testes. Ele foi na madrugada de segunda-feira, deve ter chegado lá por volta das 2h da manhã”, contou.

Abalada e com a voz trêmula, Milene repassava pouco a pouco o perfil do caminhoneiro. “Ele viajava muito, mas ao mesmo tempo procurava dar atenção aos filhos enquanto estava aqui em São Paulo. A maioria das viagens que fazia era dentro do estado”, disse a cunhada.
#SAIBAMAIS#
Atualmente, Johnson trabalhava para no veículo de um comerciante da região e parte do valor da venda da carga ficava para ele. “Cerca de 10%”, informou familiares. Os parentes foram informados do acidente na manhã desta terça-feira, quando receberam uma ligação da empresa área. “Eram 10h e ligaram dizendo que o avião tinha caído e o Johson havia morrido. Ninguém estava no aeroporto, porque ele havia contado que viria de ônibus de Parnamirim para São Paulo do Potengi”, afirmou Milene Lopes.

Os familiares se mostraram chocados com a informação da morte do caminhoneiro. Para a cunhada Milene, o tamanho da dor não encontra amparo. “Não dá para comparar com qualquer coisa que já senti. É muito grande a tristeza. No final de semana, fomos a Richuelo para uma vaquejada e eu o alertava para a necessidade de chegar cedo para não perder o voo. Ocorria tudo dentro da rotina”, completou Milene Lopes. O pai e dois tios da vítima viajaram para Recife para acompanhar os trâmites legais a serem realizados.

Últimas Notícias
Notícias Relacionadas