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Caramanchão será inaugurado hoje

Antes de o verão ser oficialmente aberto, o trânsito na praia de Pirangi recebe a obra do Caramanchão do Maior Cajueiro do Mundo. A obra será inaugurada hoje, a partir das 18h. A estrutura erguida em um trecho de 120 metros de extensão promete dar melhor fluidez ao trânsito na Avenida Deputado Márcio Marinho, no sentido Pirangi-Natal.  As hastes com 4,5 metros de altura irão suspender os galhos da árvore de 8,5 mil m², deixando a psita livre. A obra, inicialmente orçada em R$ 119 mil, ao final o investimento foi de R$ 160 mil e  foi totalmente custeada pela Associação de Moradores de Pirangi do Norte (Amopin).
O gargalo na área do cajueiro existe há pelo menos quinze anos e a estrutura erguida tem aprovação dos comerciantes e moradores
O aumento no custo, explica o presidente da Amopin, Francisco Cardoso, se deve aos aditivos que sofreu o contrato, cuja a tomada de preço estava depreciada em um ano de atraso e ainda pelas modificações no projeto como a colocação de calçada com corrimão, além da construção da calçada pública dos moradores, no lado oposto da avenida. “Esperamos uma melhoria significativa no trânsito que era um problema que enfrentávamos todo verão e feriados. Isso é ganho para o cajueiro, o turismo e moradores”, disse.

O gargalo naquele ponto é conhecido e espera solução há pelo menos quinze anos, segundo moradores e gestores da região. A medida recebe a aprovação dos comerciantes e moradores. “É uma obra que traz bastante benefício e desafoga o trânsito que é caótico aqui na via, principalmente nesse período de veraneio, quando Pirangi se transforma em uma outra cidade. Mas não é uma solução definitiva”, afirma a moradora Flávia da Silva Freire Avelino.

Os problemas no trânsito são reflexos também da falta de fiscalização no local e de estacionamentos privativos dos inúmeros estabelecimentos instalados na praia mais badalada do litoral Sul. “Os motoristas param de qualquer jeito, nas duas faixas e isso traz transtorno é preciso uma fiscalização atuante”, acrescenta a moradora.

A vendedora de artesanato Mara Priscila de Souza ressaltou a importância da intervenção e espera as mudanças também para a Avenida São Sebastião. “Há também muito congestionamento no sentido de quem vem de Natal e os galhos invadem a via”, disse.

No projeto inicial havia a previsão da implementação do caramanchão em todo perímetro da árvore gigante, criando túneis também na avenida São Sebastião e Rua  José Fiuza. Tal suspensão dos galhos, de acordo com o presidente da Amopin, Francisco Cardoso, poderia afetar a árvore. “Essa elevação geral, de acordo com estudos de biólogos da região, podem causar o atrofiamento da planta, que seria obrigada toda a crescer para cima”, disse.

A árvore ocupa uma área de 8.500 m². A elevação dos galhos faz  o crescimento da árvore ser mais lento. Atualmente ele cresce de 1 a 1.5 m² por ano. Na tarde de ontem, trabalhadores faziam os últimos ajustes na estrutura. Para isso, a Avenida Deputado Márcio Marinho foi interditada na altura do Cajueiro, desde o início da semana, e o fluxo de veículos,  no sentido Pirangi-Natal, era desviado pela Avenida São Sebastião – que margeia o Cajueiro, no sentido oposto – contornando pela rua José Fiuza Filho e retornado a Márcio Marinho. Quem vem de Natal sentido litoral Sul faz o desvio pela via de acesso, Rua Alaíde de Sousa.

Memória

O projeto foi lançado oficialmente em dezembro de 2011, dentro do Plano de Ações de Proteção do Cajueiro de Pirangi. A previsão inicial era que as obras iniciassem a tempo de evitar os transtornos no trânsito vividos  no último verão. Devido a exigência de licenças ambientais e adequações no projeto, o início dos trabalhos foi prorrogado duas vezes para fevereiro e depois para abril, começando finalmente somente em outubro passado. A suspensão dos galhos – a uma altura de 4,5 metros – foi a solução emergencial apontada dentro do Plano de Ações de Proteção do Cajueiro de Pirangi para desafogar o trânsito do entorno, na Avenida Márcio Marinho, lançado em dezembro de 2011.  O Plano de Ações de Proteção do Cajueiro de Pirangi previa ainda a construção de um complexo turístico, com lojas suspensas. O que demanda recurso público, estudos e permanece sem prazo para sair do papel.

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